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Análises Xcom: Enemy Within

XCOM: Enemy Within

Até onde estão dispostos a ir para assegurar a sobrevivência da raça humana?
GR Staff Testado em PC 19 Novembro 2013

Sempre que o nome XCOM aparece, enche-nos com um maravilhoso sentimento de Nostalgia. O jogo original para DOS, UFO: Enemy Unknown de 1994, foi revolucionário e ocupa ainda hoje um lugar muito especial no nosso coração. Quando a Firaxis ressuscitou a série o ano passado, fizeram-no com grande respeito pelo original, apesar de terem atualizado a experiência para patamares modernos.

O resultado final foi fantástico, mas ainda faltava algo para estar realmente à altura do original. É por isso que tínhamos grandes expetativas para esta expansão.

A história de XCOM: Enemy Within é essencialmente a mesma de sempre. A Terra foi invadida por alienígenas que chegaram com vontade de mostrar aos humanos que quem manda agora são eles. A humanidade, porém, já esperava algo deste género, e tinha a iniciativa XCOM preparada. A XCOM, como provavelmente já sabem, é uma organização internacional secreta que se especializa em enfrentar ameaças extra-terrestres. A grande novidade desta vez é que nem todos os humanos acreditam que os alienígenas sejam uma ameça que devamos combate. O grupo terrorista Exalt decide então aplicar os seus recursos na luta contra a XCOM.

É aqui que XCOM: Enemy Within (inimigo interno) ganha o seu significado literal. Esta nova organização terrorista acrescenta muito ao jogo, tentando espalhar o pânico entre a população com a sua propaganda. Além disso tentam aplicar várias sabotagens que podem afetar os vossos recursos ou as pesquisas. Se decidirem ignorar a Exalt, podem sofrer danos irreversíveis.

Sempre que descobrem uma potencial ameaça, podem enviar um dos vossos agentes para espiarem o grupo terrorista em questão. Depois de algum tempo devem enviar uma equipa vossa para resgatar o agente enviado anteriormente. Depois devem jogar uma missão furtiva, onde terão de invadir a sua base e descarregar informação dos computadores, ou jogar uma missão mais direta, onde terão de proteger um transmissor enquanto enfrentam ondas de soldados Exalt.

O verdadeiro desafio de enfrentar os Exalt surge no tipo de táticas que aplicam no campo de batalha. São seres humanos e como tal pensam e agem de forma semelhante ao jogador. Enquanto os inimigos alienígenas andam em pequenos grupos e normalmente não fazem nada de especial até detetarem o jogador, os operativos da Exalt vão caçar-vos com muitas das táticas que vocês também usam. Um atirador furtivo vai procurar terreno elevado e esperar para conseguir um tiro perfeito, enquanto que as tropas terrestres têm acesso a equipamento médico, e lança-mísseis, que vão usar para destruir a vossa cobertura antes de atacarem em grupo. Tentar ser sorrateiro e eliminar um grupo à vez não é tão eficaz como com os alienígenas, já que os Exalt comunicam entre si e pedem reforços se estiverem em desvantagem numérica.

Para combaterem esta ameaça vão encontrar vários melhoramentos novos para os vossos soldados e aqui o título de XCOM: Enemy Within ganha um significado mais filosófico. Agora é possível melhorar os soldados a um nível genético, ou substituir os seus membros e torná-los num soldado da classe MEC. A batalha para salvar a Terra chegou a um ponto tão desesperante que a XCOM está disposta a fundir os corpos dos seus soldados com tecnologia alienígena. A ideia passa por retirar as fraquezas do corpo humano... mas não foi precisamente isso que os alienígenas fizeram a todas as outras raças que conquistaram?

Por outro lado, se esquecermos a discussão ética, estas inovações são realmente úteis. As modificações genéticas permitem-nos personalizar os soldados de várias formas. Por exemplo, uma alteração permite mudar a estrutura óssea de um soldado, outra permite regenerar saúde em cada turno e outra permite melhorar a visão, o que é particularmente útil para atiradores furtivos.

