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TOP 5: Melhor Experiência Narrativa 2016

Cinco jogos que nos fizeram rir, pensar, e emocionar.
Ricardo C. Esteves Editor-in-Chief Portugal 24 Dezembro 2016

4º Virginia Plataformas: iOS, Android

Nota de redação: As classificações nas categorias indicam a qualidade dos jogos somente nesse campo específico, e não como um todo. O facto de um jogo estar acima de outro numa categoria específica não significa que seja melhor ou pior.

5º Uncharted 4: O Fim de um Ladrão
Plataformas: PC, PS4, Xbox One

"Grande parte do investimento do jogador nesta aventura grandiosa vem das personagens, do argumento e das interpretações brilhantes dos atores. Os já habituais Nolan North, Richard McGonagle e Emily Rose regressam nos seus papéis como Drake, Sullivan e Elena, mas são acompanhados por interpretações fantásticas de Troy Baker, Laura Bailey e Waren Kole, na pele das novas personagens Sam Drake, Nadine Ross e Rafe Adler. Essas interpretações ganham força graças a magnífica direção, excelente técnicas de captura de movimentos, e uma qualidade gráfica impressionante."

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"Tudo, desde o que é dito ao jogador, e o que fica para a interpretação, foi muito bem definido de forma a dar uma liberdade narrativa com pouca comparação. Falando mecanicamente, Virginia não oferece muito em termos de autonomia - na forma como se movimentam ou interagem -, mas não se passa o mesmo em relação à estória. A exposição do jogador aos eventos vai assegurando um conhecimento gradualmente superior do mistério, e isso deixou-nos deliciados, mas temos a consciência de é uma estrutura ambígua, e que nem todos vão apreciá-la. Alguns jogadores vão odiar não terem as repostas todas, mas podemos dizer que uma segunda passagem pela estória ajuda a esclarecer dúvidas."

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3º Oxenfree
Plataformas: PC, PS4, Xbox One

"Como noutros jogos do género, será a história e a relação entre as personagens que irá motivar o jogador a continuar investido. Alex é uma rapariga adolescente, que partilha uma tradição anual com os seus colegas: a de viajarem até à ilha de Edward, beberem até mais não, e participarem em atividades como jogar à verdade ou consequência. Este ano existe um elemento novo, com a presença do seu meio-irmão Jonas, recém chegado à família como resultado do novo casamento do seu pai. Depois de explorarem algumas das grutas da ilha, o grupo encontra um estranho sinal, e em pouco tempo os planos dos adolescente mudam por completo. Estranhas falhas temporais, espíritos misteriosos, e outros fenómenos sobrenaturais vão tornar esta noite numa experiência inesquecível para o grupo de adolescentes."

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2º That Dragon, Cancer
Plataformas: PC

"That Dragon, Cancer, conta a experiência dramática de um casal, Ryan e Amy Green, que ao longo de alguns meses tiveram de testemunhar algo que nenhum pai devia ter de ultrapassar: a luta do seu filho de cinco anos com o cancro, uma batalha corajosa, lenta e agoniante, mas que acabou com a vida do pequeno Joel. O projeto nasceu quando Joel ainda estava vivo, e seria sobretudo uma forma de Ryan manter vivas as memórias mais intensas do tempo que passou com Joel, mas com a morte do filho, That Dragon, Cancer transformou-se numa espécie de terapia para Ryan Green. Em termos objetivos de jogo, trata-se de uma aventura gráfica minimalista com algumas influências de Cubismo, que atravessa várias etapas de um período de luto. Normalizar a dor e torná-la numa parte da rotina diária: esse é o nobre esforço deste profundo trabalho da Numinous Game."

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1º Firewatch
Plataformas: PC, PS4, Xbox One

"É essa ligação que torna a experiência de Firewatch tão pessoal para o jogador, porque existe a sensação clara de que, através destas pequenas conversas, e dos comentários e observações casuais, que começam a engrandecer esta relação. Until Dawn, o jogo de terror da Sony, e The Walking Dead da Telltale, são duas experiências que também vivem muito da narrativa e do impacto das decisões do jogadores, mas Firewatch está mais próximo do primeiro, embora num contexto muito mais pacato e normal. É interação na sua forma mais vulnerável, onde cada troca de diálogo tem um impacto no avançar do jogo, mesmo que esse impacto nem sempre seja evidente para o jogador. É uma estrutura que dá grande profundidade à narrativa, a um grau que é raro ver nos videojogos."

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Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2013 · 7.617 artigos publicados
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