Skip to main content
Gamereactor Antevisões Lifeless Planet
Antevisões

Lifeless Planet

Existe uma base soviética neste planeta desconhecido. E uma rapariga peculiar. Quem quer resolver este mistério?
Bengt Lemne 17 Março 2014

A verdadeira exploração nos videojogos tem desaparecido gradualmente. Hoje em dia tudo é indicado por setas ou pontos no mini-mapa, deixando muito pouco à liberdade e iniciativa do jogador. Mas não é isso que se passa em Lifeless Planet, da Stage 2 Studios. A exploração não é uma mecânica do jogo, mas toda a sua essência.

O Gamereactor experimentou uma versão alpha de Lifeless Planet, um pouco antes de ficar disponível no Acesso Antecipado do Steam. Esta última versão tem uma série de melhoramentos, mas para propósitos desta antevisão, consideramos sobretudo as nossas impressões com a versão alpha, que jogámos.

A nossa experiência começa de imediato no misterioso planeta onde decorre o jogo (aparentemente a nossa nave despenhou-se lá). A sobrevivência e a exploração tornam-se os objetivos imediatos mais evidentes, sem grandes ajudas ou explicações por parte do jogo. Os controlos são algo rudimentares e quase... flutuantes, algo que pode eventualmente ser corrigido, mas honestamente, também garantem uma certa personalidade a este jogo independente. Afinal, não se trata de nenhum título de categoria AAA, onde vários animadores passam meses a aperfeiçoar os movimentos do protagonista no seu fato espacial.

Eventualmente, encontramos uma espécie de pequena aldeia, que parece ser soviética. A atmosfera é fantástica e os edifícios parecem contar a sua própria pequena história. De certa forma, parece uma aldeia fantasma, e eventualmente encontramos uma estranha rapariga, que parece ser a chave para resolver o mistério por trás deste planeta. Aparentemente, não tem problemas para sobreviver nestas condições duras, e de certa forma sentimo-nos obrigados a seguir as suas pegadas.

Existe algo de assustadoramente belo na paisagem de Lifeless Planet, que é por si só suficiente para motivar a exploração, tanto desta estranha referência à civilização soviética, como da incerteza de que mais esconde este estranho planeta. O jogo concentra-se sobretudo na exploração e a narrativa é contada através dos cenários. Cabe ao jogador interpretar o que vê e o que descobre, não esperem respostas fáceis por parte do jogo. Também existem alguns puzzles para resolver, e secções onde terão de utilizar o jetpack que o astronauta carrega, além de um braço robótico que podem manobrar. Mas do que jogámos, Lifeless Planet é um jogo de poucas e simples mecânicas.

De qualquer forma, já deu para perceber na versão do Acesso Antecipado do Steam, que o jogo deu um grande pulo em termos técnicos, e é provável que melhore ainda mais antes do lançamento oficial. O cenário é, em muitas situações, bastante simples numa perspetiva técnica, mas existe algo no jogo que simplesmente nos motiva a parar e apreciar a paisagem.

A produtora afirma que vão existir 20 ambientes massivos para os jogadores visitarem e uma história que vai fornecer mais questões que respostas. Estamos curiosos para ver a forma final deste Lifeless Planet e experienciar a viagem. Diferente, desinibido, interessante e original. É isto que procuramos num jogo independente.

Lifeless Planet está de momento disponível no Acesso Antecipado do Steam.

Perfil completo 1.915 artigos publicados
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.