Trump declara "era de ouro" no Estado da União
O presidente exalta mercados recordes e cortes de impostos, mas as pesquisas mostram frustração dos eleitores com o aumento do custo de vida.
O presidente dos EUA, Donald Trump, usou seu discurso do Estado da União para proclamar uma nova "era de ouro da América", destacando ganhos no mercado de ações, cortes de impostos e preços de medicamentos mais baixos, mesmo com pesquisas mostrando uma aprovação decrecente à sua liderança econômica.
Com os republicanos preocupados em perder o Congresso nas eleições de meio de mandato de novembro, Trump dedicou grande parte de seu discurso de quase uma hora e 47 minutos à economia. Ele culpou o ex-presidente Joe Biden pelos preços altos, embora pesquisas sugiram que muitos eleitores culpam Trump por não ter conseguido reduzir o custo de vida. Uma pesquisa recente da Reuters/Ipsos mostrou que apenas 36% aprovam sua condução da economia.
O discurso, proferido no Capitólio dos Estados Unidos, gerou aplausos republicanos e um boicote parcial dos democratas. Alguns parlamentares realizaram protestos dentro da câmara, e o deputado Al Green foi removido após exibir uma placa crítica ao presidente.
Trump adotou um tom mais disciplinado do que o habitual, mas entrou em conflito com os democratas sobre imigração, defendendo sua repressão apesar das pesquisas que mostram preocupação de que ela tenha ido longe demais. O deputado Ilhan Omar gritou que suas políticas haviam "matado americanos."
Ele ofereceu poucos detalhes sobre política externa, incluindo o Irã, e mal mencionou a Ucrânia ou a China. Embora tenha chamado uma recente decisão da Suprema Corte contra a maioria de suas tarifas de "lamentável", ele argumentou que isso não atrapalharia sua agenda comercial...
