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Valheim - Impressões do Acesso Antecipado

Passámos algumas horas no jogo de sobrevivência do momento.

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Se tem prestado um mínimo de atenção à indústria de videojogos, então é muito provável que já tenha ouvido falar deste Valheim. Embora ainda só esteja disponível num formato de acesso antecipado no Steam, por € 16,79, o jogo explodiu em popularidade nas últimas semanas, e já leva mais de 3 milhões de unidades vendidas. Mas que tem Valheim de especial? Foi isso que tentámos perceber durante as horas que passámos com esta versão de acesso anteciado.

Valheim é um jogo de sobrevivência na terceira pessoa, onde assume o papel de um Viking que morreu em combate que agora tem de provar o seu valor num outro mundo dos deuses nórdicos. Este mundo é gerado de forma aleatória, e inclui uma grande variedade de ambientes, inimigos, recursos, e armas. Uma palavra para a bizarra escolha de estilo visual, já que ao nível de texturas e modelos 3D, Valheim assemelha-se quase a um jogo de PS one, embora com iluminação e efeitos visuais modernos.

Também não deve esperar grande ajuda do jogo, pelo menos neste momento do acesso antecipado, já que o seu único guia será o corvo Mugin, aparecendo de forma ocasional apenas para lhe explicar as funcionalidades mais básicas e práticas. Espalhadas pelo mundo existe estranhas pedras escritas com mensagens crípticas, e ao início do jogo recebe o objetivo para encontrar o altar de Eikthyr e enfrentá-lo, mas é basicamente só isso.

Valheim é perfeitamente jogável como um jogador solitário, mas foi sobretudo desenhado para jogabilidade cooperativa - os mundos de jogo permitem entre 2 a 10 jogadores. Jogámos um pouco sozinhos, mas partilhámos a maior parte da experiência com um amigo, e acreditamos que isso melhorou imenso a nossa aventura, não só em termos de comunicação, mas também de abordagem aos inimigos, recolha de recursos, e construção.

As mecânicas de sobrevivência não fogem muito ao que tem sido feito noutros jogos, embora estejam relativamente refinadas, resultado precisamente do quão popular tem sido o género. O sistema de construção de itens é relativamente simples de usar, com um menu acessível, e pode construir armaduras e armas em várias estações. Quanto à alimentação, não é totalmente essencial, já que não irá morrer de fome, mas se comer, vai ganhar benefícios para a sua saúde e energia. Durante a noite, contudo, fica obviamente mais escuro e frio, e pior ainda, aparecem mais criaturas perigosas. É por isso aconselhável que construa algum tipo de abrigo para descansar e aquecer durante noite.

O sistema de progressão de Valheim é algo que vimos em jogos como Runescape e Skyrim, no sentido em que os seus atributos melhoram com a prática, não com a atribuição de pontos. Ou seja, se cortar muitas árvores, vai melhorar a sua capacidade de lenhador, e se saltar muito, vai melhorar a sua capacidade de salto, e assim por diante. Quanto mais fizer uma ação, melhor será nela.

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Isto inclui o combate, que começa por ser básico ao início. O jogo teve o cuidado de não atirar inimigos muito fortes ao jogador logo de início, o que permite ganhar algum avanço no aspeto de sobrevivência. Quanto ao combate em si, tem algumas semelhanças com Dark Souls, permitindo atacar, bloquear, e desviar, tudo à custa de alguma da sua barra de energia. Pode ainda atordoar inimigos, o que pode ser bastante útil quando está a enfrentar mais que um oponente.

O sistema de construção de objetos e estruturas não é exatamente o mais prático, mas também não é muito complicado. Tem de ter atenção a uma série de fatores, como os materiais que usa, a 'ventilação' da estrutura para que não morra sufucado com fumo, cobertura para que não chova em objetos importantes, e assim por diante, e nem tudo é explicado ao jogador - é algo que vai descobrindo com prática. Uma palavra ainda para a câmara, que pode ser bastante apertada e claustrofóbica dentro dos interiores.

Também se pode dizer que as primeiras horas são algo aborrecidas, mas isso é um mal que afeta vários jogos de sobrevivência. Basicamente vai passar a maior parte do tempo a construir ferramentas, a apanhar madeira, e a lidar com a vida selvagem, embora seja possível ignorar tudo isso e ir logo à procura do primeiro boss do jogo. Não é muito difícil para dizer a verdade, mas o segundo boss é consideravelmente mais difícil, e eventualmente tem de começar a construir boas armaduras e armas para lidar com alguns dos inimigos mais poderosos.

Valheim é um jogo de sobrevivência competente em termos de mecânicas e design, mas ganha algo mais com a temática dos vikings e da mitologia nórdica. Existe uma real sensação de mistério que incentiva à exploração, e estamos muito curiosos para ver como o jogo se irá desenvolver durante o seu percurso no acesso antecipado. Se é fã do género, parece-nos que vale a pena experimentar, até porque pode sempre pedir o reembolso ao Steam se não apreciar a experiência.

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