Trump sinaliza prontidão para um possível ataque ao Irã
O presidente diz que prefere a diplomacia, mas promete que Teerã "nunca" obterá uma arma nuclear.
O presidente dos EUA, Donald Trump, usou seu discurso sobre o Estado da União, entre outras coisas, para expor o caso de uma possível ação militar contra o Irã, acusando sua liderança de espalhar "terrorismo, morte e ódio" e de buscar armas nucleares.
Cerca de 90 minutos após o início de seu discurso no Capitólio dos Estados Unidos, Trump disse que não permitiria que o que chamou de maior patrocinador estatal do terrorismo do mundo obtivesse uma bomba nuclear. Ele citou o apoio de Teerã a grupos militantes, ao desenvolvimento de mísseis e ao seu programa nuclear como ameaças à segurança dos EUA.
As declarações ocorreram em meio a um significativo aumento militar dos EUA no Oriente Médio e especulações crescentes sobre possíveis ataques caso a diplomacia fracasse. Trump disse que preferia uma solução negociada, mas afirmou que os líderes iranianos não haviam oferecido garantias firmes de que abandonariam as ambições nucleares.
Teerã nega buscar armas nucleares e afirma que seu programa é para energia civil. O porta-voz do ministério das Relações Exteriores do Irã rejeitou as alegações de Trump como "grandes mentiras", contestando suas afirmações sobre capacidades de mísseis e a escala das mortes durante os protestos recentes.
Embora Trump tenha dedicado a maior parte de seu discurso de quase duas horas a questões internas, seus comentários sobre o Irã ressaltaram a possibilidade de um novo confronto estrangeiro, apesar de sua promessa de longa data de evitar "guerras eternas".
