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The Settlers

The Settlers - Impressões da versão beta

Já foi anunciado em 2018, mas só agora tivemos a oportunidade de experimentar o novo jogo de estratégia da Ubisoft.

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Foi há quase quatro anos que a Ubisoft anunciou The Settlers, e honestamente, não esperávamos ter de aguardar tanto tempo por uma oportunidade de o experimentar. Mas esse dia chegou finalmente, através de um acesso à versão beta. The Settlers serve como o regresso de uma franquia icónica, que se estreou há quase 30 anos com o lançamento original em 1993. Será um jogo de estratégia em tempo real, que encarrega o jogador de comandar e liderar um grupo de colonizadores, enquanto se aventuram por uma nova terra na tentativa de criarem um novo lar para o seu povo.

Convém realmente reforçar a ideia de que não se trata de um jogo 4X, estilo Civilization, mas antes um jogo em tempo real, embora existam elementos semelhantes. Terá de explorar novas terras para aumentar as suas fronteiras e reivindicar novos recursos, e a jogabilidade é projetada desde o início para se adequar à ação cooperativa e ao multijogador. O que queremos dizer com isso é que uma partida é disputada entre fações opostas, com os dois lados a competirem para retirarem o rival da área. Uma partida parece durar entre uma a duas horas de jogo, dependendo da rapidez com que começa a reivindicar e controlar territórios.

A versão final de The Settlers vai incluir uma campanha de história, mas aqui só tivemos a oportunidade de testar o modo Skirmish, que só permite partidas de um contra um e dois contra dois, seja em desafio com a inteligência artificia, com outros jogadores, ou com um misto. Também só tivemos acesso a um mapa, o que significa que no geral ainda nos falta ver muito de The Settlers, quando chegar a 17 de março.

Começa as partidas com uma equipa reduzida de unidades; alguns soldados para proteger as terras, alguns engenheiros para começar a criar edifícios, e pessoas comuns para fazerem o trabalho monótono, como derrubar árvores e transformar troncos em tábuas para construção. A partir daqui é seu dever começar a criar uma população que se possa proteger e sustentar, construindo fazendas para produzir alimentos, pedreiras, e minas, de forma a garantir recursos vitais. Também deve começar a construir estruturas defensivas para afastar a fação adversária. Eventualmente deve tentar criar uma civilização autônoma, que consiga recolher recursos regularmente para que consiga criar e financiar um exército. Com esse exército irá defender-se, mas também atacar e expandir as suas fronteiras.

The Settlers

Quanto a condições de vitória, tanto quanto percebemos (porque honestamente os tutorias são terríveis, e não ensinam nada a esse respeito), parecem passar por destruir todos os armazéns da fações oposta. Estes são edifícios que funcionam um pouco como base, onde são armazenados os recursos. Também costumam ser os edifícios mais entranhados no território inimigo, e normalmente estão bem guardados, o que significa que terá de passar por muitos oponentes antes de cumprir esse objetivo.

Em termos de exploração e combate, The Settlers oferece um dose razoável de liberdade. Os engenheiros podem ser instruídos para expandir a fronteira e pesquisar minas com novos recursos. Também podem identificar pontos de interesse no mapa, com um local de naufrágio ou um acampamento de bandidos, por exemplo. Exércitos e soldados, por outro lado, precisam de ser comandados com micro-gestão. Terá de informá-los sobre quem atacar e quando atacar, ainda que a ação dos confrontos em si seja automática. Um jogo de estratégia em tempo real perfeitamente típico, portanto. Comandar algumas unidades mais especiais, como curandeiros e unidades de cerco, pode fazer uma diferença maior, já que têm acesso a habilidades especiais. Mas no geral não há nada que não seja comum a outros jogos do género.

Aliás, esse é o maior problema que identificámos em The Settlers, pelo menos até ao momento. O jogo tem o seu charme, corre bem, e parece equilibrado, mas também não apresenta nada que já não tenhamos visto noutro lado. O que jogámos na beta pareceu-nos bastante rudimentar e limitado, embora valha a pena relembrar que a versão final terá bem mais opções e modos de jogo. Mas a maior preocupação que temos relativamente a The Settlers não é o conteúdo limitado, mas sim o ritmo da jogabilidade, que pode ser muito lenta com vários momentos mortos. Esperemos que pelo menos os outros modos de jogo incluam uma opção para avançar ou acelerar o tempo.

Não desgostámos do tempo que passámos com The Settlers, sobretudo em termos de conceito e ideia, de controlar colonizadores e avançar fronteiras, mas também não estamos impressionados com nada do que vimos até aqui. Talvez a versão final mostre mais, e permita explorar maior profundidade de jogo, mas neste momento não estamos particularmente entusiasmados com a perspetiva de regressar a The Settlers em março.

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