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Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin

Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin - Impressões de jogabilidade

A Square Enix regressou ao mundo do primeiro Final Fantasy, mas agora para apresentar um jogo de ação feito pelos criadores de Nioh e Ninja Gaiden.

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A ideia de um jogo que combina mecânicas de combate ao estilo de Nioh com um mundo fantástico de Final Fantasy parece ser uma boa ideia no papel, mas a verdade é que Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin não impressionou quando foi mostrado pela primeira vez. É que além do trailer ter parecido excessivamente genérico, a primeira demo estava cheia de problemas técnicos, e muitos jogadores nem a conseguiram jogar. Mas a Square Enix e a Team Ninja voltaram à carga, com o lançamento de novo trailer e demo.

Nós tivemos a oportunidade de experimentar essa demo antes da sua chegada, e ainda conversámos com os produtores Jin Fujiwara e Fumihiko Yasuda, mais o diretor Daisuke Inoue.

Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin não é um remake do primeiro Final Fantasy, mas é inspirado no mesmo universo, e em parte estará centrado no antagonista Garland. Os jogadores irão conhecer os eventos que levaram aos acontecimentos de Final Fantasy, mas através das novas personagens Jack, Ash, e Jed. Nomes estranhamente simples, mas aparentemente existe um bom motivo para isso e para os seus géneros, que será revelado durante o jogo.

O primeiro nível que experimentámos com a demo foi Chaos Shrine, que é precisamente o nível inicial do jogo, servindo sobretudo como uma forma de ficar a conhecer as bases da jogabilidade. Se conseguir jogar a primeira demo que a Square lançou, então já terá alguma familiaridade com este nível. Também será familiar para quem jogou o Final Fantasy original, embora seja apresentado com um grafismo muito superior. Trata-se de um castelo com estilo gótico, que já conheceu melhores dias, e que culmina com uma batalha precisamente contra o boss Chaos. Foi um desafio duro, apesar de ser o primeiro boss do jogo.

O segundo nível que experimentámos marcou uma notável mudança de tom, passando a ação para uma floresta verdejante. Este nível apresentou-nos a uma mecânica curiosa que permitia afetar o clima e o cenário. Por exemplo, a certo ponto precisámos de fazer parar a chuva, de forma a reduzir o nível de água de uma área para conseguirmos prosseguir. Gostámos da variedade de ambientes que a demo apresentou, mas os dois níveis pareceram-nos excessivamente lineares, com poucos incentivos à exploração. Encontrámos alguns tesouros escondidos, mas sempre muito próximos do percurso principal.

O sistema de combate pode ser descrito como um misto entre Final Fantasy e Nioh, já que pega na jogabilidade de ação de Nioh e mistura-a com o sistema de Jobs de Final Fantasy. A ação em si envolve evitar ou defender ataques e golpear quando se abre uma oportunidade, diminuindo a sua barra de atordoamento. Quando essa barra se esgota pode executar um grande ataque final, que transforma os inimigos em cristais (claro que tinham de ser cristais) e os desfaz. Ao executar este movimento irá também recuperar a sua barra de MP, que permite praticar magias e habilidades.

Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin

Existem seis classes diferentes, que pode alternar em tempo real através do sistema de Jobs. Convém avaliar o tipo de inimigo, e dessa forma mudar a sua classe de acordo com as características desse oponente - uns são mais vulneráveis a magias, outros a ataques físicos. Isto pode ser feito não só com a sua personagem Jack, mas também com os seus companheiros Ash e Jed. Cada personagem tem também acesso à sua própria árvore de atributos, o que significa que podem ser especializados em áreas diferentes.

Uma mecânica de que gostámos realmente foi o Soul Shield, um escudo que - se for ativado no momento certo em que vai ser atacado - irá roubar a habilidade usada pela oponente, passando a ficar disponível ao jogador durante o combate. Assim que roubar a habilidade a sua barra de atordoamento vai começar a esvaziar, e assim que se esgotar deixará de ter acesso a essa habilidade.

A demo original e o primeiro trailer foram criticados pelo grafismo um pouco abaixo da média, sobretudo considerando que o nome Final Fantasy está normalmente associado a grafismo topo de gama. Infelizmente não podemos dizer que ficámos impressionados com o que vimos nesta segunda demo. Tanto a nível de detalhe, como de animações, Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin não se destaca pela positiva, e isso até foi admitido pelo estúdio. Os responsáveis com quem falámos garantiram que o grafismo, e outros pontos criticados, estão a ser mais trabalhados pela equipa, e serão melhorados em relação a esta versão.

Mas no geral gostámos do tempo que passámos com Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin, mais até do que esperávamos. O sistema de combate é sólido, e estamos curiosos com a história, embora existam muitos elementos que podem e devem ser melhorados. Esperemos que a Team Ninja utilize da melhor forma os meses que ainda tem até ao lançamento. Stranger of Paradise: Final Fantasy Origin será lançado a 18 de março de 2022 para PC, PS4, PS5, Xbox One, e Xbox Series X|S.

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