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Crusader Kings III

Crusader Kings III - Impressões de Gameplay

Passámos algumas horas com o novo herdeiro ao trono, antes da sua coroação em setembro.

Crusader Kings III

Se houve área em que Crusader Kings II falhou, foi na acessibilidade. O estúdio nunca conseguiu suavizar a profundidade dos sistemas de jogo, alimentados por leis de sucessão, política, religião, e outros pormenores vitais para criar a simulação. Tornar a experiência mais acessível foi por isso um dos objetivos para Crusader Kings III, mas existem outros pontos de interesse, como tivemos oportunidade de perceber durante uma sessão de jogo alargada.

Crusader Kings não é uma aventura sobre assumir o papel de um rei ou de uma rainha, mas antes um misto de gestão, RPG, e estratégia, onde irá comandar uma dinastia inteira, tentado proteger o seu direito de família ao trono. Existem várias formas de conseguir isso, mas de forma geral tudo passa por garantir mais poder e apoios importantes, seja através de medidas de um governante justo e competente, ou recorrendo a influências, pressões, e táticas mais obscuras. Para isto foi introduzido um novo sistema de favores, que pode cumprir de forma a garantir que certos seguidores ficam na sua dívida, mas nem todos os favores serão fáceis de cumprir, e ao longo dos anos vão surgindo diferenças políticas, divergências familiares, guerras, e traições.

Antes de se lançar para uma guerra convém tentar perceber como todos os sistemas funcionam, e para isso existem vários auxílios. Além de um tutorial que detalharemos mais à frente, irá encontrar um novo sistema de enciclopédia, que surge quando deixa o rato em cima de uma palavra-chave. Obriga a uma boa dose de leitura, mas está lá tudo explicado. A interface e os menus também são muito diferentes do que vimos no jogo anterior, e embora tenham obrigado a um período de ajustamento, eventualmente tudo acabou por fazer sentido. O jogo tem um aspeto muito mais moderno e 'limpo', graças a uma melhor disposição de todos os elementos no ecrã, incluindo os retratos detalhados das personagens.

Um pormenor interessante é que os modelos dos filhos são gerados através de uma mistura entre as características do pai e da mãe, e ainda podem apresentar outros pormenores que alteram o seu visual, como doenças.

O mapa de jogo foi também melhorado, apresentando muito mais detalhe e definição, além de permitir fazer um zoom-out muito mais amplo, ou um zoom-in para apreciar todos os pormenores novos. Os países são formados por condados, cada um com diferentes níveis de controlo e desenvolvimento, além de particularidades em termos de cultura e fé. Terá ao seu dispor um número mais extenso de edifícios e estruturas para usar, e ainda pode ativar novos filtros no mapa para ver informação mais detalhada.

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Para se adaptar a tudo isto, vai ter direito a tutorial, que se passa na Irlanda. Embora um dos sistemas religiosos mais complicados de Crusader Kings II tenha sido retirado da Irlanda, e tudo se passe numa pequena ilha, continua a ser uma experiência completa, mas com a vantagem de oferecer mais um pouco de liberdade para experimentar os sistemas. Durámos quatro gerações durante o tutorial, antes de eventualmente estarmos tão envolvidos em guerras e quezílias, que acabámos por ser absorvidos pela Escócia.

Não nos interpretem mal, ainda tentámos negociar e criar alianças com os escoceses, e até tínhamos uma boa relação com o seu rei, mas isso tudo acabou por ser insuficiente. O nosso último governante, que era uma rainha, era amada pelo seu povo, e em parte isso deve-se à forma como moldámos a sua personalidade, graças a um sistema de progressão estilo RPG. Aliás, pode começar a desenvolver o seu próximo herdeiro mesmo antes de ele nascer, escolhendo o parcerio/a que mais lhe interesse, na esperança que passe alguns dos seus traços. Depois existe a sua educação, que pode ser militar, ou mais diplomática, por exemplo. Agora, contudo, é claro que cometemos erros pelo caminho, mas é um sistema interessante.

A religião é outra área que viu uma quantidade razoável de inovação. A adição mais significativa é a variedade de opções que terá para criar novas religiões. Usar o fervor a seu favor é uma maneira de usar a religião como uma ferramenta de expansão. Lutar contra as heresias é outra maneira de aumentar a fé do seu povo, mas pode preferir criar a sua própria fé e usar essa crença compartilhada para chegar a unidade nacional. Existem muitas possibilidades que queremos testar na versão final.

Outro novo sistema está ligado aos níveis de stress do seu governante. Por exemplo, se o forçar a tomar várias decisões ou ações que vão contra o traço da sua personalidade, vai começar a ficar angustiado. Uma forma de lidar com isso passa por aceitar pequenas aventuras e histórias que vão aparecendo com o passar do tempo. São divertidas, mas ao longo das dozes horas que passámos com o jogo, apercebemos-nos de alguma repetição, o que pode ser um problema - algo a rever na análise.

Crusader Kings III

Quanto ao arranque do jogo, terá sempre início antes de 1066 e da conquista de Inglaterra por parte dos Normandos, mas existem vários pontos de partida possíveis, com breves descrições para cada. A dificuldade em Crusader Kings III refere-se à precariedade da sua situação e, se estiver cercado por países poderosos e dominantes, poderá encontrar problemas logo ao início. Dito isto, a diversão nem sempre vem de atacar as nações vizinhas, e muitas vezes é o processo que encanta, não o seu destino final. Como o antecessor, este novo Crusader Kings brilha mais quando os elementos RPG e aleatórios agem em conjunto para criarem situações únicas de jogo, que podem não acontecer a outro jogador, geralmente como resultado das tramas que acontecem nos bastidores das relações diplomáticas.

Com base na dúzia de horas que passámos com o jogo, Crusader Kings III continuará as tradições da saga, embora de forma mais clara e acessível, graças a sistemas novos e refinados. Alguns aspectos estão ausentes, como o comércio e o sistema de inventário, mas o que está incluído parece ter sido desenhado para dar mais personalidade e drama à experiência de jogo.

Crusader Kings III deu-nos vontade de continuar a jogar, e por isso regressámos ao jogo anterior, mas não durámos muito tempo. É difícil voltar atrás depois de ter passado tanto tempo com o novo jogo, pelo que o melhor mesmo é esperar de forma (im)paciente pela data de lançamento, marcada para o dia 1 de setembro.

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