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Notícias do mundo

Líderes mundiais reagem aos ataques dos Estados Unidos na Venezuela e à captura de Maduro e sua esposa

Da Europa e América Latina à Ásia e Oriente Médio, as reações refletem profundas divisões sobre o uso da força, o direito internacional e o futuro da Venezuela.

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Os ataques dos Estados Unidos na Venezuela e a subsequente captura do presidente Nicolás Maduro provocaram uma resposta imediata e ampla de governos ao redor do mundo. Enquanto alguns líderes enquadram a operação como um passo decisivo para restaurar a democracia, outros alertam que ela estabeleceu um precedente perigoso e arriscou ainda mais instabilidade na região. Da Europa e América Latina à Ásia e Oriente Médio, as reações refletem profundas divisões sobre o uso da força, o direito internacional e o futuro da Venezuela. Se você tem interesse em ver como líderes mundiais e governos responderam, selecionamos abaixo uma lista de reações-chave.

PRIMEIRO-MINISTRO ESPANHOL PEDRO SÁNCHEZ

"A Espanha não reconheceu o regime de Maduro. Mas também não reconhecerá uma intervenção que viole o direito internacional e empurre a região para um horizonte de incerteza e beligerância."

PRIMEIRO-MINISTRO BRITÂNICO KEIR STARMER

"Quero estabelecer os fatos primeiro. Quero falar com o presidente Trump. Quero falar com aliados. Posso deixar absolutamente claro que não estávamos envolvidos... e eu sempre digo e acredito que todos devemos defender o direito internacional."

PRESIDENTE FRANCÊS EMMANUEL MACRON

"A transição que está por vir deve ser pacífica, democrática e respeitosa à vontade do povo venezuelano. Esperamos que o presidente Edmundo Gonzalez Urrutia, eleito em 2024, consiga garantir essa transição o mais rápido possível."

CHANCELER ALEMÃO FRIEDRICH MERZ

"A avaliação legal da intervenção dos EUA é complexa e requer consideração cuidadosa. O direito internacional permanece como o marco orientador. Neste momento, a instabilidade política na Venezuela deve ser evitada. O objetivo é uma transição ordenada para um governo eleito."

PRESIDENTE DA COMISSÃO EUROPEIA, URSULA VON DER LEYEN,

"Acompanhando muito de perto a situação na Venezuela. Estamos ao lado do povo venezuelano e apoiamos uma transição pacífica e democrática. Qualquer solução deve respeitar o direito internacional e a Carta da ONU."

SECRETÁRIO-GERAL DA ONU, ANTONIO GUTERRES

"Esses acontecimentos constituem um precedente perigoso. O Secretário-Geral continua enfatizando a importância do pleno respeito - por todos - ao direito internacional, incluindo a Carta da ONU. Ele está profundamente preocupado que as regras do direito internacional não tenham sido respeitadas."

PRIMEIRO-MINISTRO ISRAELENSE BENJAMIN NETANYAHU

"Parabéns, Presidente @realDonaldTrump por sua liderança ousada e histórica em nome da liberdade e da justiça. Saúdo sua determinação e a brilhante ação de seus bravos soldados."

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA CHINA

"A China está profundamente chocada e condena veementemente o uso da força pelos EUA contra um país soberano e o uso da força contra o presidente de um país."

DEPARTAMENTO SUL-AFRICANO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

"A África do Sul convoca o Conselho de Segurança da ONU, órgão encarregado de manter a paz e a segurança internacionais, para que se reúna urgentemente para lidar com essa situação."

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA RÚSSIA

"Esta manhã, os Estados Unidos cometeram um ato de agressão armada contra a Venezuela. Isso é profundamente preocupante e condenável. Os pretextos usados para justificar tais ações são infundados. A animosidade ideológica prevaleceu sobre o pragmatismo empresarial e a disposição de construir relacionamentos baseados na confiança e na previsibilidade. Na situação atual, é importante, antes de tudo, evitar uma escalada maior e focar em encontrar uma saída da situação por meio do diálogo."

