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Outriders

Outriders - Impressões de Gameplay

Experimentámos o Trickster e o Pyromancer, durante uma boa sessão de jogabilidade.

Outriders

Amnésia é um dos dispositivos narrativos mais antigos de sempre, comum em literatura, cinema, e até videojogos. É uma forma eficaz de garantir que o protagonista - e neste caso o jogador - estão no mesmo ponto de partida, conforme ambos tentam descobrir o contexto dos eventos e do mundo que os rodeia. No caso de Outriders, a Amnésia deu lugar às consequências de sono congelado, quando a personagem do jogador acorda num planeta alienígena que está a ser devastado por conflitos.

Este é o novo projeto da People Can Fly, um jogo de ação e ficção científica na terceira pessoa, do estúdio que produziu Bulletstorm e Gears of War: Judgment, e que tivemos a oportunidade de experimentar recentemente. A nossa sessão de jogo, contudo, não começou com o início da aventura, mas um pouco mais à frente, e permitiu experimentar duas das quatro classes disponíveis quando o jogo lançar - Trickster e Pyromancer (ficou a faltar o Devastator e a quarta que ainda não foi revelada).

Independentemente da classe, o contexto será sempre o mesmo - ganhou os seus poderes graças a uma anomalia poderosa deste estranho planeta, Enoch. Que capacidades? Bem, no caso do Trickster, que foi o primeiro com que jogámos, pode 'abrandar' os seus alvos, por exemplo, mas o seu estilo de jogo é um pouco mais complexo do que os restantes, o que a juntar à nossa inexperiência com Outriders - sem direito a tutoriais ou à curva natural de aprendizagem - levou a alguma confusão.

Quanto mudámos para o Pyromancer, a experiência de jogo ficou bem mais simples, já que é uma classe mais direta e familiar. O Pyromancer essencialmente consegue incendiar inimigos e as suas próprias balas, e na verdade jogámos uma grande porção desta secção com a mesma arma, uma espingarda que devolvia saúde ao jogador com a morte de cada inimigo. Como em jogos como Borderlands e Destiny, irá encontrar caixotes de loot, que podem incluir armas de vários tipos de qualidade.

O jogo pareceu-nos mais indicado para combates de curto e médio alcance, não tanto para longo alcance, já que a visibilidade é reduzida. Aqui não temos a certeza se o problema era a falta de optimização do jogo (ainda há um longo período de desenvolvimento pela frente), ou se foi o resultado de estarmos a jogar via cloud-gaming, mas seja como for, a situação não era ideal para eliminar inimigos à distância.

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As duas personagens apresentaram árvores de habilidades e atributos com uma estrutura semelhante, permitindo desbloquear vantagens passivas e resistências contra vários tipos de dano e efeitos. Independentemente da personagem, pode ter três habilidades ativas em simultâneo, atribuídas para LB/L1, RB/R1, e LB/R1+RB/R1, e são essas habilidades que dão algo de realmente único a Outriders. Enquanto jogo de ação tradicional, com cobertura e tiroteios, Outriders parece competente, como tantos outros, mas com a introdução de habilidades, o jogo ganha outra vida.

Estas habilidades assumem várias formas, dependendo da sua classe. O Pyromancer, por exemplo, pode enviar uma onda de chamas ao inimigo que causa grande dano, enquanto que o Trickster atirar uma lâmina temporal que abranda o oponente e o danifica ao longo de alguns segundos. Estas habilidades são essenciais para sobreviver, não basta fiar-se na sua pontaria com as armas. Embora importantes, as armas têm de ser complementadas com estas habilidades, que requerem uma gestão cuidadosa, já que não podem ser usadas repetidamente - existe um tempo de espera entre cada utilização.

As secções que jogámos envolveram sobretudo combate, contra vários grupos de inimigos, normalmente acompanhados por algum tipo de capitão mais duro de derrubar. Mais, várias destas unidades superiores têm a capacidade de regenerar alguma saúde, e até têm mais do que uma barra de vida, o que significa que enfrentá-los envolve normalmente saber qual é o melhor momento para pressionar, e quando deve recuar e proteger-se nas coberturas.

Em termos de história não vimos muito, mas o que estava disponível apontou para um jogo que se leva muito a sério, e aqui pode estar um dos defeitos de Outriders, já que parece ter muitas semelhanças com Destiny. Como o facto de incluir uma anomalia misteriosa que garante poderes especiais, por exemplo. Gostámos do ambiente alienígena, e a premissa é relativamente interessante, além de que o enredo parece ser uma aposta real do estúdio, com sequências de vídeo e tudo presente no jogo em si (sim, estamos a olhar para ti, Destiny 1). Ainda assim, é claro que a People Can Fly terá de mostrar mais se quiser convencer os jogadores de quem tem personalidade para se distinguir de outros jogos semelhantes.

Outriders está agendado para o final do ano, com lançamento previsto para PC, PS4, PS5, Xbox One, e Xbox Series X. O seu lançamento nas consolas de nova geração pode ser particularmente interessante, já que os jogadores vão certamente procurar algo para jogarem nas suas novas consolas, mas precisamos de ver muito mais para percebermos se terá argumentos suficientes para manter esses jogadores ao longo dos meses. Existe aqui potencial para uma boa aventura de ficção científica, esperemos que seja aproveitado.

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