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Days Gone

Days Gone

Depois de um rol de exclusivos PS4 de grande qualidade, estará Days Gone à altura das expetativas?

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Quando experimentámos Days Gone no Lisboa Games Week 2018, não ficámos impressionados com Days Gone, pelo contrário, ficámos preocupados pelo estado em que o jogo se encontrava. Essa versão em exposição apresentava sérios problemas de fluidez, de solidez, e até de jogabilidade, o que não é atípico ver em versões inacabadas de um jogo. A questão é que, normalmente, estas versões são exibidas apenas a jornalistas, que são avisados do estado do jogo, mas o que estava no Lisboa Games Week era uma demo pública, para todos experimentarem.

Isto levou-nos a pensar que, depois de uma série de exclusivos de grande qualidades, Days Gone poderia de alguma forma tornar-se no novo patinho feio da PS4.

Felizmente, depois de passarmos bem mais tempo com uma versão avançada do jogo, já não estamos tão preocupados. Num evento em Lisboa tivemos a oportunidade de jogar as primeiras horas de Days Gone, e se o que vimos não gritou necessariamente "Jogo do Ano", pareceu-nos pelo menos ter o potencial para se afirmar como um jogo de ação e aventura bastante bom, num mundo pós-apocalíptico.

Days Gone não é necessariamente original, apresentando um mundo consumido por uma epidemia. Por algum motivo que desconhecemos, a maior parte dos habitantes acabaram por ser infetados por um perigoso vírus, um vírus que transforma os seres humanos em criaturas ferozes. À primeira vista podem parecer zombies, mas não o são realmente. Para começar, são seres vivos, e não mortos-vivos, e além disso, são também mais rápidos, fortes, e inteligentes que o comum zombie. Existem muitas semelhanças entre estes "freakers" e os "infected" de The Last of Us (o jogo da Naughty Dog é uma óbvia inspiração), ao ponto de existir todo um ecossistema em torno destas criaturas. Vão encontrar freakers de várias formas e feitios, incluindo crianças, que servem essencialmente como patrulheiros.

Os jogadores vão controlar Deacon St. John, interpretado por Sam Witwer, o mesmo ator que fez de Aprendiz em Star Wars: The Force Unleashed 1 e 2. Deacon não é um soldado, não é um cientista, e não é um herói. O seu papel não é salvar o mundo, e a história não será sobre isso. Deacon é motoqueiro, que já foi casado, e que pertencia a um grupo de motoqueiros chamado Mongrels MC. Habituado a sobreviver à margem da lei, a tiroteios, e a actividades criminosas, apesar de não ser necessariamente uma má pessoa, Deacon parece estar mais equipado para sobreviver ao apocalipse que o comum cidadão. O facto de contar com a ajuda da sua comunidade, e do que resta do seu grupo de motoqueiros, é outro factor que o ajudou a sobreviver tanto tempo.

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Quando o jogo realmente arranca, o apocalipse já está completamente instalado, e além dos freakers, Deacon e a sua comunidade têm de tentar sobreviver a outras fações de humanos, incluindo uma espécie de malucos religiosos que tentam converter pessoas, queimando-as. Aparentemente iremos conhecer um número considerável de facções e personagens, que prometem dar um grau extra de insanidade e excentricidade ao que é já um contexto completamente insano.

Days Gone vai funcionar como um jogo de ação na terceira pessoa, em mundo aberto, embora não o seja realmente. Não se trata de um Assassin's Creed ou um Red Dead Redemption, onde podem ir para todo o lado, mas antes um mapa enorme com várias localizações, ligadas por estradas e caminhos. O que queremos dizer com isto é que não podem sair da mota a meio da estrada e ir para a floresta, por exemplo, terão de chegar a uma localização. Existem, contudo, muitas localizações, como motéis, túneis, acampamentos inimigos, bombas de gasolina, e outros pontos semelhantes. Ou pelo menos foi o que nos pareceu nesta demo, talvez o mapa se abra mais depois das primeiras horas de jogo, mas isso é algo que só podemos confirmar na versão final.

A jogabilidade lembra imenso The Last of Us, com perspetiva na terceira pessoa, ação furtiva, e sistema de cobertura. Até podem apanhar recursos para criar itens, como cocktails molotov, por exemplo. São muitas as semelhanças entre The Last of Us e Days Gone, mas honestamente, existem jogos pior para copiar. Como o mapa é muito mais amplo, Days Gone acaba por oferecer bem mais abordagens ao jogador. Por exemplo, chegámos a um motel de estrada, com algumas casas e garagens por perto. O nosso objetivo passava por encontrar uma peça para a mota.

Aqui tivemos total liberdade para procurar a área, e para escolher um percurso a seguir. Acabámos por optar por um comportamento furtivo, e para isso, tentámos subir aos telhados sempre que foi possível. Days Gone oferece grande liberdade de movimento, permitindo subir para cimas dos capôs dos carros, os tejadilhos de camiões, caixotes, e como já referimos, telhados. Podem tentar uma abordagem furtiva, ignorando ou eliminado os freakers de forma silenciosa, mas se forem vistos, também têm algumas opções de ataque, na forma de armas físicas e armas de fogo. Não existem muitas munições em Days Gone, pelo que, se conseguirem arrumar um freaker com uma cacetada bem dada na cabeça, isso é preferível a desperdiçar balas.

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Um fator que pode ajudar a distinguir Days Gone é a mota de Deacon, que vão usar para se deslocarem pelo mundo. À semelhança do cavalo de Red Dead Redemption 2, também a mota será uma extensão de Deacon. Podem melhorá-la a nível de capacidade, incluindo motor, travões, e até espaços para guardar itens, e ainda a podem personalizar a nível cosmético, com diferentes peças, pinturas, autocolantes, e outros acessórios semelhantes.

Days Gone pareceu-nos também bem mais apurado a nível gráfico. As animações são fantásticas, sobretudo durante as sequências de história, e o jogo tem um nível de detalhe bastante elevado, apesar de apresentar um mapa grande. O som, porém, está a precisar de trabalho. Só nos foi possível testar a versão portuguesa, mas se não temos nada a apontar em relação à qualidade das vozes (os atores portugueses não tiveram qualquer receio de usar linguagem forte), a sincronização estava terrível. Felizmente, quando vimos o jogo faltavam ainda dois meses pelo lançamento, pelo que esperamos que esta questão seja resolvida até dia 26 de abril. Uma palavra ainda para o elenco português. De momento, apenas Filipe Duarte foi confirmado, no papel de Deacon, mas pareceu-nos ser um elenco com qualidade.

O melhor elogio que podemos fazer a Days Gone é o facto de nos apetecer jogar mais. Não parece ser um jogo que venha revolucionar o género, mas o que vimos e jogámos deixou-nos com a impressão de que se trata de um jogo bastante bom dentro do género de ação, mundo aberto, e apocalipse zombie. Se são fãs deste tipo de jogos, Days Gone é um jogo que vale a pena manter debaixo de olho.

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