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Estado da Nação: PS Vita

Olhamos de novo para as potencialidades de uma das nossas plataformas favoritas dos últimos anos.

  • RedaçãoRedação

Em parte reavaliação, em parte guia de compras atualizado, vamos olhar à vez para cada plataforma, contextualizar os recentes anúncios efetuados na E3 e o seu impacto futuro e considerar o que cada sistema oferece de imediato e dar as nossas recomendações pessoais quanto aos jogos obrigatórios.

Agora & Amanhã

Lançada no final de 2011 no Japão e no início de 2012 no resto do mundo, a PS Vita entrou no terceiro ano de vida e ainda está a esforçar-se para encontrar o seu lugar no mundo dos videojogos. A princípio, a Sony posicionou-a como uma portátil com capacidade para rivalizar com a irmã mais velha - a PlayStation 3 - e em consequência a consola recebeu versões portáteis dos maiores êxitos da Sony - Uncharted, Resistance, Little Big Planet, Killzone - mas essa estratégia acabou por falhar em abrir a portátil ao grande público.

Hoje em dia, continuam a existir conversões ocasionais de jogos de PS3 (como Borderlands 2), mas o principal foco em termos de software parece estar colocado nos títulos indie, jogos de menor escala e atualizações HD de títulos mais antigos (Metal Gear Solid, Ratchet & Clank, Jak, Final Fantasy, etc.). Ainda há muito a acontecer na PS Vita, mas não o suficiente para virar cabeças com tanta facilidade.

Hoje em dia, um dos seus principais pontos de atração por entre os jogadores deverá ser a funcionalidade de reprodução remota que permite jogar títulos de PS4 na portátil. Funciona muito bem e em vários caos os controlos são adaptados para que a menor quantidade de botões na Vita não afete (em demasia) a jogabilidade.

Em cima falámos dos títulos indie, e hoje em dia é mesmo neste campo que a Vita mais parece brilhar. A Sony tem vindo a abrir as portas aos produtores independentes e a incentivá-los a colocarem os seus jogos em todas as plataformas PlayStation, e a Vita só tem beneficiado com isso. Jogos como Hotline Miami, Luftrausers, Thomas Was Alone, Fez e Guacamelee são grandes exemplos da gama de jogos indie em oferta. Para quem investiu em mais do que um dispositivo PlayStation, a atração dos títulos Cross-Buy e da coleção de jogos instantânea do PS Plus é imensa.

O mais preocupante para a Sony é o facto de, apesar da consola estar há dois anos e meio no mercado, ainda não ter atingido o número mágico de 10 milhões de unidades vendidas. E apesar da PSP ser considerada por muitos como um fracasso, a verdade é que os números da Vita ficam atrás dos da primeira portátil da Sony. Notícias de lojas que não mantêm a consola em stock e de bundles cada vez mais desesperados (10 jogos grátis!) dão a ideia de uma consola em dificuldades. Não parece existir um caminho muito claro a seguir, mas talvez isto não tenha tanto a ver com aquilo que a Sony fez ou ainda pode fazer, mas antes pelo facto dos smartphones e tablets terem mudado a forma como encarámos os jogos portáteis. Talvez não exista mercado para uma plataforma de jogos portátil dedicada (que não seja da Nintendo) fora do Japão.

Na última E3 a Sony dedicou um minuto à Vita na sua conferência de imprensa e não revelou jogos novos. Um sinal alarmante, mas talvez possamos ver mais anúncios na Gamescom e no TGS. Oferecer um bundle que junte a Vita à PlayStation 4 é um passo na direção certa. O futuro parece incerto, mas continuamos a ouvir que a base instalada de jogadores da Vita compra bastantes jogos. Há esperança para o futuro com exclusivos como Murasaki Baby e Gravity Rush 2, além de indies como Hotline Miami 2: Wrong Number, Nuclear Throne, Mercenary Kings, Don't Starve e Grim Fandango (OK, semi-indie ou algo do género).

Exclusivos

Parece que a Sony deu um passo atrás em relação aos exclusivos na PS Vita. Nos primeiros dois anos vimos Killzone: Mercenary, Gravity Rush, Uncharted: Golden Abyss, Resistance: Burning Skies, Little Big Planet Vita, Assassin's Creed III: Liberation e Call of Duty: Black Ops Declassified (já se tinham tentado esquecer deste, não é?). E, claro, Tearaway. Mas parece que estes títulos não foram suficientes para vender a consola aos jogadores ocidentais.

No horizonte temos Murasaki Baby - que parece encaixar algures entre um grande exclusivo e um título indie. Depois temos também o "Team Gravity Project", que praticamente todos assumem ser Gravity Rush 2. As coisas têm andado sossegadas desde que foi anunciado o ano passado no Tokyo Game Show, mas esperamos ouvir mais em breve.~

Apesar de Helldivers não ser tecnicamente um exclusivo, a verdade é que a Vita oferece a funcionalidade exclusiva de jogá-lo online com jogadores de PS3 e PS4. É um feito de notar num jogo de ação e esperamos que seja apenas o primeiro de vários a oferecer este tipo de funcionalidade.

Aplicações & Interface

A interface da PS Vita permaneceu praticamente imutável ao longo dos seus dois anos e meio no mercado, apesar de terem sido adicionadas várias aplicações, mas talvez o mais notável em tempos recentes seja o elo de ligação com a PS4 que possibilita a reprodução remota. É extremamente fácil de utilizar e permite-nos jogar títulos da PS4 na Vita rapidamente. O mesmo não se pode dizer de outras aplicações da Vita (em especial do Gestor de conteúdo) e continuamos a questionar a utilidade da estranha aplicação Near. Em termos de aplicações adicionais, temos Music Unlimited, Skype, YouTube, etc..

Uma das alterações efetuadas à interface da Vita foi a possibilidade de adicionar ainda mais aplicações e jogos (aparentemente são 500, de acordo com a Sony) - mas ainda estamos na fase em que não sentimos necessidade de criar pastas com 6-7 páginas de aplicações e jogos.

Periféricos

Apesar das portáteis não receberem o mesmo número de periféricos que as suas irmãs estacionárias, quisemos colocar a PlayStation TV (conhecida no Japão como Vita TV) nesta categoria. Originalmente, o aparelho foi concebido como uma forma de dar aos jogadores japoneses a opção de jogarem os seus jogos da Vita numa TV, e está a ser posicionado perante o público ocidental como um dispositivo de streaming de preço acessível. Vai ser possível jogar jogos da Vita, mas também pode fazer stream de uma PlayStation 4 e será compatível com o serviço PlayStation Now.

Mesmo que tenha deixado cair o nome Vita antes da apresentação ocidental, o aparelho vai ajudar a aumentar o apelo da portátil, já que mais pessoas poderão comprar e desfrutar de títulos da Vita, mas claramente a Sony não considera ser essa a principal razão para trazer a PlayStation TV para este território.

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