Os "pepinos dourados" da Rússia e como um alimento básico se tornou símbolo da inflação da guerra
Na Rússia, o humilde pepino dobrou de preço desde dezembro.
Na Rússia, o humilde pepino dobrou de preço desde dezembro, com uma média de pouco mais de 300 rublos ($3,91) por quilograma, gerando indignação dos consumidores e atenção política. As redes sociais mostram pepinos às vezes sendo vendidos por duas a três vezes esse valor.
Parlamentares, incluindo membros do partido governista Rússia Unida, pressionaram o regulador antimonopólio a investigar os aumentos de preços, enquanto alguns políticos estão pedindo tetos para alimentos básicos. Sergei Mironov, líder do partido Rússia Justa, criticou as autoridades por atribuirem o pico à sazonalidade, comparando pepinos às batatas "douradas" do ano passado.
Produtores afirmam que os preços podem cair no próximo mês com o clima mais quente, mas a alta ocorre em meio a uma inflação mais ampla (2,1% desde o início do ano) e às crescentes preocupações com o custo de vida, à medida que a economia russa desacelera após quatro anos de guerra na Ucrânia.
Alguns supermercados siberianos estão limitando a compra de pepino por consumidor, e jornais até distribuíram sementes para incentivar o cultivo doméstico. O aumento repentino de um alimento básico fez dos pepinos um novo símbolo das pressões econômicas da Rússia durante a guerra, com os cidadãos os apelidando de "pepinos dourados" em frustração...