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Antevisões

E3 2014: Lara Croft and the Temple of Osiris

Este ano tivemos dose dupla de Lara Croft na E3, o que pode ter relegado esta aventura arcade para segundo plano.
Gillen McAllister 23 Junho 2014

Este ano os fãs de Lara Croft tiveram direito a dose dupla da heroína na E3. As grandes atenções viraram-se para Rise of the Tomb Raider, a sequela do reboot de Tomb Raider em 2012, mas Temple of Osiris também merece a vossa consideração. Trata-se de algo na linha de Lara Croft and the Guardian of Light e o Gamereactor teve oportunidade de o experimentar na E3, durante uma sessão em modo cooperativo para quatro jogadores.

Guardian of Light foi um mini-projeto que a produtora, Crystal Dynamics, realizou durante as produções dos três grandes jogos de Lara Croft que antecederam o reboot, nomeadamente Legend, Anniversary e Underworld. Também mostrou a versatilidade do motor de Underworld, adaptado para uma perspetiva isométrica que seguia Lara e o segundo protagonista, Totec, a partir de cima. Através de uma jogabilidade mais direta e arcade, os jogadores exploraram e dispararam através de uma série de localizações e túmulos. O jogo tinha uma inspiração claramente arcade, enquanto procuravam espólios e enfrentam várias armadilhas e inimigos. Até podiam competir com o segundo jogador pela melhor pontuação.

Temple of Osiris mantém uma estrutura semelhante, embora expanda o elenco para quatro personagens. Além de Lara, obviamente, poderão controlar o arqueologista Carter, bem como o deus egípcio Isis e o seu filho, Horus. Como no anterior, os puzzles e os inimigos adaptam-se ao número de jogadores - de um a quatro -, e enquanto o jogo parece divertido a solo, este é o tipo de experiência melhor desfrutada com amigos na mesma sala.

Cada conjunto de personagens tem habilidades específicas. A Lara e Carter tem acesso um gancho com corda, que pode ser preso e utilizado pelas outras personagens, para caminharem por cima de picos, ou para serem puxados para uma plataforma superior, por exemplo. Os dois egípcios podem atirar raios dos seus bastões, ou projetar uma esfera brilhante que pode ser usada para bloquear flechas e para proteger outras personagens.

O jogo à cooperação dos jogadores, mas também existe um elemento competitivo. Inicialmente todos têm acesso ao mesmo conteúdo, mas eventualmente será o primeiro a chegar aos espólios que recolhe as recompensas. Também existe um sistema de evoluções que permite redefinir os ataques especiais e evoluir a personagem. Parece existir boa variedade e o objetivo é promover mais que uma passagem pela campanha.

Para já, Temple of Osiris só está previsto para PC e consolas de nova geração, mas numa entrevista pós-jogabilidade (que publicaremos em breve), a produtora reconheceu que tudo depende da resposta ao jogo por parte dos jogadores e que poderão considerar outras plataformas. E já agora, enquanto a perspetiva isométrica pode retirar um pouco do espanto, o nível de detalhe é impressionante. O jogo tem um aspeto fantástico.

Mas temos algumas queixas. Embora cada jogador seja identificado com um círculo de cor diferente, pode ser difícil acompanhar o que se passa em situações de maior caos, sobretudo com quatro jogadores. Isto foi particularmente evidente durante o final da demonstração, quando fomos perseguidos por uma besta mitológica. O pó e os destroços dificultaram ainda mais a percepção da nossa personagem. Também nos parece que existe alguma latência entre os controlos e a resposta das personagens, mas isto será provavelmente corrigido até lançamento.

O reboot de Tomb Raider foi certamente um projeto massivo para a produtora e de certeza que querem manter ou até elevar a qualidade com a sequela, Rise of the Tomb Raider. Assim, este Lara Croft and the Temple of Osiris parece ser um projeto para que a equipa possa respirar e ganhar energias, enquanto que ao mesmo tempo entretém os fãs da heroína até à grande sequela. Além disso é a oportunidade para os jogadores reencontrarem a Lara Croft original, já que esta é a mesma Lara que conheceram em Guardian of Light, não a do Tomb Raider de 2013.

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