PRESIDENTE ARGENTINO JAVIER MILEI

"O que precisamos entender é que é o colapso do regime de um ditador que fraudava eleições, que na última eleição foi derrotado de forma severa e, apesar disso, ele se manteve no poder. Por isso, eu diria que as notícias de hoje são excelentes para o mundo livre."

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO MÉXICO

"O governo mexicano condena veementemente e rejeita as ações militares realizadas unilateralmente nas últimas horas pelas forças armadas dos Estados Unidos da América contra alvos no território da República Bolivariana da Venezuela, em clara violação do Artigo 2 da Carta das Nações Unidas."

GOVERNO DO PARAGUAI

"O Paraguai acompanha de perto os desenvolvimentos atuais na Venezuela e apela a priorização de meios democráticos que garantam uma transição ordenada."

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA BOLÍVIA

"A Bolívia reitera seu compromisso com a paz, democracia e coordenação com a comunidade internacional para assistência humanitária, proteção da população civil e apoio a um processo crível e definitivo de reconstrução institucional".

O PRESIDENTE DO PANAMÁ, JOSE RAUL MULINO

"À luz dos eventos que ocorreram no início desta manhã na Venezuela, meu governo reitera nossa posição a favor dos julgamentos democráticos e a favor de aceitar os desejos legítimos do povo venezuelano, expressos enfaticamente nas urnas, onde Edmundo Gonzalez foi eleito."

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO PERU

"O Governo do Peru clama por uma solução rápida para a situação política na Venezuela, em favor de uma transição com pleno respeito ao direito internacional e aos direitos humanos, bem como atenção às legítimas e genuínas aspirações do povo venezuelano de viver em democracia com o apoio da comunidade regional."

O PRESIDENTE DO BRASIL, LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA

"Os atentados em território venezuelano e a captura de seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma grave afronta à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países em flagrante violação do direito internacional é o primeiro passo rumo a um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei dos mais fortes prevalece sobre o multilateralismo."

O MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA UCRÂNIA, ANDRII SYBIHA

"A Ucrânia tem defendido consistentemente o direito das nações de viverem livremente, livres de ditaduras, opressão e violações dos direitos humanos. O regime de Maduro violou todos esses princípios em todos os aspectos. Defendemos desenvolvimentos futuros de acordo com os princípios do direito internacional, priorizando a democracia, os direitos humanos e os interesses dos venezuelanos."

PRESIDENTE DO EQUADOR, DANIEL NOBOA

"A hora está chegando para todos os criminosos narco-chavistas. Sua estrutura finalmente vai desmoronar por todo o continente."

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO URUGUAI

"O Uruguai rejeita, como sempre fez, a intervenção militar de um país no território de outro e reafirma a importância de respeitar o direito internacional e a Carta da ONU, em particular o princípio básico de que os Estados devem se abster de recorrer à ameaça ou ao uso da força contra a integridade territorial ou independência política de qualquer Estado, ou de qualquer outra forma incompatível com os Propósitos das Nações Unidas."

O PRESIDENTE DO CHILE, GABRIEL BORIC

"Como Governo do Chile, expressamos nossa preocupação e condenação às ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e clamamos por uma solução pacífica para a grave crise que afeta o país."

O PRESIDENTE DA COLÔMBIA, GUSTAVO PETRO,

"O Governo da República da Colômbia observa com profunda preocupação os relatos de explosões e atividade aérea incomum nas últimas horas na República Bolivariana da Venezuela, bem como a consequente escalada da tensão na região."

GOVERNO NICARAGUENSE

"Desta Nicarágua, abençoada e digna, erguemos a voz do nosso povo... exigir respeito à soberania do povo da Venezuela."

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO IRÃ

"O Ministério das Relações Exteriores da República Islâmica do Irã condena veementemente o ataque militar dos EUA à Venezuela e a flagrante violação da soberania nacional e da integridade territorial do país."

PRIMEIRA-MINISTRA DE TRINIDAD E TOBAGO, KAMLA PERSAD-BISSESSAR,

"Trinidad e Tobago NÃO participa de nenhuma dessas operações militares em andamento. Trinidad e Tobago continua mantendo relações pacíficas com o povo venezuelano."

