Starmer: "Aplicar tarifas aos aliados por buscarem a segurança coletiva da OTAN é completamente errado"
O primeiro-ministro do Reino Unido afirma que punir aliados da OTAN por causa da segurança no Ártico vai contra os princípios da aliança.
Keir Starmer criticou a ameaça de Donald Trump de impor tarifas ao Reino Unido e a outros países europeus por causa da Groenlândia, chamando a decisão de "completamente errada" e alertando que ela corre o risco de minar a unidade da OTAN.
O presidente dos EUA disse que uma tarifa de 10% entraria em vigor a partir de 1º de fevereiro sobre vários aliados da OTAN, incluindo a Grã-Bretanha, a menos que um acordo fosse alcançado para que os Estados Unidos comprassem a Groenlândia. Ele acrescentou que a taxa aumentaria para 25% até junho caso nenhum acordo fosse alcançado.
Starmer afirmou que o futuro da Groenlândia era uma questão exclusiva dos groenlandeses e da Dinamarca, ressaltando que a segurança no Ártico era uma preocupação compartilhada da OTAN. Penalizar aliados por agirem juntos em defesa coletiva, disse ele, ia contra os princípios da aliança.
Líderes da oposição em todo o Reino Unido ecoaram as críticas. A líder conservadora Kemi Badenoch disse que a soberania da Groenlândia deveria ser decidida apenas por seu povo, enquanto o líder dos Liberal Democratas, Ed Davey, acusou Trump de punir aliados "por fazerem a coisa certa".
O ex-diplomata sênior Lord Peter Ricketts instou os governos europeus a responderem com calma, argumentando que os interesses de segurança dos EUA na Groenlândia poderiam ser atendidos por meio da cooperação com a Dinamarca e a OTAN, e não por ameaças. Ele disse que o foco deve estar em trabalhar juntos para lidar com a segurança no Ártico, e não em escalar disputas com tarifas...