Enquanto estas modificações genéticas são pequenos melhoramentos, o soldado MEC é uma revolução total. Aqui devem escolher um dos soldados, e todos os seus membros são substituídos por máquinas. Ganham o vosso próprio Robocop. O soldado MEC pode depois utilizar os fatos MEC, que são enormes robôs com armas poderosas. Com isto, o soldado MEC torna-se num tanque com pernas, um papel que estava em falta no anterior, capaz de segurar a linha da frente e absorver os ataques dos inimigos.

Outra forma de evoluir os soldados passa por lhes oferecer medalhas conquistadas por feitos heroicos. Com todas as opções que estão disponíveis em Enemy Within, o investimento em cada soldado acaba por ser ainda maior do que em Enemy Unknown. Nunca a morte permanente pareceu tão injusta, quando um soldado treinado durantes horas e melhorado através de medalhas e modificações genéticas, cai abatido depois de receber um disparo crítico bem colocado.

Com todas estas melhorias, poderiam presumir que o jogo se tinha tornado muito mais fácil. Bom, estariam enganados, porque os alienígenas também receberam brinquedos novos. Os seus MECs, chamados Mectoids, incluem dois canhões de plasma e podem disparar duas vezes por turno se não se moverem. A isso juntem uma saúde de 20 pontos (em Normal) e um escudo de 6, quando estão ligados a um Sectoid. É necessário um esforço de equipa para atirar com um Mectoid ao chão.

Outra unidade nova é o Seeker, que se pode tornar invisível e é especialista em procurar soldados que estejam isolados. Eles não constituem uma grande ameaça para todo o grupo, mas se agarrarem um soldado e ninguém o defender, eventualmente estará morto. Deixar um atirador furtivo para trás sozinho é agora uma estratégia muito perigosa.

Contudo, o elemento que acabou por afetar mais as nossas prioridades táticas foi o novo recurso Meld. Este recurso é necessário para as modificações genéticas e para os MECs e tal como Elerium e Alien Alloys, pode ser recolhido diretamente do inimigo. A questão é que se auto-destrói em poucas rondas se não o recolherem. Isto levou-nos a quebrar a nossa formação na tentativa de recolher este precioso recurso.

Os mapas também ganharam uma muito necessária variedade. Existem tantos mapas novos que cada missão parece realmente única e como os ovnis agora podem aterrar em zonas urbanas, a tarefa de os pilhar tornou-se ainda melhor.

Ainda assim, sentimos que faltam alguns elementos. Continuamos limitados a um máximo de seis soldados e continua a não ser possível levar mais equipamento do que os soldados conseguem carregar consigo. Isto funciona bem nas missões mais pequenas, mas nas áreas maiores, como as bases dos alienígenas, torna-se difícil gerir uma equipa tão pequena.

Mas isso não é grave, é só uma pequena queixa. O que é grave é o preço desta expansão. Na versão de PC custa € 29.99, o que não é muito mau pelo que Enemy Within oferece, mas os jogadores de consolas terão de comprar a Commander Edition por € 39.99, mesmo que já tenham XCOM: Enemy Unknown. É um excelente negócio para quem não jogou o anterior, mas é péssimo para quem jogou.

Xcom : Enemy Within é exatamente o que uma expansão deve ser. Melhora o que já era um excelente jogo e ainda acrescenta conteúdo novo e variado. O preço é elevado, sobretudo para os jogadores de consolas, mas se gostaram do anterior, vale bem a pena.

9
Excecional em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Modificações genéticas. Novos inimigos. Mapas mais variados. Essencialmente melhora o que já era um excelente jogo.
Contras O preço é um pouco puxado, sobretudo nas consolas.
Nota da rede Média de 6 edições da Gamereactor
8,8 amplitude 8–9
Gamereactor 9
Gamereactor Norge 9
Gamereactor Deutschland 8
Gamereactor España 9
Gamereactor Italia 9
Gamereactor Portugal 9
Editorial Team Articles published under the Gamereactor byline are the work of the site's editorial team, covering news, releases and the wider industry across Gamereactor's European editions.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 1998 · 716 artigos publicados
9
Excecional Nota da rede em 6 edições
Dados do jogo
Produtora Firaxis
Editora 2K Games
Data de lançamento 14 Novembro 2013
Testado em PC
Género Strategy
Plataformas
PC PS3 Xbox 360 Mac iOS Android
Porquê confiar na Gamereactor
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1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
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1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.