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Antevisões

Starcraft II: Legacy of the Void

As nossas primeiras impressões da nova expansão, depois de algumas horas com a versão beta do jogo.
Ignacio Reinosa 28 Abril 2015

A primeira parte de StarCraft II, Wings of Liberty, foi lançada em 2010, vários anos depois da expansão Brood War do StarCraft original. Foi um evento muito esperado pelos fãs da série, e adeptos do género de estratégia em tempo real. O anúncio original de que o jogo seria dividido em três partes - Terran, Zerg e Protoss -, causou no entanto alguma controvérsia, mas a quantidade e sobretudo a qualidade do conteúdo presentes em Wings of Liberty e consequente expansão Heart of the Swarm, descansaram os fãs.

Em breve será a vez da campanha dos Protoss, com Legacy of the Void, que irá concluir a história que tem sido contada ao longo dos dois jogos anteriores. Se num plano de fundo existem vários eventos em andamento, como o regresso dos Xel'naga, a história sempre foi contada numa perspetiva muito pessoal, primeiro com Jim Raynor e depois com Sarah Kerrigan. Desta vez será Artanis a assumir o cargo de protagonista, mas os detalhes sobre a campanha terão de ficar para mais tarde. Além da história, existe todo um outro lado para StarCraft II, possivelmente ainda mais importante, que o define como um dos pilares dos eventos multijogador. Este texto é portanto concentrado nesse elemento do jogo, depois de termos passado várias horas com uma versão beta de Legacy of the Void.

Parte do segredo para o sucesso de StarCraft II no mundo das competições profissionais, prende-se com um esforço contínuo por parte da Blizzard para equilibrar todas as mecânicas, unidades e raças do jogo. A introdução de meia dúzia de unidades, por exemplo, pode parecer trivial para um jogador comum, mas os profissionais sabem o quanto isso pode mudar o panorama do jogo. Elementos tão simples como os valores da armadura de uma unidade, ou o dano que causa, são frequentemente equilibrados e medidos pela Blizzard. Daí a necessidade de realizar estas versões Beta, para testar e afinar todos os novos elementos de Legacy of the Void.

Esta versão que experimentámos é a primeira fase, do que se espera ser um vasto período de testes Beta. De momento, apenas era possível participar em confrontos de um contra um, e o equilíbrio principal nesta fase passa por afinar as raças e as unidades. Considerando tudo isto, será Legacy of Void lançado em 2015? Como é a Blizzard, nem nos atrevemos a tentar adivinhar.

As mudanças de que nos apercebemos, enquanto jogadores mais inclinados para os Protoss, são escassas - mas significativas. Uma dessas alterações envolve uma redução dos recursos disponíveis nas bases iniciais dos jogadores. É um exemplo de uma alteração aparentemente pequena no papel, mas que tem grande impacto na experiência, obrigando os jogadores a tentarem expandir o seu controlo a outras áreas de recursos mais cedo (lidando com as consequências que isso pode trazer). É uma excelente mudança na nossa opinião, porque muda por completo o ritmo inicial das partidas, que de momento estavam estagnadas, enquanto muitos jogadores se fechavam nas suas pequenas bases iniciais.

Outra mudança pareceu-nos ter um impacto ainda maior na condução do jogo. StarCraft II sempre foi um jogo onde é importante uma boa gestão dos recursos e da base (macro-gestão) e um controlo preciso das unidades de combate (micro-gestão), mas a primeira sempre pareceu ter maior importância. Um jogador com boa macro-gestão, normalmente levava vantagem. Em Legacy of the Void, esse controlo vai continuar a ser muito importante, mas a nova expansão pretende aumentar a relevância e o impacto de uma boa micro-gestão, com mais e melhores habilidades para as unidades. Também será cada vez mais importante definir a forma como as unidades interagem entre si, ou seja, não devem colocar unidades anti-máquinas pesadas a lutar com a infantaria, por exemplo. Sempre foi importante uma boa micro-gestão no multijogador de StarCraft II, mas em Legacy of the Void será ainda mais importante, por isso tratem de treinar essa componente do jogo.

O acesso às opções da versão Beta é muito limitado, mas estas mudanças já permitiram observar uma alteração no ritmo e na fluidez dos confrontos. Durante as duas semanas de jogo, foram várias as mudanças às unidades, sugerindo que a Blizzard está ainda a experimentar e a afinar diversos elementos, mecânicas e unidades, por isso é natural que ainda existam mais testes no futuro. É muito cedo para qualquer tipo de conclusão, mas para já, Legacy of the Void promete injetar nova vida no multijogador de StarCraft II.

Em baixo podem ver vídeos específicos para cada raça de Legacy of the Void.

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