Cookie

O Gamereactor utiliza cookies para assegurar que lhe proporciona a melhor experiência possível no nosso site. Se continuar, vamos presumir que está satisfeito com a nossa política relativa a cookies.

Português
Início
antevisões
Cyberpunk 2077

Cyberpunk 2077 - Impressões da E3

Voltámos a ver Cyberpunk 2077 em ação, e voltou a não desiludir.

A assistir

Preview 10s
Next 10s
Publicidade

Cyberpunk 2077 ganhou o prémio oficial de Melhor Jogo da E3 2018, e não foi para menos, impressionando os jornalistas com uma demonstração não jogável. Este ano a CD Projekt Red repetiu a dose, mostrando nova demo, e embora tenha sido desapontante não ter havido a possibilidade de experimentar o jogo, os novos 50 minutos que vimos de jogabilidade voltaram a impressionar.

O jogador terá acesso a várias opções de personalização, divididas entre parâmetros como aspeto, passado, e atributos. O aspeto, que inclui a opção para jogar com personagem feminina ou masculina (o seu nome é sempre V), tem uma série de possibilidades curiosas, mas não é o ponto mais interessante da personalização. Para o passado da personagem podem escolher entre Nómada, Rapaz de Rua, ou Corporativo, o que irá determinar traços da personalidade do protagonista, mas também certas interações no jogo, que iremos elaborar mais à frente. Depois disso temos os atributos, que se dividem entre Corpo, Inteligência, Reflexos, Técnico, e "Fixe". Estes atributos vão determinar o vosso comportamento e capacidades dentro e fora do combate, e serão complementados com a capacidade da personagem com vários tipos de armas, assassinatos furtivos, movimentação, engenheira, e outras características semelhantes.

Avançando para a demo em si, fomos apresentados a um novo gangue, os Voodoo Boys, um grupo obcecado por cyber-espaço. O objetivo do protagonista passa por encontrar o líder deste gangue e tentar descobrir mais detalhes sobre o chip que foi implementado na sua cabeça. A maior parte da demo passou-se num distrito denominado de Pacifica, originalmente desenhado como destino turístico. Infelizmente isso não aconteceu, e Pacifica é agora uma área em decadência, ocupada por gangues e indivíduos sem posses. Isto permitiu conhecer as mecânicas de reputação de rua e passado em ação.

Um detalhe interessante é a mecânica de tradução. O grosso da população de Pacifica parece falar Crioulo, um idioma que escapa à personagem. V tem no entanto acesso a uma função de tradução, o que lhe permite comunicar em qualquer idioma. Para chegar ao seu contacto, V teve de visitar uma igreja antiga numa parte velha da cidade, onde presenciou um comportamento dos locais semelhante a um culto.

Foi aqui que se tornou evidente a importância do passado escolhido, com opções de diálogo específicas. Se o jogador tivesse escolhido o passado de Rapaz de Rua, teria conseguido manter um diálogo diferente, que lhe permitiria ter acesso a outras informações. Isto será uma característica equilibrada, o que significa que um Rapaz de Rua não terá a mesma eficácia com outras personagens.

Apesar de tudo, V lá conseguiu a informação de que precisava, e partiu então para conhecer Placide, um indivíduo enorme com aspeto violento. Trata-se do braço direito de Brigitte, a líder do gangue. Tornou-se evidente que Placide não confiou totalmente em V, e isso deve-se a uma série de fatores, incluindo a sua reputação nas ruas, o sexo, e o comportamento. Placide pediu a V para fazer hack a uma carrinha dentro do Grand Imperial Mall, roubada por um gangue rival chamado The Animals. Antes de deixar V partir, Placide pediu ao protagonista para fazerem uma ligação entre ambos, algo que levou à primeira aparição de Johnny Silverhand, a personagem que Keanu Reeves interpreta. Silverhand será um "fantasma digital" que interage com V, e que neste caso o avisou do perigo de fazer uma ligação com Placide, embora também tenha afirmado que provavelmente será a única forma de chegar a Brigitte.

Enquanto Placide falava da missão em questão, Johnny chamou a atenção de V para uma sala misteriosa por trás de Placide. Isto fez surgir uma nova opção de diálogo relacionada com a sala. Segundo a CD Projekt Red, podem surgir opções deste género em contexto com o ambiente, mas nem sempre será inteligente fazer perguntas sobre o que podem observar, já que podem irritar o sujeito.

