Tribunal português ordena que a extrema-direita Chega remova cartazes anti-ciganos
Um tribunal de Lisboa ordenou ao partido de extrema-direita Chega, em Portugal, que retirasse cartazes de rua direcionados à comunidade cigana.
Um tribunal de Lisboa ordenou que o partido de extrema-direita Chega, em Portugal, remova cartazes de rua direcionados à comunidade cigana, decidindo que as mensagens são discriminatórias e podem incitar ao ódio.
A juíza Ana Barão deu ao líder do partido, André Ventura, 24 horas para remover os cartazes ou enfrentaria uma multa de €2.500 por cartaz por dia, dizendo que a redação "ataca uma minoria étnica" e aprofunda o estigma e o preconceito contra o povo cigano.
24 horas para remover ou enfrentar uma multa de €2.500 por usuário por dia
Chega, que rapidamente se tornou a segunda maior força parlamentar de Portugal, disse que Ventura responderia mais tarde. Ele descreveu o caso como um ataque à liberdade de expressão, mas já disse anteriormente que cumpriria a decisão do tribunal.
Grupos ciganos por trás do desafio judicial receberam a decisão como um passo em direção a maior justiça, enquanto Ventura continua sua campanha presidencial antes da eleição de janeiro. Esta é uma notícia em desenvolvimento, e atualizaremos amanhã com mais informações.
A juíza Ana Barão nos cartazes:
"(Os cartazes) agravam o estigma e o preconceito que as comunidades ciganas já enfrentam na sociedade portuguesa em geral, fomentando assim intolerância, segregação, discriminação e, por fim, ódio."

