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Godus

Godus

Quem diria que ser um deus implicaria tantos cliques no rato?

  • Jon NewcombeJon Newcombe

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Ser um deus é estranho. Poder infinito é algo que deve apelar à maioria das pessoas. A oportunidade de influenciar vidas através de decisões, de esculpir os cenários, de ser adorado - tudo isso mexe com um desejo inerente a quase todos nós. É esse desejo que a 22cans pretende satisfazer com Godus, um jogo financiado no Kickstarter.

Godus é o sucessor espiritual de Populous, o clássico de 1989. A primeira coisa que devemos mencionar é que o jogo ainda só está sensivelmente 40% concluído. A versão Beta que experimentamos encontra-se, segundo os produtores, muito longe do que será o produto final. O que experienciamos foi promissor, mas também encontramos problemas de sobra.

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Os jogadores têm uma quantidade finita de poder que podem usar. Godus utiliza a fé como o combustível que define o que os jogadores podem fazer. Dependendo do número de seguidores, a fé pode ser recolhida através de bolhas roxas que planeiam por cima das casas. Os estabelecimentos começam pequenos, mas crescem rapidamente. Com cada nova casa chega mais fé, logo mais poder, e com isso habilidades melhores.

Infelizmente, a recolha de fé representa um dos problemas que encontramos em Godus. Para recolherem fé devem carregar em cada uma das bolhas, o que ativa uma nota musical. Recolham cinco de uma vez e vão ouvir uma melodia mais agradável. É um pormenor agradável, mas que não consegue disfarçar a monotonia destes cliques intermináveis. Quando o mundo atinge um tamanho considerável, a tarefa de recolha de fé torna-se num processo desgastante.

Existe uma habilidade que permite transformar áreas em residências, que oferece alguma fé. Essas residências concentram toda a fé da área num só local. Numa fase inicial só precisam de alguma fé para criar essas residências, com um valor que vai aumentando gradualmente, mas eventualmente vão atingir um ponto onde será necessário utilizar gemas e isso é muito mais difícil de desbloquear.

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As gemas funcionam como um sistema monetário alternativo. Podem ser recolhidas dentro do jogo através de minas, mas apenas quando algumas condições específicas são cumpridas. Na prática são um recurso muito limitado.

Pelo que vimos no menu do jogo, parece provável que se torne a compra de gemas com dinheiro real. Algo que não conseguimos contudo confirmar com a 22cans. Muitos financiadores do projeto já manifestaram o seu desagrado com esta hipotética função, pois sentem que já pagaram o jogo. Fundaram o seu desenvolvimento e gastaram dinheiro para terem este acesso privilegiado. Se Godus tentar extrair ainda mais dinheiro destes financiadores, será mais um rudo golpe no conceito e na confiança dos projetos no Kickstarter.

Existe uma estranha compulsão que nos leva a esculpir terreno em Godus, uma das mecânicas chave do jogo. Podem tornar a terra acessível e habitável para os seguidores. Esculpir é muito simples, graças a controlos de fácil utilização. Ou agarram e arrastam terreno ou clicam no rato para elevar ou descer terreno. Em pouco tempo estarão obcecados com a ideia de construir as áreas e as residências ideais.

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Existe outras habilidades que são desbloqueadas vencendo batalhas com a inteligência artificial ou frente a outros jogadores. Em alternativa podem encontrar recursos em tesouros escondidos. É bastante recompensador desbloquear uma habilidade, representando mais um passo bem-sucedido na procura do poder divino.

Entre as habilidades desbloqueadas está Beautify, que permite tornar a terra brilhante e que impede a morte dos seguidores. Swamp tem o efeito oposto, tornado a terra podre e eliminando os seguidores. O nosso favorito é Meteor Strike, que permite castigar os seguidores com uma bola de fogo vinda do céu.

O único obstáculo real do jogo é o espaço necessário para expandir, que aumenta com cada santuário construído pelos seguidores. Não envolve qualquer estratégia, já que os seguidores espalham-se pelos cantos do território disponível. Todos os seguidores conseguem materializar materiais do nada, por isso nem sequer é preciso gerir recursos.

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Esperamos que o papel dos seguidores no jogo final se torne mais variado e interessante. De momento tudo o que fazem é construir e morrer. Seria fantástico atribuir-lhes papéis, como no outro "God-Game" de Molyneux, o Black & White. Também gostaríamos que as nossas decisões afetassem o seu comportamento de alguma forma. É muito bonito brincar de deus, mas para quê se ninguém se importa com o impacto do que fazemos?

Ainda existe muito trabalho pela frente nos 60% de produção que ainda faltam. Mas apesar de todas as limitações temos de admitir que passamos muito tempo a jogar Godus. A criação é realmente divertida. O apelo de procurar formas de melhorar o terreno agarrou-nos durante horas.

Esperemos que a 22cans ouça ao feedback dos jogadores durante a versão Beta, reduza a quantidade de cliques necessários e encontre novas formas de desafiar o jogador. Se isso acontecer, Godus pode tornar-se num jogo realmente interessante.

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