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Xbox One: "Queremos lutar pelo primeiro lugar"

André Cardoso acredita que podem ganhar posições à Nintendo e à Sony.
Ricardo C. Esteves Editor-in-Chief Portugal Atualizado 30 Junho 2014

A Microsoft apresentou hoje a Xbox One em Portugal, confirmando o lançamento da consola para o dia 5 de setembro. O Gamereactor aproveitou a ocasião para conversar com André Cardoso, da Microsoft, sobre o atraso da consola, localização e a batalha que enfrenta num mercado maioritariamente dominado pela Sony e a PlayStation.

Gamereactor: Qual foi o motivo para este atraso de quase um ano do lançamento da Xbox One em relação aos outros territórios?
André Cardoso: Se olharmos para o mapa, geograficamente falando, reparam que estivemos em 13 mercados. Estes eram os mercados que já tinham a infraestrutura base da Xbox 360, e isso era essencial para lançar a "X1" com sucesso. A verdade é que, se lançássemos também antecipadamente em Portugal, perdíamos o tempo de localização, e essa tem sido uma das falhas que a comunidade nos aponta. Assim, preferimos esperar um ano, mas entregar a consola com o serviço ideal que os consumidores merecem.

Já anunciaram que a Xbox One estará localizada para português de Portugal, mas e os jogos? Começam a a ser várias as editoras que localizam os seus jogos para português. E a Microsoft? Também vão localizar os vossos exclusivos?
É algo que está na calha. Neste primeiro ano da Xbox One em Portugal queremos estabelecermo-nos como Player número 2 [referindo-se à cota de mercado] e quando o fizermos será muito fácil dar o segundo passo da localização. O primeiro é o da consola e os seus serviços, o segundo passa por termos os jogos localizados em português. Primeiro ano queremos afirmarmo-nos como Player número 2, localizar a consola e os seus serviços, e no segundo ano, começar a roer mais os calcanhares à nossa concorrência [Sony] do primeiro lugar, porque também queremos começar a chateá-los e depois começar também a tratar da localização dos jogos em português.

Também falaram dos conteúdos originais, que são uma grande aposta da Microsoft para a Xbox One, como Nightfall de Halo. Este conteúdo também será localizado para português? E as aplicações?
Sim, estará localizado, nem que seja com legendas. Em termos de aplicações, vamos ter o Skype, o Onedrive, o Youtube, o Machinima, o Twitch... todos localizados para português.

É bom saber isso. A Xbox One e a Xbox 360 têm fama de serem consolas muito direcionadas para o mercado norte-americano e britânico. Isso é algo que querem mudar com este lançamento em Portugal?
Claro que sim, e como já referi, o motivo do atraso foi precisamente esse, o de permitir que a consola chegue em condições e que as pessoas possam olhar para a X1 como um produto que está mais próximo deles e do mercado português.

Portugal é um mercado muito dominado pela Sony e a PlayStation. para usar as suas palavras, tem sido o "Player número 1". Quais são os vossos planos a médio e longo prazo para chegarem a essa posição?
Peço desculpa mas não posso falar disso, seria dar o ouro ao bandido, mas temos obviamente essa ambição. Como disse, o objetivo é afirmarmo-nos como o Player 2 no próximo ano e a seguir começar a lutar pelo primeiro lugar nos anos seguintes.

A consola será lançada logo com versão com e sem Kinect, mas originalmente, o Kinect era uma peça crucial da experiência Xbox One. Esta separação da consola e do acessório não prejudica a visão original da Xbox One?
Não vejo as coisas dessa forma. Se as pessoas quiserem tirar todo o proveito da consola, devem ter sempre o Kinect ligado, mantemos isso, mas ouvimos os nossos fãs e um dos maiores pedidos era uma Xbox One sem Kinect e com um preço mais acessível. O Kinect também pode ser adquirido à parte, por 150 euros, preço a confirmar.

Quais são as vantagens de ter o Kinect ligado à Xbox One?
Há jogos que funcionam melhor com o Kinect ou que só podem ser utilizados com o Kinect e permite chegar a um público diferente que não goste tanto de jogar com comando e une a família. Também existem outras funções que permitem controlar o ambiente de entretenimento da sala de estar com comandos de voz, como ver televisão. Também permite reconhecimento facial e comunicação por Skype, por exemplo.

Editor-in-Chief Portugal Ricardo C. Esteves was editor-in-chief of Gamereactor Portugal, writing for the site from 2013. He covered video games across news, previews and reviews, and also wrote on film and television.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2013 · 7.617 artigos publicados
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