Cookie

O Gamereactor utiliza cookies para assegurar que lhe proporciona a melhor experiência possível no nosso site. Se continuar, vamos presumir que está satisfeito com a nossa política relativa a cookies.

Português
Início
especiais

Estado da Nação: PlayStation 4

Lançamos um olhar para a nova força da Sony, e consideramos se a PS4 tem o que é preciso para se manter na liderança.

Em parte reavaliação, em parte guia de compras atualizado, vamos olhar à vez para cada plataforma, contextualizar os recentes anúncios efetuados na E3 e o seu impacto futuro, considerando o que cada sistema oferece de imediato. Podem ver ainda as nossas recomendações pessoais quanto a jogos obrigatórios.

Agora & Amanhã

A PlayStation 4 foi anunciada num evento exclusivo em Nova Iorque, em fevereiro do ano passado, e desde então a consola tem acumulado embalo colocando grande pressão na competição. Os números de vendas mais recentes, de abril, colocam a PlayStation 4 nos sete milhões de unidades vendidas em todo o mundo, mas deve estar para breve o anúncio dos 10 milhões (talvez na Gamescom?). Tudo somado, a PS4 segue o caminho como a consola que mais rapidamente vendeu de todos os tempos.

Estado da Nação: PlayStation 4

A Sony tomou bem cedo uma decisão que parece ter sido crucial para o sucesso da PS4, focando-se sobretudo numa plataforma de videojogos. Sim, a consola também funciona como um leitor Blu-Ray e inclui algumas aplicações (mais no estrangeiro do que por cá), mas não existem dúvida sobre qual é a principal objetivo da Sony para a PlayStation 4 - disponibilizar uma máquina de videojogos poderosa e com um preço razoável.

No que pareceu ser um esforço hercúleo, a Sony, ao longo dos últimos anos da PS3, conseguiu transformar a sua relação com editoras externas e com as produtoras independentes num verdadeiro trunfo. Se recuarmos cinco anos, não existiam praticamente produtoras independentes que preferissem a PSN ao Xbox Live - hoje é o inverso. E embora não seja o tipo de conteúdo que atraia muitos consumidores, o fluxo constante de jogos Indie tem mantido a PS4 com conteúdo de qualidade, mesmo durante alguns períodos mais mortos.

Um dos pontos negativos que a Sony tem tido de ultrapassar é a distinta ausência de exclusivos de peso. O adiamento de Driveclub foi um revés para o lançamento no ano passado e com The Order: 1886 adiado para 2015, também é válido afirmar que este outono não se afigura como particularmente forte. O próximo ano pode ser diferente, se The Order: 1886, Uncharted 4: A Thief's End e Everybody's Gone to The Rapture se confirmarem como lançamentos de 2015. Também sabemos que a Media Molecule e a Quantic Dream estão a trabalhar em algo, e depois existe sempre a incógnita de The Last Guardian.

A maior nuvem que se abate sobre a PlayStation 4 surge possivelmente na forma das receitas desapontantes da Sony como empresa em geral. Embora o departamento de videojogos esteja a ser lucrativo, os últimos anos foram duros para as outras fontes de receitas e isso pode eventualmente ter reflexo nos videojogos. Dito isto, se conseguirem manter o barco em direção a bom porto, a PS4 tem tudo para devolver a Sony à posição confortável que a empresa ocupava aquando da era da PS2.

Estado da Nação: PlayStation 4

Exclusivos

Os exclusivos disponíveis neste momento para a PlayStation 4 são certamente menos impressionantes que os da Xbox One. Obviamente que existe a versão Remastered de The Last of Us, que é provavelmente o melhor jogo das duas gerações até ao momento, mas além disso não existe muito mais que mereça particular realce.

O título de lançamento, Killzone: Shadow Fall, foi relativamente bem recebido, mas Knack foi uma desilusão. Já Infamous: Second Son pareceu ter potencial para chegar longe, mas não consegui atingir estatuto de clássico. A PS4 tem se mantido viável sobretudo graças a um forte apoio das editoras externas, pelo menos ao nível de jogos de maior perfil.

