Veja o que você precisa saber sobre o plano preliminar de Trump para acabar com a guerra na Ucrânia
Ucrânia banida da OTAN, Rússia de volta ao G8 e concessões territoriais.
Propostas preliminares, supostamente apoiadas por Donald Trump, exigiriam que a Ucrânia cedesse território à Rússia, bloqueasse sua adesão à OTAN e abrisse caminho para o retorno de Moscou ao G8, segundo rascunhos da proposta vistos pela Axios, AFP e Associated Press (via The Guardian).
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky disse que espera discutir o plano com Trump nos próximos dias, enfatizando que qualquer acordo deve garantir uma "paz digna" e proteger a independência da Ucrânia. A resposta de outros oficiais ucranianos tem sido mais severa, com alguns descrevendo o projeto como uma capitulação que se alinha intimamente às exigências de longa data da Rússia.
O plano de 28 pontos reconheceria a Crimeia, Luhansk e Donetsk como de fato russa, congelaria as linhas de frente em Kherson e Zaporizhzhia e reduziria o exército ucraniano a 600.000 homens. Também pede que a Ucrânia permaneça fora da OTAN, enquanto a Rússia será gradualmente reintegrada à economia global e readmitida no G8.
Segundo autoridades dos Estados Unidos, a proposta tem sido discretamente desenvolvida por semanas pelo enviado especial dos EUA e por altos responsáveis russos. A Casa Branca afirmou que o presidente apoia o plano, argumentando que ele beneficia ambos os lados. No entanto, espera-se que os governos europeus reajam, alertando que qualquer acordo não deve comprometer a segurança regional.
O rascunho do plano de Trump (resumido):
- Concessões territoriais: a Ucrânia cederia Donbas e reconheceria Crimeia, Luhansk e Donetsk como de fato russa.
- Restrições de segurança: a Ucrânia seria impedida de ingressar na OTAN e seria obrigada a reduzir significativamente suas forças armadas.
- Linhas de frente congeladas: Partes de Kherson e Zaporizhzhia permaneceriam "congeladas" segundo as atuais linhas de controle.
- Reintegração da Rússia: Moscou seria readmitida no G8 e verá sanções importantes suspensas, com ativos congelados parcialmente usados para reconstruir a Ucrânia.
- Garantias internacionais: sanções suspensas e uma resposta militar prometida caso a Rússia invada novamente, junto com jatos europeus estacionados na Polônia.
- Condições políticas: a Ucrânia realizaria eleições em até 100 dias e ambos os países implementariam programas educacionais promovendo a "tolerância".
