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No Man's Sky

No Man's Sky

À descoberta de um fantástico novo mundo num dos jogos mais ambiciosos do ano.

A internet é culpada por ter arruinado os desafios da maioria dos videojogos, já que todas as soluções para os problemas estão à distância de um clique. Seja a resposta para um puzzle, os pontos fracos de um boss, ou a localização de itens, tudo está online para os jogadores aproveitarem. Obviamente que, cabe ao jogador aproveitar ou não estas "batotas", mas a cultura de descoberta que havia noutros tempos desapareceu quase que por completo. De certa forma, No Man's Sky é um regresso a esses tempos, mas numa escala completamente diferente.

Neste jogo da Hello Games, quando estão num planeta, existe uma grande probabilidade de serem os primeiros a explorá-lo. Como o seu universo é tão massivo, será quase impossível encontrar algo sobre um planeta, porque provavelmente nunca ninguém lá esteve. Nem os próprios produtores vos podem ajudar, porque nem mesmo eles visitaram todos os planetas - nem nada que se pareça. Estarão entregues à vossa própria lógica, e terão de avançar e arriscar se quiserem abandonar esse planeta. O jogo foi todo construído em torno desse conceito, o de que a viagem de um jogador será realmente exclusiva para si.

Cada jogador vai começar a sua aventura num planeta escolhido de forma aleatória, sem recursos e com uma nave incapaz de voar para outras galáxias. A Hello Games também não é fã de tutoriais, por isso não contem com grandes ajudas durante as primeiras horas de jogo. A vossa curiosidade, perseverança e experiência enquanto jogadores serão as principais ferramentas para progredirem. É uma escolha de design interessante, que irá testar muitos jogadores. Alguns vão adorar, outros podem sentir-se frustrados, mas o objetivo é mesmo esse, o de recompensar os exploradores espaciais mais devotos com a certeza de que, se chegaram a algum lado, foi pelo seu esforço. No nosso caso específico, foi diferente, porque só tivemos 30 minutos para experimentar o jogo, e por isso tivemos alguma ajuda dos produtores. Em 15 minutos já estávamos a voar na atmosfera do planeta, mas vale a pena mencionar o que se passou antes.

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No Man's Sky está há muito tempo a impressionar os jogadores, sobretudo pela escala inacreditável do seu universo, mas como é realmente a jogabilidade? O que é suposto fazermos nestes planetas? E os tiroteios, serão tão maus como alguns vídeos sugerem? Encontrámos algumas das respostas nesta demo, que começamos com poucos recursos e uma arma primitiva.

O planeta em que nos encontrámos está bastante longe do sol mais próximo, o que significa que a temperatura baixa pode matar-nos se não encontrarmos abrigo. Ao longe detetámos uma estação espacial e decidimos correr na sua direção. Pelo caminho vimos cristais vermelhos, que pareceram ser recursos, por isso sacámos da arma e começámos a disparar. Pouco tempo depois os sistema de defesa do planeta foram acionados, provocando o envio de máquinas para a nossa localização. Depois de algumas trocas de tiros, respiramos de alívio por perceber que as mecânicas de disparos funcionam bastante bem, desde que não esperem algo ao nível de um Call of Duty. Não existe grande feedback por parte da arma, ou dos inimigos quando são atingido, mas isso também pode ser consequência da arma horrível com que começamos o jogo. De qualquer forma, No Man's Sky é muito mais uma aventura sobre exploração do que tiroteios.

Quando finalmente alcançamos a estação espacial, deparámos-nos com um alienígena que calmamente lê algo. Quando nos aproximamos, ele diz-nos algo, mas o idioma é incompreensível. De seguida surgem quatro opções de resposta, incluindo "pede-lhe que te ajude a perceber o que disse", e "elogia os seus antepassados pela arquitetura fantástica." Optámos pela segunda escolha, mas a criatura mostrou-se confusa e um texto informou-nos que não percebeu o que dissemos. Vão encontrar inúmeras raças alienígenas como esta, a maioria com dialectos incompreensíveis. A única forma de começarem a entender os seus idiomas é através de enormes monólitos espalhados pelo universo, e cada um vai ensinar-vos uma letra nova. Desta forma podem começar a perceber algumas palavras numa frase.

Algumas raças apreciam trocar objetos, outras respondem bem à demonstração de força, e até existem curiosos que adoram viajantes como o jogador. Será através da vossa experiência de jogo que vão começar a perceber como devem interagir com cada raça. Se ajudarem um membro de uma raça (ir buscar um objeto, por exemplo), a vossa amizade com toda a raça vai crescer um pouco. Isso pode refletir-se numa redução de preços, ou facilitar acesso a recursos. Esta comunicação e interação com raças alienígenas é um elemento de No Man's Sky que não conhecíamos, mas que estamos ansiosos por explorar melhor na versão final.

Voltando à nossa demonstração, decidimos abandonar a estação espacial, e encontrámos uma plataformas de aterragem para naves. Inserimos um cartão da nossa nave num computador próximo, e em poucos segundos lá estava ela para nos pegar. Saltámos para dentro da nave com o Quadrado, e começamos a voar com R2. É uma fantástica sensação de liberdade, e em menos de um minuto abandonámos a atmosfera deste planeta. No horizonte detetámos outro planeta verde que despertou a nossa curiosidade. Decidimos ativar a velocidade da luz com L1 e R1, o que nos disparou em direção ao planeta verde. Esta é uma nave muito básica, que não é ideal para viagens a esta velocidade, e isso nota-se na forma como abana por todos os lados. Isso também acaba por dificultar manobras para evitar asteróides.

Parece-nos evidente que a diferença entre uma destas primeiras naves, e outra completamente melhorada, será tremenda. É bom que No Man's Sky tenha um sentido de progressão tão palpável, que motive o jogador a tentar comprar naves melhores e a melhorá-las. Apesar de alguns riscos na chapa, lá conseguimos chegar ao planeta verde, onde começámos uma descida suave para a atmosfera. É um momento especial, enquanto observamos as características do planeta a aparecerem aos poucos. Rios, zonas florestais, e animais aos saltos. Parece-nos um bom local para descansar um pouco.

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Encontrámos uma clareira na floresta, e pressionámos no Quadrado, o que provoca o pouso suave da nave. Novamente com os pés bem firmes no solo, observámos animais impressionantes de vários tamanhos. Com um toque no D-pad podem investigar tudo ao vosso redor, o que revela informações sobre os tipos de animais que encontram pela primeira vez. E sim, podem dar nomes às raças que ainda não foram catalogadas. Enquanto fazemos isto, um dos animais mais pequenos decide atacar-nos, e obviamente defendemos-nos com alguns disparos. Alguns animais assustam-se e fogem, enquanto outros ignoraram os eventos e continuar a comer a sua erva. O facto de cada raça e tipo de animal reagir de forma diferente ajuda a dar vida e credibilidade a este massivo universo. Infelizmente, tivemos de parar de jogar depois deste momento.

Foi uma amostra muito pequena do que promete ser uma experiência absolutamente tremenda. Querem ser viajantes, exploradores, sobreviventes, negociadores, diplomatas, guerreiros? Então podem ser tudo isso em No Man's Sky. Ainda temos muitas questões sobre o jogo, mas vontade não falta para tentar encontrar as respostas com a versão final de No Man's Sky. O que vimos e jogámos em meia-hora deixou-nos entusiasmados para continuar a jogar, mas será suficiente para nos agarrar semanas a fio como parece ser o objetivo da Hello Games? Só o tempo o dirá.

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