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Devil May Cry 5

Devil May Cry 5

Depois de Nero, jogámos com Dante e V, os outros dois protagonistas.

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Num evento recente da Capcom, conseguimos finalmente perceber o conceito por trás de Devil May Cry 5 e como tudo encaixa na linha temporal da série. A um mês do lançamento, a Capcom foi bastante transparente em termos de controlos, funções, novidades, personagens, e até a história, dissipando a maioria das nossas dúvidas. Mais importante que isso, jogámos uma versão praticamente final do jogo, e experimentámos duas das personagens com que ainda não tínhamos jogado - Dante e V (já tínhamos jogado com Nero).

Devil May Cry 5 vai apresentar uma história clássica do bem contra o mal, dividida entre três personagens. Nero, Dante, e V, serão jogáveis em diferentes momentos, mas irão cruzar caminhos ao longo da aventura. Nero será a personagem principal, obrigatório na maioria das missões, enquanto que noutras irão controlar um dos outros protagonistas. Em certas missões, contudo, será possível escolher com quem jogar, e embora não tenhamos confirmado isso, parece-nos que nessas missões será possível seguir caminhos diferentes, dependendo da personagem escolhida.

Nero é um lutador agressivo, equipado com uma espada (Red Queen) e uma pistola (Blue Rose), mas é o seu braço robótico que o distingue - sobretudo porque pode ser trocado durante a jogabilidade. Ao longo da aventura vão lutar pela sobrevivência contra vários grupos de inimigos, mas se são fãs da série, só isso não chega. Não basta vencer os oponentes, é preciso fazê-lo com estilo, e não existe melhor forma de conseguir isso do que uma combinação de golpes terminada com um Devil Breaker, ativados com o braço robótico do herói. Nero terá acesso a vários tipos de braços, construídos pelo seu parceiro Nico, que permite diferentes abordagens. Um braço pode apresentar um estilo de jogo mais preciso e móvel, enquanto que outro pode ser mais bruto e poderoso, por exemplo.

Estes braços são, no entanto, bastante frágeis, e partem-se com o uso e com ataques inimigos. Inicialmente só podem carregar até três braços de cada vez, mas nas lojas podem adquirir espaços para levarem mais braços. A nível global, Nero é uma personagem divertida, e talvez o mais típico dos três protagonistas, apesar da mecânica atípica dos braços.

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Enquanto Nero e Dante são já velhos conhecidos dos fãs, V é uma verdadeira incógnita para os jogadores. Parece ser uma personagem mais reservada que Dante e Nero, e distingue-se pela bengala que carrega, e pela ajuda de três mascotes: a ave Griffon, a pantera Shadow, e uma criatura gigante chamada Nightmare. Griffon é também uma opção para ataques à distância, enquanto que Shadow permite combater corpo-a-corpo - ambos correspondem aos botões da espada e da pistola no caso de Nero. Já Nightmare é uma criatura que podem invocar, seja para destruir alguns oponentes, ou para receber algum dano pelo jogador.

A jogabilidade com V não é muito diferente de jogar com os outros dois protagonistas, mesmo considerando os animais e a bengala, que é usada para terminar de vez com os oponentes. Parece-nos, contudo, que o combate permitirá maior profundidade com o passar das horas, já que cada animal de V pode aprender uma série de habilidades diferentes. Até podem tentar gerir ambos ao mesmo tempo, eliminado inimigos feridos com a bengala, e se ativarem o Devil Trigger de V (barra de energia que se enche durante o jogo), podem dar mais força aos animais ou invocar Nightmare.

Como personagem jogável e como personalidade, V é um pouco o oposto dos seus congéneres. É mais calmo e ponderado, e isso nota-se na jogabilidade e nas suas participações na história. Em termos de design, os seus níveis não pareceram muitos diferentes dos restantes - são bastante lineares -, mas reparámos que o combate foi interrompido mais vezes para dar lugar a pequenas sequências de história. Dos três companheiros, Griffon é o único que tem a capacidade de fala, e não tem problemas em conversar com V durante os níveis (pensem num papagaio irritante, e terão uma ideia do comportamento de Griffon).

O nosso tempo com Dante chegou mais tarde. Está mais velho do que nos lembrávamos, e talvez não seja tão irreverente como noutros jogos, mas a sua arrogância e confiança são ainda inabaláveis. Dante foi contratado para matar demónios (é a sua profissão, afinal de contas), e tudo o que pretende fazer é completar o seu trabalho - com estilo. Das três personagens, Dante é o que tem movimentos mais espetaculares, mais vistosos, mas é também o que exige um esforço maior do jogador se quiserem obter boas pontuações. Terão de trocar de armas entre combinações, varias golpes, e usar os quatro estilos de combate ao seu dispor: Trickster, Gunslinger, Swordmaster, e Royal Guard. Os estilos introduzidos em DMC3 e DMC4 permanecem, e podem ser alterados com o d-pad do comando.

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Depois de passarmos algumas horas a jogar Devil May Cry 5, chegámos a algumas conclusões. O melhoramento das armas e a aquisição de novas habilidades, são essenciais para quem quiser alcançar pontuações altas, o que significa que terão de tentar obter o maior número possível de esferas vermelhas. Além de três personagens e pontuações, o jogo terá colecionáveis escondidos, mini-missões secretas, e alguns modos adicionais, indicando grande potencial para um bom valor de repetição.

Também nos parece óbvio que, depois de DMC: Devil May Cry da Ninja Theory, a Capcom optou por um estilo muito mais conservador, o que não deixa de ser irónico, considerando a irreverência que marca a série. Esta é uma continuação direta de Devil May Cry 4, em termos de história, de jogabilidade, e de abordagem. É também um jogo muito linear em termos de cenários, com pouquíssima exploração ou momentos de plataformas - a ação é definitivamente o centro da experiência.

Devil May Cry 5 tem um grafismo fantástico (é o motor de Resident Evil 2), e um sistema de combate altamente afinado, que corre a 60 frames por segundo. Não parece apresentar grandes mudanças em relação a Devil May Cry 4, e depois de DMC: Devil May Cry, parece ser isso que os jogadores procuram.

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