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Antevisões

One Punch Man: A Hero Nobody Knows

Como funciona um jogo onde o protagonista é o ser mais poderoso do universo?
Sergio Figueroa 20 Outubro 2019

Como fãs de One Punch Man, há imenso tempo que esperávamos pela oportunidade de jogar um jogo baseado na série de animação japonesa. O anime em si tornou-se particularmente popular devido à sua premissa absurda, mas extremamente divertida, brincando com super-heróis e com as personagens super-poderosas de outras séries de animação, que conseguem sempre encontrar forma de se superarem e vencer o adversário.

O herói de One Punch Man não é de todo assim. É um rapaz relativamente normal, que treina 100 abdominais, 100 flexões, e corre 10 quilómetros por dia. Isso, aparentemente, é suficiente para que Saitama seja o homem mais poderoso do universo, capaz de derrotar qualquer inimigo com um só soco. Esta é a premissa atípica da série, a de um herói tão poderoso que derrota todos quase sem esforço, e embora funcione como série, como terá isso sido recriado num jogo?

Bem, aparentemente colocando o jogador na pele de outra personagem, uma personagem criada de raiz que vai ter Saitama como mentor (ou pelo menos é isso que o protagonista espera, embora Saitama não costume ter muito essa disposição). A Hero Nobody Knows irá depois funcionar como um jogo em mundo aberto, onde o jogador deve cumprir missões para os aldeões que encontrar pelo caminho. Ao fazer isto e outros objetivos, irá subir na tabela da Associação de heróis.

Não tivemos a oportunidade de experimentar a campanha de A Hero Nobody Knows, mas jogámos o modo multiplayer. Aqui é necessário criar uma equipa de três lutadores, retirados do elenco da série, com o objetivo de derrotar a outra equipa. Um pormenor curioso é que Saitama só pode ser selecionado como terceira personagem jogável, e demora 150 segundos a chegar ao combate. Quando chega, Saitama é virtualmente imbatível, e derrota qualquer oponente com um único soco, mas é preciso aguentar até lá. Ou seja, Durante 150 segundos, um jogador só terá dois lutadores, e outro três (a menos que também tenha escolhido Saitama), o que significa que o desafio aqui é sobreviver até à chegada de Saitaman.

Ou seja, nestes combates terá de escolher entre lutar com dois jogadores e aguentar até à chegada de Saitama, ou ir para a batalhar com três lutadores e tentar derrotar o adversário em menos de 150 segundos com mais um lutador.

O sistema de combate funciona em arenas fechadas, em 3D, sem acessórios ou interações - apenas os lutadores. Aqui pode executar alguns ataques e combinações básica, e todas as personagens têm sensivelmente o mesmo esquema de controlos, mudando apenas o contexto das suas ações. Nada de novo, para quem está habituado a jogos de luta baseados em séries de animação japonesa.

Além de Saitaman, outro factor que pode ser determinante em combate é a barra de super-poder. Quando está cheia, o jogador pode executar um super-ataque, ou invocar uma aura especial, que aumenta os atributos da personagem durante alguns segundos. Esta barra pode ser enchida de forma manual (como nos jogos de Dragon Ball e Naruto), mas estará vulnerável nesses momentos.

Falta responder a uma pergunta: o que acontece quando estiverem dois Saitama em combate? Bem, como o seu ataque é ligeiramente mais poderoso que a sua defesa, Saitama consegue fazer alguns danos ao seu oponente, embora não muito. É possível vencer o combate de forma convencional, mas normalmente o vencedor de um confronto entre dois Saitama será o que conseguir executar o super-ataque primeiro.

One Punch Man: A Hero Nobody Knows parece ter algumas ideias engraçadas, e abordou bem as particularidades de Saitama, mas em termos de combate deixou um pouco a desejar. Tanto a nível técnico, como em termos de jogabilidade, não vimos nada digno de grande realce, embora ainda falte espreitar o modo campanha, que pode ser o principal atrativo para muitos jogadores. One Punch Man: A Hero Nobody Knows será lançado em 2020 para PC, PS4, e Xbox One.

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