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We Happy Few

We Happy Few

O que pensamos de We Happy Few depois da última grande atualização.

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We Happy Few entrou em fase de Acesso Antecipado, no PC e na Xbox One, há já alguns meses, mas a verdade é que o jogo não impressionou durante esse primeiro impacto. Pelo contrário, acabou por ser algo desapontante depois de ter atraído muitas atenções no passado. O jogo tem sido atualizado desde então, enquanto continua a caminhar para o lançamento definitivo, mas recentemente recebeu uma injeção considerável de conteúdo, que ainda mudou vários elementos da experiência de jogo. Decidimos regressar para ver como se está a portar o 'novo' We Happy Few.

Se ainda não jogaram, vão reparar de imediato no impressionante estilo visual do jogo. Não foram muitos os títulos que causaram este tipo de impacto nos últimos anos, e de estilo semelhante só nos corre algo como Ori and the Blind Forest, Dishonored 2, e Overwatch. Também existe uma inspiração evidente na saga de Fable, mas é fácil detetar muitas outras referências no estilo de We Happy Few. São também óbvias as raízes britânicas do jogo, em termos de estilo e, até certo ponto, execução.

O conceito de We Happy Few concentra-se num estranho mundo onde a população carrega máscaras e consome comprimidos chamados Joy (alegria), cujo objetivo é facilmente identificável pelo nome. Quem não consome estes comprimidos é considerado um Downer (alguém que deprime os outros). O jogo tem um arranque forte, enquanto assumem o papel de Arthur Hastings e começam a censurar velhos artigos de jornais. O objetivo é remover qualquer tipo de negatividade antes que possa ser consumido pelo grande público. É uma sequência polida, que cumpre bem a sua função de apresentar o conceito do mundo e da personagem ao jogador.

A nova atualização mudou tantos elementos do jogo, que o save anterior à atualização já não vai funcionar. Terão de começar tudo de novo, mas esse é o preço de jogar algo que ainda está em fase de desenvolvimento. O início do jogo em si está semelhante, mas eventualmente serão largados numa zona aberta muito melhorado. A área é consideravelmente maior, existe menos confusão, e apresenta-se como um local bem mais convidativo à exploração do que o era anteriormente.

Ao caminharem pelas ruas vão encontrar várias personagens a vaguear, algumas que parecem tristes, esfomeadas, loucas, ou uma mistura dos três. A maioria não vai interagir muito com o jogador, excepto se o vosso estado de espírito os incomodar realmente. Por exemplo (e descobrimos isto por acidente), se caminharem nus pela rua, os cidadãos ficarão tão ofendidos que vão tentar espancar-vos por isso.

Quanto estão em apuros podem fugir ou lutar, mas tentar enfrentar alguém apenas com os punhos vai resultar numa quebra significativa de energia. E mesmo que vençam a luta, o oponente apenas ficará inconsciente. Por outro lado, se pegarem em algo do ambiente como um ferro para lutar, em pouco tempo vão tornar-se num assassino. Se forem vistos a cometer crimes (como matar), serão perseguidos pelos cidadãos e pelas autoridades, mas não é muito difícil fugir.

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Mais complicado será gerir a saúde. A narrativa de We Happy Few é dominada pelo elemento de sobrevivência, e vão precisar de manter Arthur com bons níveis de comida e bebida se quiserem sobreviver. Se ficarem demasiado abatidos e até deprimidos por isso, podem ter de recorrer a medicação, e o mesmo aplica-se a noites mal dormidas. Se não descansarem vão enfrentar efeitos colaterais, incluindo perca de energia e menor capacidade de corrida.

O jogo mantém um sistema para o jogador gerir os vários objetivos que vai recolhendo, mas foi redesenhado para ser mais acessível. Outros menus e mecânicas semelhantes, como a gestão de recursos ou a criação de objetos, foram também melhorados. Ainda estão longe de perfeitos, mas neste momento vão encontrar uma experiência muito mais acessível do que era há uns meses.

We Happy Few ainda tem muito trabalho pela frente para alcançar o grande potencial que apresenta, mas esta injeção de conteúdo deixou-nos bem mais confiantes na direção que o jogo e a Compulsion Games está a tomar. É uma premissa única, com um estilo que o distingue rapidamente dos demais, e que tem vários conceitos interessantes. Se a produtora conseguir cumprir os objetivos que traçou, We Happy Few pode tornar-se num jogo muito especial, mas estamos a falar de um grande "se". Esperemos que consigam cumprir a visão que têm.

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