Estado da Nação: PlayStation 4

Aplicações & Interface

A PlayStation 4 oferece uma interface elegante e funcional, embora não pareça particularmente eficaz para bibliotecas grandes de jogos. A navegação é superior à da PS3, e também mais cómoda e rápida - passar de um jogo para os menus principais é uma operação simples e instantânea. Dito isto, a interface não parece ter sido desenhada a pensar em bibliotecas povoadas. Em alguns casos parece que a escala da interface não se adequa a algumas situações e isso é especialmente verdade na PS Store, embora a Sony já tenha melhorado o serviço desde o lançamento.

A consola chegou ao mercado com um número limitado de aplicações, mais ainda que noutros países. Infelizmente parece que Portugal continuará com um leque de serviços reduzidos neste aspeto. Esperemos para ver como se comporta a Xbox One por cá nesse aspeto. Ainda assim, uma aplicação que pode ser interessante é o PlayStation Now, o serviço de streaming que permitirá jogar títulos de PS3 em aluguer. Gostamos obviamente do potencial do PS Now, mas existem ainda muitas dúvidas, desde a implementação do serviço na Europa, aos preços.

Estado da Nação: PlayStation 4

Periféricos

Se a Xbox One tem o Kinect e a Wii U tem o GamePad, a Sony tem a PS Vita. Embora a portátil da Sony tenha sido criticada, e existiam motivos para isso, a Vita também tem as suas forças (podem também espreitar o nosso Estado da Nação: PS Vita). Se têm uma PS4, a Vita é um complemento muito interessante para ter à mão, isto se o preço não for necessariamente problema.

São cada vez mais os títulos que suportam Crossbuy e Crossplay, que podem ser jogados nas duas plataformas, o que é fantástico. Depois também existe a opção de Remote Play, que vos permite jogar PS4 a partir da PS Vita, via streaming. É um ajuste perfeito e adaptação dos controlos é bastante boa pela maioria.

Quanto ao DualShock 4, este será possivelmente o comando mais confortável que a Sony já produziu, mas tem alguns problemas. A borracha que cobre os analógicos é de fraca qualidade, deteriorando-se rapidamente, enquanto que a bateria tem uma duração demasiado limitada, muito inferior à bateria do DualShock 3.

Depois também existe a PlayStation Camera, que tem tido pouco impacto na consola. A Sony optou bem cedo por relegar a câmara para um segundo plano, o que parece ter sido a melhor decisão, já que a Microsoft foi obrigada a tomar medidas semelhantes para o Kinect. O público não parece de facto muito interessando neste tipo de periféricos.

A Sony tem ainda algumas incógnitas previstas para o futuro, nomeadamente a PlayStation TV, que funciona como uma Vita caseira, e o Project Morpheus, o projeto de realidade virtual da Sony. Tanto num, como no outro, existe potencial, mas ainda é cedo para os avaliar.

Na página seguinte podem ver os jogos recomendados

Recomendações

Call of Duty: Ghosts vs. Battlefield 4

Estado da Nação: PlayStation 4

Estes dois FPS partilham algumas semelhanças e foram ambos classificados com a mesma nota pelos editores do Gamereactor. Se têm interesse neste género, o mais provável é que já tenham escolhido um lado há algum tempo. Por agora, se estão felizes com essa escolha, tudo o que podemos fazer é recomendá-los a manterem-se no percurso que escolheram, já que as duas séries estão ainda à procura de encontrar terra firme na nova geração. CoD: Advanced Warfare e Battlefield: Hardline podem já trazer mais algumas respostas.

TowerFall: Ascension

Estado da Nação: PlayStation 4

Se gostam de jogar com amigos na mesma sala, TowerFall: Ascension é a vossa melhor escolha para a PS4. Quatro personagens percorrem uma arena estática, disparando setas do seu stock limitado enquanto tentam eliminar os adversários, colecionando power-ups pelo caminho. Os controlos estão muito bem equilibrados e o movimento das personagens tem um nuance fantástico. É o tipo de jogo com o qual se podem divertir de imediato, mas que exige dedicação para ser dominado.

