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Análises Wildstar

Wildstar

Wildstar é uma proposta interessante para amantes do género, desde que não procurem algo de original.
GR Staff Testado em PC 8 Julho 2014

Se pegarem no estilo visual de Ratcher and Clank, no conteúdo de World of Warcraft e no sistema de combate dinâmico de Guild Wars 2, e depois juntarem tudo num liquidificador, o resultado será semelhante a este MMORPG de ficção científica da Carbine Studios, Wildstar.

A Carbine é formada por vários ex-funcionários da Blizzard e a inspiração em World of Warcraft é clara como o dia. Visualmente é apelativo, com ambientes e personagens carregadas de cores e muitas características propositadamente exageradas, à semelhança de WoW. Wildstar vai talvez um pouco mais longe até, aproximando-se ainda mais de um aspeto cartoonesco, que também lembra Ratchet & Clank.

WoW não é, porém, uma influência meramente visual. Enquanto Guild Wars 2 se distanciou do MMO da Blizzard ao incorporar um sistema de Quests muito singular, Wildstar utiliza um modelo muito semelhante ao de WoW. Isto significa que a forma como abordam os dois jogos é idêntica, ou seja, chegam a uma área, recolhem um mar de Quests, vão completá-las, regressam e entregam-nas. Existem, contudo, algumas Quests completadas à distância, aqui justificadas pelo contacto via rádio, mas também já existe algo semelhante em WoW há alguns anos.

Na verdade, não nos importamos muito com este sistema de Quests tradicional. O grande problema é que as Quests em si são aborrecidas e desinspiradas. Não existe grande imaginação no tipo de tarefas que terão de realizar - algo como matar X número de inimigos, recolher Y número de itens, escoltar um NPC, e outras tarefas semelhantes. Existem algumas Quests mais interessantes, claro, mas acabam por ser raras em comparação com a quantidade tremenda de tarefas genéricas que terão de cumprir.

A forma como a história é apresentada também não é particularmente apelativa, intervalando autênticas muralhas de texto com gravações de voz ocasionais. O que é uma pena, porque a história nem é má de todo e o mundo é apelativo. O problema está na forma como tudo isto é apresentado ao jogador.

Mas nem tudo é copiado ou desinspirado em Wildstar. A Carbine introduziu um sistema de progressão na história curioso e original, diretamente ligado à criação de personagem, onde terão de escolher se o vosso herói é um explorador, um soldado, um cientista ou um colono. Este é um sistema separado das classes e ajuda a definir o tipo de conteúdo que vão encontrar durante a aventura. Como explorador, por exemplo, terão objetivos que vos levarão aos picos mais altos ou às cavernas mais profundas. Como colono poderão ajudar a catalogar o mapa, que por sua vez pode ser usado por outros jogadores e serão recompensados por cada pessoa que o usar. Ou seja, esta escolha acaba por moldar alguns dos objetivos que vão encontrar, mas a maioria é realmente aborrecido.

Felizmente, o design do mundo é bastante bom e de certa forma salva a porção a solo de Wildstar. A liberdade de movimentos é fantástica e o o cenário é bastante inspirado. Wildstar emprega uma sensação de controlo que é raro encontrar nos MMO e mesmo uma simples tarefa de viajar do ponto A ao ponto B pode tornar-se numa pequena alegria.

Outro elemento que ajuda a reforçar toda a experiência é o sistema de combate. As áreas de impacto dos ataques inimigos são apontados aos jogadores através de indicadores visuais, o que obriga a grande movimento e até reações rápidas por parte dos jogadores.

As classes têm também acesso a vários ataques que podem ser utilizados em movimento. A classes Stalker, em particular, parece ter sido desenhada com o propósito de movimento em mente. O combate em Wildstar é dinâmico e divertido, algo que é particularmente verdade nas batalhas com os bosses e nos eventos com grupos. A única falha que queremos apontar ao combate é uma certa ausência de impacto dos golpes. Os ataques não parecem ter muito peso ou efeito nos inimigos.

Tudo junto, somos obrigados a concluir que o conteúdo a solo de Wildstar acaba por ser uma desilusão. Não existe muito neste aspeto melhor do que já foi feito na última década. A Carbine jogou claramente pelo segundo neste aspeto, e embora existam alguns pontos positivos, como os que referimos em cima, esta parte específica do jogo podia ser bastante melhor.

