Khaleda Zia, primeira primeira-ministra mulher de Bangladesh, falece aos 80 anos
A longa rivalidade do ex-líder com Sheikh Hasina moldou décadas de política.
Khaleda Zia, que se tornou a primeira primeira-ministra mulher de Bangladesh em 1991, faleceu aos 80 anos após uma longa doença, anunciou seu Partido Nacionalista de Bangladesh (BNP). Zia enfrentou desafios de saúde, incluindo cirrose avançada, diabetes, artrite e problemas cardíacos, e passou vários meses em Londres para tratamento no início deste ano.
Rivalidade política feroz com Sheikh Hasin
Zia ganhou destaque após o assassinato de seu marido, o presidente Ziaur Rahman, em 1981, assumindo a liderança do BNP e ajudando a liderar um movimento popular que derrubou o regime militar em 1990. Ela desenvolveu uma rivalidade política feroz com Sheikh Hasina, filha do pai fundador de Bangladesh, resultando em décadas de governança alternada, protestos de rua e confrontos políticos.
Durante seu mandato, Zia supervisionou a transição de Bangladesh de um sistema presidencial para um parlamentar, promoveu investimentos estrangeiros e expandiu o ensino primário gratuito. Ela foi reeleita em 1996 e novamente em 2001, embora seu segundo mandato tenha enfrentado desafios por parte de acusações de militância islamista e corrupção. Seu governo foi amplamente criticado pela condução de um ataque com granada em 2004 contra Hasina, que matou mais de 20 pessoas e feriu centenas.
Impacto no turbulento cenário político de Bangladesh
Apesar de estar fora do poder desde 2006, presa e colocada em prisão domiciliar em alguns momentos, Zia e seu partido continuaram a exercer influência. Seu filho, Tarique Rahman, retornou recentemente a Bangladesh após anos de exílio e espera-se que desempenhe um papel importante nas próximas eleições parlamentares.
O legado de Zia é marcado por seu papel histórico como líder feminina em uma nação de maioria muçulmana e seu impacto duradouro no turbulento cenário político de Bangladesh, onde sua rivalidade com Hasina veio a definir uma era de lutas pelo poder e esforços de reforma.