Killzone: Shadow Fall

Estado da Nação: PlayStation 4

Como título de lançamento, Killzone: Shadow Fall acabou por ser algo ofuscado pela pérola Indie, Resogun, outro exclusivo PS4, mas existem várias coisas positivas neste novo Killzone. A campanha oscila bastante em termos de qualidade, mas visualmente, Killzone: Shadow Fall é um espanto. Algumas sequências são fantásticas, mas também existem momentos bastante frustrantes. É uma experiência que varia entre o bom e o medíocre, mas que pode ser uma boa opção para fãs do género FPS, até porque o multijogador tem qualidade.

The Last of Us: Remastered

Estado da Nação: PlayStation 4

Apesar de ser um jogo lançado há um ano para a PS3, The Last of Us: Remastered é, neste momento, o melhor título disponível na PS4. Este é o tipo de jogo que consegue proporcionar uma experiência memorável, pela qualidade da história, das personagens e da produção. Do visual às performances dos atores, tudo é de grande qualidade, incluindo a jogabilidade. Se não tiveram oportunidade de o jogar na PS3, é obrigatório.

Tomb Raider: The Definitive Edition

Estado da Nação: PlayStation 4

Outro jogo da geração anterior, adaptado para a atual. Tomb Raider não é um título imprescindível, seja nas consolas anteriores, ou nas novas, mas é ainda assim um jogo de grande qualidade. Alguns elementos podiam ser melhores, mas no geral vão encontrar uma aventura muito sólida, que serve de fundação para a nova Lara Croft. Apesar de não ser um título de "verdadeira nova geração", Tomb Raider: The Definitive Edition" é de facto a melhor versão do jogo.

Trials Fusion

Estado da Nação: PlayStation 4

Depois de uma geração em exclusivo nas plataformas Xbox, o brilhante Trials estreou-se finalmente nas consolas PlayStation. Trata-se de um jogo de motocross, que se baseia num soberbo motor de física e num design perfeito das pistas, de tal forma que por vezes parece mais um jogo de puzzles. Se procuram algo que vos entretenha durante horas, sem darem por isso, Trials Fusion merece a vossa atenção.

Resogun

Estado da Nação: PlayStation 4

Apesar de ser um jogo de um estúdio pequeno, apenas disponível digitalmente, Resogun foi, para a maioria, o melhor exclusivo de lançamento da PS4. É um shooter espacial declaradamente arcade, mas com uma excelente produção, controlos refinados e um vício que não parece ter fim. Recentemente a Sony até incluiu um novo editor de naves, se quiserem experimentar.

Transistor

Estado da Nação: PlayStation 4

Existe algo de sombrio, mas cativante, nos jogos da Super Giant Games. Embora Transistor siga as pegadas de Bastion em alguns elementos, também consegue percorrer algum terreno novo. O sistema de combate é bastante profundo, de tal forma que só a meio do jogo é que nos apercebemos de como o usar em todo o seu potencial. Se gostam do estilo RPG, com um toque elevado de personalidade, devem espreitar Transistor.

Child of Light

Estado da Nação: PlayStation 4

Este lindo RPG da Ubisoft é como um conto de fadas que ganhou vida. Os cenários são de morrer e a história é encantadora, mas por baixo desde espírito de fábula está um sistema de combates por turnos que vai desafiar até os mais experientes jogadores do género. É outro exemplo do que a tecnologia UbiArt da Ubisoft pode fazer.

Infamous: Second Son

Estado da Nação: PlayStation 4

Este novo capítulo de Infamous surgiu com grandes promessas, mas de certa forma acabou por desiludir um pouco. A sua qualidade não é suficiente para assumir um estatuto de "obrigatório", mas é ainda assim um bom jogo de ação, sobretudo para quem aprecia a temática de super-heróis. Além disso é um espanto visual. Se querem impressionar alguém com a vossa PS4, Infamous: Second Son é o jogo para isso.



A carregar o conteúdo seguinte