Primeiro vislumbre de negociações de paz para acabar com a sangrenta guerra civil em Mianmar
Tanto mediadores internacionais quanto representantes das várias facções veem uma reaproximação, mas o fim ainda não está à vista.
Desde que um golpe militar em 2021 depôs a primeira-ministra de Mianmar e laureada com o Prêmio Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi, o conflito já ceifou mais de 100.000 vidas no país. Por muito tempo, pensou-se que as forças de resistência estavam gradualmente ganhando vantagem no conflito, mas a recente aliança estratégica da China com o governo militar fortaleceu a posição do exército governante.
Segundo o relatório da Reuters, os militares agora estão concentrando seus esforços em áreas ricas em terras raras e minerais, um recurso econômico vital no mundo de hoje. Isso levou grupos armados alinhados ao antigo governo eleito a recuarem para o sul do país, mas esforços diplomáticos já estavam em andamento há algum tempo.
A Tailândia lidera um grupo internacional de negociação que se reuniu separadamente com as várias facções, e todas as partes estão atualmente em posição "favorável" para chegar a um acordo, embora reconheçam que as negociações serão longas e lentas. Nesta semana, o governo tailandês se reunirá em Bangkok com o General Min Aung Hlaing, atual líder de Mianmar, onde se espera que haja progressos.
