Especialistas em clima alertam que partidas da Copa do Mundo podem ultrapassar o limite de calor extremo, colocando em risco jogadores e torcedores
A Copa do Mundo na América do Norte deve ser mais quente do que a Copa do Mundo de 1994 nos EUA.
A Copa do Mundo de 2026 apresentará um grande desafio para os jogadores de futebol não só por ser a edição mais longa (com 48 times, terá uma fase extra de eliminatórias antes das oitavas de final), mas também por causa do calor na América do Norte durante junho e julho. Algumas equipes terão mais sorte, já que ela acontece em todo o continente, no México, Estados Unidos e Canadá, mas o calor extremo de algumas áreas, assim como o aumento das temperaturas ao redor do mundo, podem tornar a Copa do Mundo mais quente, pior do que quando os EUA sediaram o torneio em 1994.
Isso segundo especialistas climáticos de todo o mundo, unidos pela World Weather Attribution (WWA), alertando que um em cada quatro jogos da Copa do Mundo pode ser disputado em condições muito quentes. "Jogadores e torcedores enfrentam um risco muito maior de calor e umidade intensos na Copa do Mundo de 2026 em comparação com o torneio de 1994 no mesmo continente", disseram eles.
Cinco partidas devem ser disputadas a 28°C no índice de Temperatura Global Molhado (WBGT), que mede o quão eficazmente o corpo consegue se resfriar em calor, umidade, exposição solar e vento, que, segundo a associação de jogadores FIFPRO, está acima do limite e as partidas devem ser adiadas.
No verão passado, na Copa do Mundo de Clubes realizada nos Estados Unidos, as partidas tinham pausas obrigatórias para resfriamento, mas alguns jogadores ainda reclamavam que eram obrigados a jogar nos piores horários para que as partidas fossem transmitidas à noite na Europa. Mas também há preocupação com os torcedores apertados no estádio, "que correm ainda mais risco porque não serão cuidados por muitos médicos", disse a WWA.
