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The Last of Us: Parte II

The Last of Us: Part II - Primeiras Impressões

Já jogámos The Last of Us: Part II, e vimos dois lados da vida de Ellie num mundo duro e sem piedade.

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"Estamos a fazer o maior jogo na História da Naughty Dog."

Foi com esta frase que o diretor criativo de The Last of Us: Part II, Neil Druckmann, abriu o evento de antevisão em Los Angeles. Não foi uma apresentação muito longa, porque o estúdio sabia o que todos os jornalistas presentes queriam deste evento - uma chance para experimentarem um dos jogos mais aguardados da geração.

Antes de nos deixar meter as mãos no comando, Neil Druckmann disse-nos que The Last of Us: Part II é tanto uma história de amor como é de ódio, embora a maioria do que foi mostrado até aqui tenha sido focado no lado mais negro e sombrio deste mundo. Druckmann afirmou que vingança é uma "verdade universal" do ser humano, e que essa é uma das forças motivadoras de Ellie, ainda que não tenha revelado do quê ou de quem se deseja vingar. Por tudo isto, The Last of Us: Part II será também um jogo sobre as consequências de viver à base de uma mentalidade de "cá se fazem, cá se pagam".

Depois da apresentação tivemos a oportunidade de experimentar duas secções diferentes do jogo. A primeira secção é um exemplo do dia-a-dia de Ellie, que é agora uma patrulheira da comunidade de Wyoming. Encontrámos Ellie - agora com 19 anos - precisamente durante uma dessas voltas de rotina, acompanhada por Dina, a rapariga que beijou durante o vídeo da E3 2018.

Já no controlo de Ellie, montámos-nos no cavalo e partimos à exploração da área nevada que cerca Wyoming. É difícil não ficar impressionado com a capacidade gráfica de The Last of Us: Part II, e com a atenção ao detalhe da Naughty Dog. Desde as pegadas deixadas na neve, aos pormenores de uma cave transformada em quinta de cannabis, The Last of Us: Part II exibe um grau de trabalho e dedicação apenas ao alcance dos maiores estúdios. É uma experiência cinemática de topo, proporcionada por um grafismo do melhor que já vimos.

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O detalhe não está apenas na qualidade dos modelos 3D, das texturas, ou da iluminação, mas também nas animações das personagens. A forma como se movem, como interagem com objetos, e como agem em contexto com cada situação, é impressionante. Durante as cutscenes esse qualidade é ainda mais evidente, reforçada por atuações altamente credíveis e emocionais dos atores e atrizes.

Qualidade técnica à parte, esta patrulha de rotina permitiu-nos conhecer um pouco melhor Diana e a sua relação com Ellie, mas a calmaria não durou muito tempo. Eventualmente encontrámos um grupo de infetados, que serviram como tutorial para as mecânicas de jogo. Nesse aspeto, The Last of Us: Part II funciona em grande parte como o primeiro capítulo, combinando ação furtiva, tiroteios com munições limitadas, e criação de itens. Existem, contudo, mais opções em praticamente todos os campos, e maior profundidade em termos de abordagem a cada situação.

Para a nossa primeira morte decidimos seguir com algo que conhecíamos - distraímos um inimigo com uma garrafa, esgueirámos-nos até ele, e eliminámos-lo silenciosamente. Ao contrário dos inimigos humanos, contudo, os infetados tendem a ser mais imprevisíveis, e são ainda mais aterradores do que eram no primeiro jogo, com sons mais medonhos e movimentos repentinos. Terá de usar cuidado extremo quando abordar um destes oponentes, e estar agachado não será suficiente - terá de pressionar levemente o analógico para fazer o menor barulho possível.

The Last of Us: Part II não nos parece ser um passeio pelo parque, longe disso, e aqui a ação furtiva não é uma opção, é obrigatória. Se for visto por um infetado, tem hipóteses de sobreviver, mas se por acaso atrair a atenção do que mais de um infetado, vai ser muito difícil sair vivo da situação. Uma caçadeira pode fazer o serviço, mas é arriscado, e estará a gastar recursos preciosos.

A segunda secção que experimentámos era dedicada aos inimigos humanos, e levou-nos para Seattle. Ellie está à procura de Tommy, o irmão de Joel que conhecemos no primeiro jogo, e para isso terá de navegar por uma área controlada pelos Wolves. Trata-se de um grupo xenofóbico, que não está interessados em interagir de forma simpática com Ellie, pelo contrário - querem encontrá-la e matá-la, e até têm cães com faro apurado à sua procura.

Os inimigos humanos não são tão imprevisíveis quanto os infetados, mas são tão ou mais perigosos, já que estão armados até aos dentes. Os cães são particularmente perigosos, já que podem encontrar o rasto de Ellie por todos os locais por onde passou, eventualmente levando os inimigos até ao seu encontro. É vital que encontre formas de lidar com os cães, ou não ficará escondido durante muito tempo.

The Last of Us: Part II terá áreas de jogo mais amplas que o primeiro jogo, oferecendo uma série de oportunidades táticas ao jogador. Existem vários caminhos, lojas, edifícios, e espaços para explorar e tentar aproveitar, não só para eliminar inimigos silenciosamente, mas também para escapar quando for visto - saltar de uma janela para escapar de fogo inimigo, e conseguir arranjar um esconderijo, é tão satisfatório quanto eliminar um oponente sem ser visto.

Numa destas situações, e já quase sem vida, conseguimos agarrar um dos inimigos e usá-lo como escudo humano. Isto causou uma pausa aos oponentes, que conseguimos aproveitar para nossa vantagem e sobreviver. O número de situações e possibilidades parece-nos bem maior que no primeiro jogo, com muitas táticas para o jogador explorar.

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Nesta segunda secção, Ellie esteve bem mais solitária do que na primeira, o que levou a uma sensação maior de vulnerabilidade. Dito isto, também é óbvio que Ellie amadureceu desde o primeiro jogo, que está mais letal, objetiva e fria. Também gostámos da narrativa ambiental que encontrámos, pormenores que ajudaram a reforçar o contexto da situação e do mundo de The Last of Us: Part II. O mais curioso é que, ao conversarmos com outro jornalista, percebemos que a mesma área pode oferecer tipos de experiências diferentes.

Então, o que aprendemos com estas demonstrações? Bem, primeiro que tudo aprendemos que Ellie não é bem a personagem que era, que se tornou ainda mais num produto do mundo em que vive. A sua humanidade ainda está presente, e as suas interações com Dina foram agradáveis, mas o seu outro lado, o lado de sobrevivente, é implacável e brutal, tanto quanto os que a procuram. Estamos curiosos para ver como esses seus dois lados irão coabitar ao longo da aventura.

Também aprendemos que The Last of Us: Part II é um jogo muito semelhante ao original em termos de experiência de jogo, embora reforçado e expandido em todos os campos, seja jogabilidade, técnico, ou narrativo. Alguém que era evidente pelos trailers, e que se tornou ainda mais claro, é que The Last of Us: Part II não vai segurar nada. É um jogo violento, passado num mundo duro, e com personagens em situações quase impossíveis. Por outras palavras, é jogo para adultos, e mesmo assim, não será para todos - sobretudo os que tiverem estômago fraco. Estávamos ansiosos por The Last of Us: Part II, e assim continuámos depois de o termos experimentado. Mal podemos esperar por 21 de fevereiro de 2020.

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