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Call of Duty: Black Ops III

Call of Duty: Black Ops III

Experimentámos a campanha de Black Ops III, conhecemos o novo modo de zombies, e conversámos com Jason Blundell da Treyarch.

A Treyarch já está envolvida com a série Call of Duty há mais de uma década, estreando-se com Call of Duty 2: Big Red One. A partir desse momento começou a ganhar nome, e assumiu o desenvolvimento da saga Black Ops. Uma das maiores contribuições da Treyarch, por exemplo, foi o modo de zombies, que entretanto se tornou numa característica obrigatória de qualquer CoD. Com Black Ops III, esta será a primeira vez que a Treyarch nos vai mostrar o que consegue fazer com três anos de produção (no passado tinham sido dois). Com confiança reforçada, convidaram-nos para experimentarmos o jogo e conversarmos com Jason Blundell, diretor responsável pela campanha e o modo zombie.

Algumas das maiores mudanças serão evidentes na campanha de história, uma componente que evoluiu com a introdução de um modo cooperativo para quatro jogadores. Esta mudança de design também implica uma reestruturação dos níveis, que serão mais amplos e com mais oportunidades que nunca. Outra mudança importante está relacionada com a estrutura, que tem as missões soltas para os jogadores abordarem pela ordem que preferirem.

"O primeiro Black Ops era sobre um homem a corromper outro homem," afirmou Blundell. "Victor Reznov corrompeu Alex Mason, para levá-lo a matar as pessoas que o tinham enganado. Se quiserem, podem olhar para Black Ops II como um homem a corromper as máquinas, de forma que Raul Menendez corrompeu os drones dos EUA a trabalharem para si. Este terceiro jogo podem interpretar como sendo máquina a corromper máquina."

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O jogo passa-se no ano 2065, 40 anos depois do final de Call of Duty: Black Ops II. A falta de recursos e os inúmeros conflitos dividiram o mundo em duas grandes alianças: a Common Defence Pact (CDP) e a Winslow Accord. Entretanto, a humanidade assistiu a grandes progressos na área da biotecnologia. O ataque com drones de Black Ops II obrigou a um grande esforço para contrariar ataques aéreos, de tal forma que as ameaças aéreas em 2065 são praticamente inexistentes. Isso significa que as tropas no terreno são novamente a arma mais eficaz do arsenal militar. Para conseguirem ganhar eficácia no combate, muitos soldados sujeitam-se voluntariamente a amputações, para que os seus membros sejam substituídos com próteses muito avançadas. As tropas de Elite estão também equipadas com o Direct Neural Interface (DNI), o que lhes permite partilhar informação instantaneamente no terreno de batalha.

"Se olharmos para a nossa história e herança de Call of Duty, penso que existe um sinal de maturidade e há vontade muito evidente. Quanto mais confortáveis estivermos, mais estamos dispostos a arriscar, e penso que Black Ops sempre mostrou isso. Fugimos um pouco dos tópicos militares comuns e começamos a explorar temas mais psicológicos, e de interação ou moralidade social. Isso entusiasma-nos, embora possa ser perigoso, porque só devemos fazer isto se estivermos já muito confortáveis com a base. É preciso saber quais são as regras antes de tentarmos contorná-las ou quebrá-las. Penso que se lêem com frequência, podem descobrir as minhas influências em termos de livros e banda desenhada para Black Ops III. Penso que para um diretor é importante ser versátil."

Argumento à parte, é fantástico ter a oportunidade de jogar a campanha com quatro jogadores. A Treyarch tentou inclusivamente deixar bem claro que o modo é genuinamente cooperativo, e não uma campanha a solo onde podem juntar mais personagens e armas. Entre outras coisas, todo o sistema de inteligência artificial foi revisto. Uma das funções que realmente distingue o modo cooperativo é o novo Enhanced Vision System. É um sistema que permite aos jogadores partilharem informação sobre o terreno, como assinalar os inimigos que outro jogador já identificou, por exemplo. Também existe um indicador que revela quantos inimigos estão a apontar na vossa direção, caso sejam descobertos. É importante que os jogadores definam papéis, no sentido em que os mais furtivos possam circular e identificar o terreno. O novo design dos mapas, mais amplos e com maior verticalidade, promovem exatamente esta jogabilidade cooperativa. Por isso mesmo, a produtora terá abdicado de produzir a campanha para PS3 e Xbox 360, limitando-se a lançar o modo online para essas versões.

