Investigadores de corrupção na Ucrânia acusam a ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko de plano de suborno
O líder da oposição nega as alegações após operações anticorrupção e diz que a investigação está ligada a especulações eleitorais.
As autoridades anticorrupção ucranianas acusaram a ex-primeira-ministra Yulia Tymoshenko de organizar um esquema para subornar membros do parlamento na tentativa de enfraquecer a maioria do presidente Volodymyr Zelensky, segundo investigadores e reportagens da mídia ucraniana.
As alegações surgiram após agentes do Bureau Nacional Anticorrupção e o promotor especializado em anticorrupção revistarem escritórios ligados ao partido Patria de Tymoshenko na noite de terça-feira. Os promotores dizem que o caso envolve pagamentos supostamente oferecidos a deputados em troca de votação coordenada no parlamento.
Tymoshenko negou todas as acusações, dizendo que são falsas e motivadas politicamente. Em um depoimento, ela disse que as gravações de áudio citadas pelos investigadores não tinham relação com ela e que contestaria as alegações no tribunal.
O caso ocorre em meio a uma onda de investigações de corrupção de alto perfil na Ucrânia, incluindo investigações envolvendo figuras próximas ao presidente, enquanto crescem as especulações sobre possíveis eleições caso um cessar-fogo com a Rússia seja alcançado.
Tymoshenko, figura-chave na política pós-soviética da Ucrânia e ex-líder da Revolução Laranja, disse que as operações foram uma tentativa de marginalizar opositores políticos, acrescentando que os investigadores apreenderam telefones e documentos do trabalho, mas não encontraram evidências de irregularidades.