A assistir

Preview 10s
Next 10s
Publicidade

Depois de finalmente fazer a ligação a Placide, V partiu para o Grand Imperial Mall de forma a cumprir a sua missão. Esta ligação desbloqueia comunicações de longa distância entre as duas personagens, permitindo que Placide ofereça uma série de conselhos ao jogador. V decidiu ir para o local na sua mota, Yaiba Kusanagi, que pode ser conduzida na primeira pessoa ou na terceira pessoa. A CD Projekt Red promete não existirem loadings no mundo de jogo, e apontou para uma série de músicas que o jogador terá a hipótese de ouvir nos veículos, embora não tenha referido nomes.

Quando chegou ao Imperial Mall, V utilizou o seu implante ótico para mapear os seus arredores, identificado os alvos hóstis. O jogador utilizou esta informação para se mover de forma sorrateira, já que os jogadores terão várias opções para abordarem cada situação. Neste caso específico, V começou como um mestre de hacks, sendo capaz de manipular vários elementos tecnológicos ao seu redor. Isto permitiu ao jogador desligar câmaras, abrir portas, e acionar máquinas que distraíram os inimigos. Ao executarem hacks, podem tentar completar objetivos extra que garantem código, código esse que é depois usado num sistema de criação de itens.

Hack é de facto uma capacidade muito vantajosa. Por exemplo, o jogador verificou que um dos inimigos estava a praticar combate com um robô, através do hack, V aumentou significativamente a dificuldade do robô, trucidando o seu adversário. Também foi capaz de aumentar o peso de acessórios de exercício que um oponente estava a usar, esmagando-o. O jogador poderá ainda usar nanowires (espécie de cordões laser) para cortar inimigos, e claro, podem aceder a várias armas no campo de batalha, virando-as contra o oponente.

A CD Projekt Red afirmou a certo ponto que os jogadores podem passar o jogo todo sem matarem um único indivíduo, o que será um desafio sério para jogadores que adoram ação furtiva. Isso não significa, contudo, que V não terá acesso a um arsenal fantástico de armas e habilidades, caso prefiram uma abordagem mais sangrenta.

Quando V começou a fazer hack à carrinha, descobriu que um segundo hacker estava em ação, um hacker a trabalhar para a Netwatch. Trata-se de um departamento do governo especializado em crimes cibernéticos, que está a seguir de perto V. Ao invadir a carrinha, V descobriu também o que a torna tão importante - inclui um dispositivo que estava a mapear toda a Pacifica para identificar membros do gangue, tornando-os em alvos fáceis. O mistério, aqui, passa por perceber porque a Netwatch está tão interessada nesta informação, mas V tem preocupações mais urgentes.

A assistir

Preview 10s
Next 10s
Publicidade

Sasquatch, líder do grupo que roubou a carrinha, descobriu V e confrontou-o. O jogador conseguiu derrubar a poderosa oponente com uma série de golpes ciberneticamente melhorados, o que eventualmente deixou Sasquatch indefesa no chão. O jogador aqui teve a escolha de poupar ou eliminar o seu alvo, e neste caso, optou pela segunda opção. Depois disso, V conseguiu encontrar o responsável pelo outro hack, um tal de Bryce Mosley que começou de imediato a implorar pela sua vida, informando-nos até que a sua morte poderia ser também a morte de V, já que o plano dos Voodoo Boys passa por matar V depois da missão. A questão aqui, é se devemos ou não confiar em Bryce.

O jogador em questão optou por não acreditar nas suas palavras, eliminando-o. Logo após esta ação, Placide destruiu todos os que estavam ligados à rede da carrinha, V incluído. Felizmente, isso não implicou a sua morte, mas quando acordou, Johnny fez questão de lhe informar que teve muita sorte. Naturalmente, a situação não pode ficar assim, e V vai de imediato confrontar Placide. Um incrédulo Placide é interrompido pela própria Brigitte, que promete auxiliar V na sua tentativa de identificar o chip que tem na sua cabeça, até porque parece também muita interessada em descobrir a sua importância.

Para isso, V tem de viajar até um reino em formato digital, onde aparentemente "não existem fronteiras". A demo termina quando V se dirige para algo denominado de Black Wall, com Brigitte a exclamar que V será a primeira a ir até ali e voltar para contar a história. Ora, se fizemos justiça ao que vimos, esta descrição deve ter despertado o seu interesse, e podem ter a certeza que também aumentou o nosso. Mal podemos esperar por 16 de abril de 2020.

Cyberpunk 2077Cyberpunk 2077
Cyberpunk 2077
Cyberpunk 2077Cyberpunk 2077