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Análises Ultra Street Fighter II: The Final Challengers

Ultra Street Fighter II: The Final Challengers

Ainda um clássico, mas merecia melhor tratamento.
David Caballero 27 Maio 2017

A perspetiva de ter uma nova versão de Street Fighter II na consola mais recente da Nintendo deixou-nos entusiasmados. É um jogo que amamos, que jogámos ao longo de várias décadas, e que tinha tudo para ser perfeito no formato portátil da Switch. Infelizmente, esse entusiasmo morreu após alguns minutos de jogo.

Ao 'cavarmos' no conteúdo que esta versão tem para oferecer, depois de verificarmos que a jogabilidade de SFII continua excelente, sofremos um combo de desilusões. Começa logo com a apresentação geral do jogo, em termos de menus e música, e depois percebemos que existem algumas ausências de peso que afetam novatos e veteranos. Sobretudo considerando que esta é, supostamente, a versão definitiva do jogo, esperávamos muito mais ao nível de extras (mais ainda considerando o preço).

Nem tudo é mau. A conversão do jogo em si, por exemplo, é boa. A qualidade visual é decente, a jogabilidade está imaculada, e o tempo de resposta é excelente, tanto na TV, como no modo portátil. As opções de cor, grafismo, e som, são também suficientes. Esta versão do jogo é baseada na versão Super Street Fighter II Turbo: HD Remix, que substituiu os gráficos originais por desenhos de alta definição. Pode, contudo, alternar entre o grafismo original e o mais recente, se quiserem a experiência "pura". O mesmo pode ser feito ao nível do som, alternado entre o original e o mais recente. Também é preciso mencionar a galeria de arte nos extras, com excelentes trabalhos originais e mais recentes.

A grande novidade na versão Switch é o modo Hado, que permite atirar "Hadokens" na primeira pessoa, utilizando o sensor de movimento dos Joy-Con (têm de simular que estão a realizar um Hadoken). O sensor até funciona de forma razoável, mas não tão bem como já vimos noutros casos. É um modo que requer muita tolerância por parte do jogador, e para ser honesto, depois de o jogarem duas ou três vezes, nunca mais lhe vão tocar.

O que realmente importa em Street Fighter II é o combate, a jogabilidade 2D. Embora este elemento esteja ao nível a que nos habituámos, os Joy-Con não são os melhores comandos para experienciar Street Fighter II. É um daqueles novos em que um controlador Pro pode fazer a diferença, sobretudo quando a Switch ainda não suporta qualquer comando "arcade" (essencial para a maioria dos jogadores de topo de jogos de luta).

Aliás, se são jogadores experientes de Street Fighter II, é provável que também fiquem bastante decepcionados com a ausência de qualquer tipo de opção para ajustamento da velocidade ou do dano. Provavelmente também não vão gostar que Evil Ryu e Evil Ken, duas "novas" personagens, são demasiado poderosas.

Além do modo arcade típico, não vão encontrar muitas novidades em termos de modos de jogo. Foi uma grande desilusão descobrir que elementos clássicos, como os níveis bónus do carro e dos barris, ou o modo torneio local, não estão presentes. Também não vão encontrar tutoriais específicos, desafios especiais, ou algum tipo de "museu", adições que este tipo de jogos/tributo normalmente incluem. O maior atrativo será potencialmente o modo online, que não estava disponível para experimentação.

Recordar as combinações clássicas, voltar a derrotar M. Bison (e Akuma), e absorver todo o sentimento de nostalgia, foi bom, mas não o suficiente. A versão definitiva de Street Fighter II merecia mais, muito mais, mas o que vão encontrar é uma cópia proveitosa da versão de PS3 e Xbox 360. O facto de custar € 39.99, em formato físico e digital, só acrescenta à gravidade da questão. Se o dia o apanharem numa promoção - uma boa promoção -, talvez valha a pena se são fãs da saga, mas no seu estado atual, o dinheiro é claramente mais bem gasto nos jogos de Switch do mercado, ou nos que estão para chegar.

5
Médio em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Galeria de arte. Jogabilidade continua excelente. Conversão de qualidade. Sistema de cores é um toque engraçado.
Contras Apresentação geral pouco trabalhada. Não tem novidades relevantes. Algumas ausência decepcionantes. Preço é absurdo.
Nota da rede Média de 8 edições da Gamereactor
5,0
Gamereactor 5
Gamereactor Norge 5
Gamereactor Deutschland 5
Gamereactor España 5
Gamereactor France 5
Gamereactor Italia 5
Gamereactor Nederland 5
Gamereactor Portugal 5
Editor-in-Chief Spain David Caballero was editor-in-chief of Gamereactor Spain, writing for the site from 2011. He covered video games alongside film, tech and wider culture, and interviewed developers at events across Europe.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2011 · 1.402 artigos publicados
5
Médio Nota da rede em 8 edições
Dados do jogo
Produtora Capcom
Editora Capcom
Data de lançamento 25 Maio 2017
Género Fighting
Plataformas
Nintendo Switch
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
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