Skip to main content
Gamereactor Antevisões Diablo II: Resurrected
Antevisões

Diablo II: Resurrected - Primeiras Impressões

Além dos melhoramentos gráficos e sonoros, adorámos jogar Diablo II com um comando.
Ricardo C. Esteves Editor-in-Chief Portugal 12 Abril 2021

Temos plena noção de que para alguns fãs, dizer que preferimos jogar Diablo (ou a maioria dos ARPG) com um comando, é uma heresia, mas é verdade. Esta não é a primeira vez que Diablo é jogável com um comando, longe disso, já que o primeiro jogo foi lançado na PlayStation original, mas foi com o lançamento de Diablo III nas consolas que realmente percebemos o potencial de Diablo com um comando. É que a Blizzard não se limitou a mudar o controlo de rato e teclado por um comando. Alterou comportamentos, mecânicas, e até acrescentou novos movimentos para que o jogo funcionasse realmente melhor com um comando.

Com Diablo II: Resurrected passa-se o mesmo. Este remaster de Diablo II vai suportar jogabilidade com comando, não só nas consolas, mas também no PC, e à semelhança de Diablo III, foi realmente ajustado a esse novo estilo de controlo. Jogar com um comando foi o ponto alto da nossa experiência com a nova versão alfa de Diablo II: Resurrected, mas não foi o único. Embora datado em muitos aspetos, Diablo II continua a ser um jogo especial, embora o efeito nostalgia não possa ser ignorado.

Este Diablo II: Resurrected é um remaster, não é um remake, é preciso que isso fique bem claro. A base continua a ser o jogo de 2000, obedecendo às mesmas animações limitadas com poucos frames, ao mesmo comportamento dos inimigos, e aos mesmos sistemas de jogo, incluindo gestão de inventário, evolução de personagem, e claro, loot - muito loot. As mudanças - além do suporte para comando - envolvem sobretudo melhoramentos gráficos e sonoros, além da introdução de algumas opções de qualidade de vida.

Esta nova versão suporta resoluções até 4K, e isso é possível graças a novos modelos 3D das personagens, texturas de alta resolução, e efeitos muito superiores para feitiços e habilidades. As animações estão um pouco mais trabalhadas e fluídas, embora, como referimos em cima, continuem presas aos mesmos tempos de frames, impedindo que o jogo se apresente de forma muito mais fluída. Ainda assim, é um jogo visualmente bem mais próximo dos padrões atuais, e se quiser perceber realmente até que ponto, basta carregar num botão para ativar o modo Legado, que muda o grafismo para o estilo visual original.

A interface de jogo foi também alterada e afinada, aproximando-se mais da disposição de jogos modernos. É mais prático ordenar o inventário, alterar peças de equipamento, e explorar as várias habilidades e atributos da personagem. Melhor ainda, a interface de jogo muda por completo assim que o jogo sente o comando, assumindo uma configuração que funciona muito melhor com as particularidades desse modo de jogabilidade.

Nesta versão alfa, apenas três personagens estavam disponíveis - Maga, Amazona, e Bárbaro -, e só era possível jogar dois dos cinco atos da campanha. Mas isso foi suficiente para percebemos o estado do jogo e o objetivo da Blizzard. Este é realmente Diablo II "ressuscitado", a experiência original adaptada a plataformas modernas, mas não é um jogo novo, não é um jogo moderno.

Ao longo dos últimos 21 anos, o género ARPG evoluiu imenso, e não nos parece que seja justo pedir que Diablo II: Resurrected se apresente ao nível desses jogos. Se for à procura disso, ficará desiludido. Ainda assim, continua a ser um jogo de grande qualidade, com um ambiente gótico fenomenal, e uma banda sonora memorável. É um verdadeiro clássico, e como todos os bons clássicos, consegue manter-se relevante mesmo com o passar dos anos. Embora o factor nostalgia desempenhe um papel inegável nesta equação, estamos ansiosos para colocarmos as mãos na versão final de Diablo II: Resurrected.

Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2013 · 7.617 artigos publicados
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.