Na última quinta-feira, 17 de julho, o The Wall Street Journal publicou uma coleção de cartas presenteadas a Jeffrey Epstein em seu 50º aniversário em 2003, e uma delas tinha a assinatura de Donald Trump ao lado de um desenho de uma mulher nua. Incluía a frase "Feliz Aniversário - e que todos os dias seja outro segredo maravilhoso".
O governo Trump disse rapidamente que a carta era falsa, para cortar os laços com o infame financista nova-iorquino Jeffrey Epstein, considerado culpado de tráfico sexual com menores, que morreu na prisão em 2019, supostamente como suicídio, e que muitos acreditam ser parte de um escândalo sexual maior envolvendo muitas pessoas poderosas que o governo está tentando encobrir, mesmo quando muitos de seus eleitores ainda querem que a "lista de clientes de Epstein" seja tornada pública.
Como resultado do artigo do WSJ, o presidente dos EUA processou os dois repórteres do Wall Street Journal que trouxeram a história por difamação e calúnia, bem como Rupert Murdoch, dono da holding News Corp. E na segunda-feira, ele deu um passo adiante e vetou o WSJ de sua próxima viagem presidencial à Escócia.
A secretária de imprensa Karoline Leavitt disse que era "devido à conduta falsa e difamatória do Wall Street Journal". Alguns repórteres são incluídos no "pool de imprensa" para cobrir as viagens oficiais com o presidente. Normalmente, repórteres de diversos meios de comunicação participam desse pool, mas, como relata a CNN, Trump já vetou dois meios de comunicação: o WSJ e a Associated Press, porque os meios de comunicação internacionais ainda se referiam ao "Golfo do México", apesar de Trump ter ordenado chamá-lo de "Golfo da América".