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Antevisões

Far Cry 4 - Hands-On

Do topo de montanhas nevadas para o mundo surrealista de Shangri-La.
Bengt Lemne 25 Agosto 2014

Quando chegámos ao stand da Ubisoft na Gamescom para experimentar Far Cry 4, ainda era relativamente cedo no dia. Mas isso não pode servir de desculpa para a quantidade de vezes que morremos enquanto experimentávamos o jogo - em específico duas missões desenhadas de propósito para mostrar a variedade que vamos encontrar em Far Cry 4. Uma delas proponha uma abordagem furtiva pelas montanhas. Usámos o Wingsuit para planear até ao campo em baixo e a situação começou a correr mal logo a partir desse momento, já que calculámos mal a abertura do paraquedas e chocámos contra uma montanha. Na vez a seguir aterrámos próximo de um iaque, que se irritou e que nos obrigou a disparar. O barulho alertou os inimigos e em pouco tempo fomos dominados. Ou seja, tratou-se de Far Cry na sua forma mais pura.

O posto de controlo de onde os inimigos vieram é um cenário comum para quem conhece Far Cry, sobretudo o anterior. Existem várias rotas e abordagens possíveis, mas antes disso decidimos observar o posto de controlo com a câmara, o que permite marcar a localização dos guardas. Eventualmente encontrámos o chefe, que é o nosso alvo, e que tem de ser eliminado com a faca - é uma estrutura de missão reciclada desde Far Cry 3. Como já referimos em cima, a fauna local desempenha um papel importante no jogo, à semelhança do que aconteceu no passado, mas desta vez existem mais algumas opções ao dispôr do jogador. Se no anterior podiam caçar animais para recolher a sua pele e fabricar vários tipos de acessórios, agora também podem usar a sua carne para atrair outros tipos de animais - de preferência, predadores.

É um toque engraçado, que pode permitir alguns situações divertidas e caóticas - algo que Far Cry 3 fazia brilhantemente. Outros elementos novos importantes é o elefante e o Wingsuit, de que falámos em cima, mas pelo que vimos na demo, o seu uso é algo limitado. Esperemos que a versão final ofereça mais algumas possibilidades do que a demo.

Antes destas duas missões da Gamescom, já tínhamos experimentado Far Cry 4 na E3, através de uma única demo, mas que permitiu observar três abordagens muito distintas ao mesmo objetivo. A intenção da demo da Gamescom terá passado por mostrar a variação ao nível de temas e jogabilidade, não tanto a liberdade do jogador no mundo. A primeira missão da nova demo passou-se assim nas montanhas nevadas, enquanto que a segunda parte decorreu no local mítico de Shangri-La, que propõe um tipo de jogabilidade diferente. Em Shangri-La vão usar um arco especial e terão a companhia de um tigre espiritual, o que garante uma mudança de ritmo muito interessante. Não será provavelmente o foco da experiência, longe disso, mas é bom ver que a equipa está a investir neste tipo de variedade (também foi algo que Far Cry 3 usou, contextualizado nesse jogo como um conjunto de drogas, e que resultou bem).

Segundo o produtor, Shangri-La faz parte da mitologia de Kyrat, a nação fictícia que a Ubisoft criou para Far Cry 4 e que é inspirada no Nepal e nos Himalaias. Estas missões mais... peculiares em Shangri-La são uma forma da produtora partilhar um pouco mais da história por trás do mundo que eles criaram para o jogo.

Embora Kyrat seja notoriamente inspirado pelos locais que mencionámos em cima, sobretudo ao nível de paisagem e costumes, a verdade é que não pretende recriar fielmente nenhuma cultura específica. Uma decisão que terá tanto a ver com opções de design para dar mais liberdade ao jogador, como para evitar polémicas políticas em regiões sensíveis. O objetivo não é ser realista, mas credível, segundo o próprio produtor.

Tentar avaliar de alguma forma Far Cry 4 apenas por estas duas missões (mais a da E3), é o mesmo que tentar classificar um bolo comendo apenas a cereja que está no topo. O que define Far Cry é a experiência em mundo aberto, a liberdade que o jogador tem e as possíveis aventuras em que ele próprio se poderá meter durante o percurso no jogo. O facto do novo cenário incluir uma abordagem mais vertical, só pode acrescentar ao tipo de liberdade que o jogador vai encontrar - é mais um elemento em cima de várias camadas de jogabilidade.

Apesar de ser um jogo bastante livre, um verdadeiro mundo aberto com um mar de possibilidades, Far Cry 3 também brilhou porque a qualidades das suas missões e dos seus momentos predefinidos da história eram também eles brilhantes. Era um misto entre o melhor da jogabilidade em mundo aberto com momentos de ação espetaculares, altamente trabalhados e desenhados. Com isso em mente, bastaram estas três missões para que Far Cry 4 disparasse para os lugares cimeiros da nossa lista de jogos mais esperados do ano.

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