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Watch Dogs: Legion

Watch Dogs: Legion - Opinião Pré-Análise

Jogámos Legion um mês antes do lançamento.

Em termos de críticas, Watch Dogs 2 está longe de ser um dos jogos mais bem cotados desta geração, e mesmo a nível comercial, ficou muito aquém das expetativas da Ubisoft, mas por aqui aprendemos a apreciar o valor deste jogo em mundo aberto. Sim, é verdade que tem defeitos, mas a criatividade das missões e das personagens, juntamente com um grande número de objetivos, veículos, roupas, e possibilidades, tornaram Watch Dogs 2 numa das nossas referências para o género.

Agora, com Watch Dogs: Legion, a Ubisoft parece encaminhada para repetir a dose.

O seu lançamento só está previsto para 29 de outubro, mas recentemente passámos quatro horas com uma versão praticamente finalizada do jogo. Explorámos o impressionante sistema de recrutamento, as mecânicas de hacking, e o vasto mundo aberto, e a sensação com que ficámos é que Watch Dogs: Legion pode vir a ser o melhor capítulo da saga, ainda que seja também muito diferente.

Legion apresenta uma nova cidade para os jogadores explorarem, neste caso uma versão futurista de uma Londres a ferro e fogo. Situações provocadas por Brexit, avanços em inteligência artificial, desemprego, e insatisfação popular, levaram o governo a contratar a Albion, uma empresa privada de segurança com treino militar. O seu objetivo? Garantir a segurança da população, a troco da sua liberdade. É aqui que entra o grupo DedSec, sempre pronto a desafiar o poder instalado e em particular a implementação dos sistemas CToS.

Watch Dogs: Legion

Numa perspetiva mais prática, isto significa que o jogador terá de ir tomando conta de Londres pouco-a-pouco, mas não ao comando de Aidan Pearce, Marcus Holloway, ou outro protagonista. Não, aqui vai antes assumir o controlo da própria organização em si, de forma abstrata, o que lhe permitirá potencialmente recrutar qualquer indivíduo no jogo que não seja inimigo. É uma mecânica interessante, que aprofundaremos mais abaixo, mas para já, permita-nos falar de Londres.

A cidade de Watch Dogs: Legion parece ser algo de impressionante, ao ponto de ser um dos melhores mundos abertos que já vimos. Se estas horas servem de exemplo, esta versão de Londres envergonha qualquer outro mundo criado pela Ubisoft, não só pelo tamanho, mas sobretudo pelo detalhe. Parece que em cada beco, em cada canto, em cada rua, é possível encontrar algo especial e único, algo colocado ali de propósito por um indivíduo, e não algo criado em massa para encher terreno. É uma cidade altamente dinâmica e cheia de vida, que estamos ansiosos por explorar mais a fundo.

Também ficámos surpreendidos com o quão "Watch Dogs" Legion realmente é, porque apesar da mecânica de recrutamento, e das respetivas habilidades individuais de cada cidadão recrutado, o grosso da jogabilidade ainda é muito à base de hacking. Vai continuar a saltar de câmara em câmara para mapear as áreas e desbloquear acessos, e a utilizar acessórios e drones para ganhar vantagem, mas com mais possibilidades que nunca. Legion parece evoluir cada aspeto da jogabilidade de Watch Dogs, acrescentado mais camadas à experiência de jogo, em vez de substituir as que já exitiam.

Durante as quatro horas que passámos com o jogo, conseguimos recrutar um total de cinco membros para a DedSec. É um processo simples, que envolve resolver os seus problemas específicos para os convencer a juntarem-se. Num caso ajudámos um tipo a roubar órgãos que estavam destinados ao exército, para reencaminhá-los para um hospital, e noutro tivemos de invadir uma instalação da Albion para recuperar documentos. Isto mostrou um design variado das missões, mas como referimos em cima, só jogámos quatro horas, pelo que é impossível dizer se essa variedade se irá manter.

Se a nível de jogabilidade parece ser algo bem executado e com grande potencial, a nível narrativo é possível que esta estrutura sem protagonista apresente alguns problemas, ou pelo menos obrigue a uma abordagem diferente. Mais uma vez, não jogámos o suficiente para perceber como se irá desenrolar a história com estas personagens, mas ao longo da nossa sessão percebemos que tínhamos de abordar Watch Dogs: Legion de maneira diferente. Pense em algo como um misto entre Ocean's Eleven e Pokémon.

Pokémon porque existe todo o lado do colecionismo de unidades com características distantes, e Ocean's Eleven porque o objetivo passa por criar um grupo de operacionais com habilidades e atributos que se complementem, que lhe permitam estar preparado para qualquer situação. Ou seja, embora não exista uma ligação emocional em termos narrativos (para já, pelo menos), pode existir uma ligação emocional aos elementos recrutados, sobretudo se estiver a jogar com a opção de morte permanente ligada (é uma característica inteiramente opcional, independente da dificuldade do jogo).

Então e problemas? Alguns, mas nada de significativo. Se Londres é impressionante, as animações faciais de algumas personagens precisam claramente de trabalho, bem como pequenas falhas visuais e erros. Há também a questão dos inúmeros sistemas e mecânicas de jogo, que podem ser difíceis de absorver durante as primeiras horas. Ah, e a condução, que continua a ser algo desapontante.

Quatro horas num jogo como Watch Dogs: Legion são escassas, mas foi tempo suficiente para percebermos o seu potencial enquanto jogo em mundo aberto. Nós estarmos certamente a torcer por ele, sobretudo porque já éramos fãs de Watch Dogs 2.

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