Clintons vão testemunhar na investigação da Câmara Epstein, evitando voto de desacato
O acordo vem após meses de resistência e dias antes do Congresso estar prestes a agir sobre as penalidades.
Bill e Hillary Clinton concordaram em testemunhar em uma investigação da Câmara sobre o falecido agressor sexual Jeffrey Epstein, recuando de um confronto que quase desencadeou votos de desacato ao Congresso contra eles. A decisão foi confirmada na segunda-feira, poucos dias antes da expectativa da câmara liderada pelos republicanos agir sobre possíveis sanções.
A decisão segue um tenso impasse com James Comer, presidente do comitê de supervisão da Câmara, que insistiu que ambos os Clintons cumprissem integralmente as intimações do Congresso e comparecessem para depoimentos juramentados. Um porta-voz dos Clintons disse que eles negociaram de boa-fé e estavam preparados para testemunhar sob juramento, acusando Comer de politizar o processo.
Por meses, o ex-presidente e ex-secretário de Estado se recusaram a comparecer, argumentando que as intimações eram legalmente inválidas e criadas para constranger os opositores políticos como parte de uma campanha mais ampla incentivada por Donald Trump. O comitê de supervisão respondeu apresentando acusações de desacato, uma medida que poderia ter levado a multas ou até prisão caso as condenações fossem asseguradas.
A investigação ganhou novo impulso com a divulgação de milhões de arquivos do Departamento de Justiça relacionados a Epstein, reacendendo o escrutínio de seus vínculos com figuras poderosas. Embora Bill Clinton tenha reconhecido uma relação social passada com Epstein e negue qualquer irregularidade, o caso se tornou um ponto de conflito na política dos EUA...