LÍDER DO PARTIDO REFORM UK BRITAIN'S UNION, NIGEL FARAGE

"As ações americanas na Venezuela durante a noite são heterodoxas e contrárias ao direito internacional – mas se fizerem China e Rússia pensarem duas vezes, pode ser algo bom. Espero que o povo venezuelano agora possa virar uma nova página sem Maduro."

GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO ITALIANO GIORGIA MELONI

"Em linha com a posição de longa data da Itália, o Governo acredita que a ação militar externa não é o caminho para acabar com regimes totalitários, mas ao mesmo tempo considera legítima a intervenção defensiva contra ataques híbridos à sua segurança, como no caso de entidades estatais que alimentam e promovem o tráfico de drogas."

PRIMEIRO-MINISTRO DA DINAMARCA METTE FREDERIKSEN

"O governo dinamarquês está monitorando de perto a situação na Venezuela com nossos aliados. Agora é a hora da desescalada. O direito internacional deve ser respeitado."

PRESIDENTE BIELORRUSSO ALEXANDER LUKASHENKO

"O Presidente da Bielorrússia CONDENA CATEGORICAMENTE o ato de agressão americana contra a Venezuela. Alexander Lukashenko falou recentemente sobre as consequências em uma entrevista a jornalistas americanos."

MINISTRA DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO CANADÁ ANITA ANAND

"O Canadá convoca todas as partes a respeitarem o direito internacional e apoiamos o povo da Venezuela e seu desejo de viver em uma sociedade pacífica e democrática. O Canadá está dialogando com seus parceiros internacionais e monitorando os desenvolvimentos de perto."

MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA NORUEGA, ESPEN BARTH EIDE,

"O direito internacional é universal e vinculativo para todos os Estados. A intervenção americana na Venezuela não está de acordo com o direito internacional. Uma transição pacífica para o governo democrático é o único caminho viável na Venezuela. Isso exige processos políticos inclusivos que respeitem os direitos da população."

PRIMEIRO-MINISTRO DA ESLOVÁQUIA, ROBERT FICO,

"A ação militar dos EUA na Venezuela é mais uma evidência do colapso da ordem mundial criada após a Segunda Guerra Mundial."

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DO JAPÃO

"O Japão há muito valoriza os princípios fundamentais da liberdade e da democracia. Também temos sempre dado importância à defesa dos princípios do direito internacional dentro da comunidade internacional. Com base nessa posição consistente, o Japão continuará a trabalhar em estreita colaboração com os países relevantes, incluindo o G7 e parceiros regionais, enquanto faz tudo o que for possível para proteger os cidadãos japoneses e persegue esforços diplomáticos para a restauração da democracia e a estabilização da situação na Venezuela."

REPÚBLICA TCHECA, MINISTRO DAS RELAÇÕES EXTERIORES PETR MACINKA

"Agora consideramos importante acalmar a situação e iniciar negociações diplomáticas, inclusive com a participação da oposição venezuelana."

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DA MALÁSIA

"Por princípio, a Malásia se opõe a todas as formas de intervenção estrangeira nos assuntos internos de outros Estados, bem como à ameaça ou uso da força. Esses são princípios fundamentais consagrados na Carta das Nações Unidas e no direito internacional. A Malásia defende consistentemente a importância da resolução pacífica de disputas por meio do diálogo, respeito à soberania e adesão às normas internacionais. Neste momento crítico, é crucial que as partes interessadas exerçam máxima contenção e busquem soluções pacíficas por meio do diálogo e da diplomacia."

MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES DE SINGAPURA

"Singapura está profundamente preocupada com a intervenção dos EUA em 3 de janeiro de 2026 na Venezuela. Singapura está profundamente comprometida com o direito internacional e os princípios da Carta da ONU, que salvaguardam a independência, soberania e integridade territorial de todos os Estados, especialmente dos pequenos Estados. Singapura tem consistentemente se oposto a ações contrárias ao direito internacional por qualquer parte, incluindo a intervenção militar estrangeira em qualquer país. Singapura insta todas as partes a exercerem moderação e espera uma resolução pacífica da situação na Venezuela, de acordo com o direito internacional e os princípios da Carta da ONU."

ESTA É UMA NOTÍCIA EM DESENVOLVIMENTO...

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