Em fevereiro ficámos impressionados com as batalhas espaciais de Battlefleet Gothic: Armada 2, quando fomos convidados para o evento What's Next da Focus Home Interactive. Agora, ao visitarmos os seus estúdios em Paris, conseguimos deitar-lhe as mãos uma vez mais e jogar a umas batalhas. Os criadores haviam prometido uma sequela que aproveitasse os melhores aspetos do primeiro título e que os aprimorasse, e ao que parece cumpriram o objetivo.
Tal como no jogo prévio, a jogabilidade emprega a estrutura basilar de títulos de estratégia em tempo real como Total War; têm uma frota de naves sobre o vosso comando, que vão ter de posicionar no mapa no princípio do jogo, para depois obterem controlo de vários pontos estratégicos. Para ganhar, dispõem de duas opções: ou acumulam mais pontos que o vosso adversário ao capturar todos os objetivos, ou destroem toda a sua frota. A premissa é simples, mas nem por isso fácil.
Para cumprirem com a missão vão ter de estar atentos às três barras que flutuam acima das vossas naves. A verde é dedicada à saúde da nave - a qual podem restaurar ao ordenarem reparações (embora com isto imobilizem a nave) -, a azul revela os escudos que se regeneram a si próprios, e a cor de laranja corresponde à moral dos soldados que nela navegam. Se a nave receber demasiados danos a barra começa a decrescer e, se chegar ao zero, um motim irá impedir que façam quaisquer ações durante 20 segundos.
A produtora Tindalos Interactive cumpriu a promessa no que diz respeito à escala, não há dúvida. Vão encontrar aqui 12 fações à escolha: The Imperial Navy, Space Marines, Adeptus Mechanicus, Necrons, Chaos, Aeldari Corsairs, Aeldari Craftworld, Drukhari, T'au Merchant, Protector Fleets, Orks e Tyranids. Disponíveis estão também três campanhas distintas que vos colocam ao comando da frota Imperium, dos Necrons e dos Tyranids, mas outras estão planeadas para o futuro.
Cada uma dessas fações tem os seus benefícios e peculiaridades, provenientes do universo de Warhammer 40,000. Os soldados Imperium, por exemplo, são insensíveis a motins, pelo que as naves Necron saem do mapa e fogem caso a moral das tropas chegue a zero. Apreciámos particularmente o modo de luta dos Drukhari, na medida em que apesar de não terem escudos, ficam com as naves invisíveis quando se deslocam. Isto cria uma dinâmica interessante, pois embora sejam obrigados a movimentar constantemente as vossas unidades, tal peculiaridade poderá ser extremamente útil contra frotas lentas como as dos Orks.
Antes de iniciarem uma partida, encontram uma seleção de habilidades para escolherem. Devem optar por dois pontos de habilidade de maneira a disponibilizarem novas armas ou certos poderes para toda a vossa frota, tal como a capacidade de teletransporte. Existem também dois upgrades que vão aplicar bónus somente a categorias específicas de naves. Cada raça tem as suas próprias vantagens e habilidades, relacionadas com o seu estilo de combate.
Relativamente aos controlos, existem muitas ações e botões a ter em conta, o que significa que vão demorar algumas horas até se sentirem confortáveis a dirigir a vossa frota. Para todos aqueles que estejam habituados aos jogos Total War, já sabem o que esperar destas batalhas caóticas, pelo que vão ter que estar atentos a todas as vossas unidades espalhadas pelo mapa. Dito isto, é algo simples deslocá-las e ordenar que ataquem ou assaltem uma nave inimiga, mas tenham cuidado para que não choquem umas contra as outras.
A dificuldade assenta nas subtilezas e em explorar as fraquezas das fações opostas. Para se tornarem jogadores proficientes, vão ter de dominar atalhos personalizáveis relativos aos controlos, para darem ordens o mais depressa possível e ultrapassarem o adversário. Temos boas notícias para todos aqueles que encontrem dificuldades em manusear este tipo de jogos, pois podem pausar o jogo ou desacelerá-lo de forma a gerirem as vossas unidades sem estarem sob pressão (mas isto apenas contra a Inteligência Artificial, como é óbvio).
Visualmente é um deleite para todos os fãs de ficção científica, com nebulosas e nuvens de poeira cósmica a embelezarem o mapa, apesar da grelha que o limita. As naves são detalhadas, e notam isso especialmente ao colocarem o zoom no máximo, para além de poderem personalizar as cores das naves ao vosso gosto. As naves existem em todos os tamanhos, e às vezes são tão pequenas que se torna difícil distingui-las das estrelas, dos efeitos de partículas e das luzes.
Battlefleet Gothic: Armada 2 prometeu-nos ser um título maior e mais dinâmico, e esse parece ser certamente o caso, pois existem mais escolhas, mais ação e flexibilidade nas batalhas, além de um maior número de naves no mapa. Os tempos de loading são mais curtos e podem estar no âmago da batalha depois de apenas alguns cliques. Battlefield Gothic: Armada 2 vai estar disponível para PC em setembro, e mal podemos esperar para voltar à nossa cadeira de grande líder e conquistar quem quer se atravesse no nosso caminho.