Assim, é fácil concluir que o grande ponto forte de Wildstar é o conteúdo construído para grupos de jogadores. Existem três tipos de eventos específicos para ação cooperativa: Aventures, Dungeons e Raids.

As Adventures decorrem em aéreas relativamente abertas, onde grupos de cinco jogadores vão completar uma série de tarefas que normalmente os levam a percorrer grandes zonas. Tudo termina com uma batalha com um boss. Este conteúdo é pouco exigente nos requisitos e é particularmente indicado para quem dá os primeiros passos no género. A dificuldade é suficientemente alta para que exista o perigo de morte, mas é baixa o suficiente para que, se isso acontecer, tenham vontade de ser levantar e tentar de novo.

As Dungeons, como as Adventures, são para grupos de cinco jogadores e incluem dois modos de dificuldade - Normal e Veteran. Basicamente vão enfrentar vários grupos de inimigos menores, intervalados com alguns bosses, em áreas mais fechadas. Como se trata de conteúdo um pouco mais específico e estruturado, aqui é normalmente preciso maior cooperação do que nas Adventures. Se estão habituados às masmorras/dungeons/instances de outros MMO, já sabem mais ou menos o que esperar aqui.

Por último temos os Raids, que podem ser formados por 20 ou 40 jogadores. Infelizmente não tivemos oportunidade de experimentar este conteúdo, mas pelo que já vimos e conhecemos, segue a mesma linha que outros jogos do género. É um tipo de conteúdo para equipas mais desafiante e requer boa cooperação.

O conteúdo para grupos de Wildstar é bastante sólido, apesar de não ser particularmente revolucionário. Como em quase tudo no jogo, a Carbine não tomou grandes riscos nas secções para grupos e isso torna a experiência bastante sólida, mas também algo familiar.

Por último, Wildstar tem vários modos de PVP que podem experimentar. Existe uma arena que permite encontros de 1x1, 2x2, 3x3 e 5x5. Nos Battlegrounds são duas equipas de 10 em confronto para cumprirem vários objetivos. Neste momento o jogo só tem dois mapas disponíveis para os Battlegrounds. Num devem tentar recolher o máximo de máscaras possível antes que o tempo acabe. No outro as equipas alternam entre quem ataca e quem defende certos pontos de controlo. Convém também realçar que, quem preferir, pode ganhar experiência e subir de nível com o PvP.

Existe um outro modo PvP que é desbloqueado a nível máximo. Aqui, duas equipas de 40 jogadores defrontam-se para derrubar o forte oposto, que é personalizável e parcialmente construído por cada equipa antes de uma batalha. Para quem está familiarizado com WoW, lembra-nos a estrutura de Alterac Valley. Como o sistema de combate é bastante ativo e dinâmico, as batalhas entre jogadores pareceram-nos particularmente desafiantes e existe espaço para os melhores lutadores se destacarem através das suas competências com o jogo.

Wildstar é um jogo muito sólido, mas falta-lhe inovação. O sistema de combate é um ponto forte e o mundo é agradável, mas os modos e o conteúdo são algo desinspirados. As secções a solo, em particular, são aborrecidas e mereciam outro tipo de cuidado. Ainda assim, se gostam do género MMORPG, Wildstar é sem dúvida uma hipótese a considerar.

7
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Conteúdo para grupos de jogadores é sólido. Combate dinâmico e ativo.
Contras Conteúdo a solo é aborrecido. Não faz nada por inovar.
Nota da rede Média de 6 edições da Gamereactor
7,0
Gamereactor 7
Gamereactor Norge 7
Gamereactor Deutschland 7
Gamereactor España 7
Gamereactor Italia 7
Gamereactor Portugal 7
Editorial Team Articles published under the Gamereactor byline are the work of the site's editorial team, covering news, releases and the wider industry across Gamereactor's European editions.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 1998 · 745 artigos publicados
7
Bom Nota da rede em 6 edições
Dados do jogo
Produtora Carbine Studios
Editora NCsoft
Data de lançamento 2 Junho 2014
Testado em PC
Género MMORPG
Plataformas
PC
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.