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Oddworld: Soulstorm

Oddworld: Soulstorm - Impressões da E3

Abe está de volta, e nós não podíamos estar mais contentes.

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Em 1997, Oddworld: Abe's Oddysee apresentou aos jogadores uma aventura de puzzles e plataformas que o distinguiu dos demais. Era absurdo e cómico, mas ao mesmo tempo lidava com alguns temas bastante pesados. Essa estranha mas eficaz mistura, aliada a um excelente design dos níveis, valeu a Oddworld um lugar no coração de muitos jogadores.

Mais de duas décadas depois, na E3, sentámos-nos para experimentar o próximo capítulo da saga, Oddworld: Soulstorm, mas ainda com Abe no coração. Curiosamente, Soulstorm será uma espécie de remake do segundo jogo da saga, Abe's Exoddus. À primeira vista, Soulstorm é a tentativa de modernizar o conceito de Oddworld, mantendo no entanto os ingredientes que sempre distinguiram a saga.

Antes de colocarmos as mãos no jogo, um dos produtores mostrou-nos um dos primeiros níveis da aventura. Soulstorm vai jogar-se como os anteriores, ou seja, será jogado numa perspetiva lateral, como um jogo de plataformas 2D. Terá, contudo, grafismo 3D, criado pelo motor Unity. Algo que a equipa está a destacar é a utilização de uma nova tecnologia para chamas líquidas,, e como isso interage com o cenário de forma realista. É realmente impressionante, e o fogo até reage se atirarem mais líquido para as chamas. Além de ser visualmente muito superior a Abe's Exoddus, Soulstorm permitirá recrutar consideravelmente mais aliados à nossa causa.

Os primeiros jogos da saga tinham um excelente design, mas a fluidez dos controlos não era a melhor. Não é o caso para Soultstorm, onde os controlos são bem mais imediatos. As ações são as mesmas - rebolar, saltar, trepar - mas tudo é feito de forma muito mais fluída, num misto de animações dinâmicas e controlos apurados.

Os Slig (soldados inimigos feios como tudo) estão também de regresso para Soulstorm, e mais uma vez, terão a capacidade para assumir o controlo da sua mente. Depois de controlarem um inimigo, podem explodi-lo, usá-lo para realizar certas ações, ou eliminar outros soldados que estejam por perto. Nem todos os oponentes podem ser controlados, e quando isso acontece, terão de recorrer a outras ferramentas, seja para distraí-los, incapacitá-los, ou até matá-los. Exemplo disto é a soqueira que os coloca inconsciente, e o cocktail molotov, que causa pânico e muito dano.

O jogo tem algumas ideias engraçadas, como as borrachas que podem envolver nos explosivos, para os levar a sítios mais altos, e isto é conseguido através de um sistema de criação e modificação de itens. Até podem criar um lança-chamas, por exemplo.

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Em Oddworld: Soulstorm vão também encontrar um sistema de karma (Quarma, no jogo), que é influenciado pelas vossas ações e pelo vosso comportamento durante a aventura. Matem inimigos quando os podiam incapacitar, e mostrem total desrespeito pela vida dos vossos seguidores, e o vosso karma irá disparar, potencialmente influenciando o final do jogo. Se quiserem garantir o fim "bom", terão de ter uma abordagem não letal e salvar o maior número de aliados possível. Outra vantagem de salvar os Mudokon é o facto de isso garantir moedas ao jogador, que podem usar para comprar itens.

Os Mudokon que vos seguem não são guerreiros, mas se os equiparem com armas, podem causar algum dano ao inimigo. Mais importante que isso, podem ajudar numa série de outras ações, e vão tentar ajudar-se entre si. Por exemplo, se um dos Mudokon estiver em chamas, um dos seus companheiros irá tentar automaticamente apagar o jogo, desde que tenha água suficiente para isso.

Gostámos muito do que vimos e jogámos de Oddworld: Soulstorm, mas o que mais nos impressionou foi a personalidade dos habitantes deste mundo. É o mesmo misto de comportamento bizarro e divertido que tanto apreciámos em 1997, completo com vozes muito distintas e personalizadas para Abe, Sligs, e Mudokons. O mundo em si é duro, sombrio, e pesado, mas o humor (por vezes negro) do guião e de alguns comportamentos, ajuda imenso a tornar a experiência mais acessível e divertida.

Enquanto fãs da saga, e dos dois primeiros capítulos em específico, apreciámos o equilíbrio que o estúdio parece ter encontrado entre modernização e respeito pelo que tornou Oddworld num jogo memorável. Continua a abordar os mesmos temas, tem o mesmo espírito divertido, e oferece uma experiência de jogo semelhante, mas um grafismo muito superior, algumas opções de qualidade de vida, e controlos refinados. O melhor que podemos dizer de Oddworld: Soulstorm é que a demo nos soube a pouco.

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