"Com três anos de produção, temos tempo para pensar no que é preciso fazer. Foi por isso que decidimos focar a campanha em quatro jogadores. Existem duas formas de produzir uma campanha: podem fazer um jogo a solo e depois expandi-lo para quatro jogadores, ou podem fazer um jogo cooperativo de raiz. Decidimos pela segunda opção, o que significa que tudo foi feito com o modo cooperativo em mente. Penso que World at War foi um bom exemplo de um jogo a solo com quatro jogadores, enquanto que Black Ops III vai mostrar o que é um jogo cooperativo construído com essa mentalidade."

O jogador terá a oportunidade de personalizar o jogo de várias formas, e isso é evidente logo a partir do menu de personagem. Podem escolher a sua aparência e, pela primeira vez na história de Call of Duty, será possível percorrer a campanha com uma personagem feminina. O tipo de habilidades e melhoramentos que equipam também será importante, pois vão determinar a forma como vão abordar os níveis.

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"Em Black Ops II, decidimos colocar várias conclusões possíveis, com histórias interligadas. Para o novo jogo não fizemos isso, mas acrescentámos toda essa complexidade a uma única história. Se seguirem a história de princípio ao fim, jogando apenas como diversão, vão chegar a uma conclusão sobre a história, mas se decidirem investigar um pouco mais, podem descobrir indícios e provas que suportem outra perspetiva. E se calhar, se forem mesmo persistentes, até podem encontrar uma terceira conclusão. São tudo hipóteses que podem interagir entre si ou serem independentes, mas sempre dependendo da perspetiva do jogador. É por isso que tenho esperança que seja uma história provocadora, que causa discussões sobre o que realmente se passou."

Ao vosso dispor vão encontrar três estilos de jogo base, "Cyber Cores", que podem escolher: Chaos, Martial e Control. Chaos é perfeito para causar confusão entre as tropas inimigas, inclusivamente obrigando-os a vomitar ou atacá-los com um grupo de insetos mecanizados. A opção Martial será a ideal para quem quer matar os seus inimigos rapidamente. Podem tornar-se invisíveis com camuflagem dinâmica, aumentar temporariamente o poder da armas, e atacar com um golpe devastador. Quanto a Control, permite reprogramar os robôs e os drones inimigos para que os possam controlar diretamente, e até pode arrancar baterias das máquinas opositoras e utilizá-las como granadas.

Se são fãs de Call of Duty, estão habituados a visitar várias localizações exóticas durante a campanha, e Black Ops III não será exceção. Cairo, Singapura e Zurique são algumas das localizações confirmadas, mas entre missões terão a oportunidade de regressar à base. É aqui que vão reunir todas as medalhas e itens colecionáveis que ganharam durante a campanha, e ainda podem ler artigos sobre os eventos anteriores. Também é a partir da base que vão selecionar todo o equipamento para a missão seguinte. Aparentemente, se procurarem bem, podem até encontrar uma máquina Arcade escondida...

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A Treyarch aprecia bastante o facto de ter criado o modo de zombies para Call of Duty, e pretende levar esse conceito um pouco mais longe com Black Ops III. O novo modo chama-se Shadows of Evil e vai passar-se na cidade fictícia de Morg City. Esta mini-história acompanha as aventuras de um quarteto de personagens que tenta sobreviver ao apocalipse. Jeff Goldblum, Heather Graham, Neal McDonough e Ron Perlman são os quatro atores de renome que vão encarnar as personagens do modo Shadows of Evil. Segundo nos informaram, Morg City será maior do que dois mapas da campanha juntos.

Apesar de todas as mudanças que aqui mencionámos, Black Ops III continuará a ser Call of Duty, e além de perguntas e tópicos que possa colocar ao jogador, CoD ainda é sobre disparar contra soldados, máquinas e zombies com uma perspetiva na primeira pessoa. O que vimos deixou-nos muito entusiasmados, e parece ter tudo para deliciar os fãs de Call of Duty, mas se não pertencem a esse lote, dificilmente será Black Ops III a mudar a vossa opinião.

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