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Tudo sobre a série de TV, Street Fighter: Assassin's Fist

Joey Ansah está a trabalhar numa adaptação de Street Fighter para a televisão, um projeto sobre o qual falou abertamente com o Gamereactor.

Street Fighter: Assassin's Fist é uma série televisiva e de internet que está a ser produzida pelos criadores do vídeo Street Fighter Legacy. O nosso colega Gillen McAllister realizou esta entrevista em 2013, mas dado que nunca foi publicada em português e que a série tem data prevista de lançamento para 2014, achámos que tinha chegado a hora de a partilhar com os nossos leitores.

Tudo sobre a série de TV, Street Fighter: Assassin's Fist

Já se passaram alguns anos desde que filmaram Street Fighter: Legacy. O que foi que vos inspirou a fazer a série, foi o péssimo filme Street Fighter: A Lenda de Chun-Li?

Joey Ansah: É mesmo isso. Essa foi a razão que nos levou a fazer Legacy. História engraçada que poucas pessoas não sabem; o plano nunca foi fazer aquele pequeno vídeo [Legacy]. A nossa abordagem original à Capcom foi para fazer uma série inteira e logo com a partir de [Street Fighter II] World Warrior. Mas através do processo percebi que a Capcom não ia financiar a série toda. Por isso pensei "e se eu fizer uma contra-abordagem?"

Super Street Fighter IV estava prestes a sair, por isso pensei fazer uma contra-abordagem com Legacy e talvez receber apoio por parte do departamento de makerting da Capcom e libertar o vídeo ao mesmo tempo. Foi assim que Legacy nasceu.

Depois do sucesso de Legacy, pensámos de imediato "vamos começar já a pensar na série televisiva." Mas aí reconsideramos, que em vez de fazer a série baseada em World Warrior, deveríamos recuar na história e fazer algo que antecedesse Legacy. O resultado é Street Fighter: Assassin's Fist.

Isto aconteceu por dois motivos. Primeiro, porque é uma boa história. É sombria. Penso que as origens de Ryu e Ken, e a história por trás do seu estilo de luta, é uma história clássica. Para novatos, pessoas que não estão necessariamente familiares com o universo de Street Fighter, parece-nos o ponto de partida perfeito. Antes de começarmos a introduzir o Blanka e todas as personagens malucas que conhecemos de World Warrior.

A segunda razão foi o preço. Como a maior parte decorre nas florestas japonesas, não é preciso gastar dinheiro em figurantes e outras despesas associadas a filmagens num ambiente urbano. Isto permitiu-nos fazer algo muito cinemático, mesmo com um orçamento reduzido, e se for um sucesso, podemos concentrarmo-nos em World Warrior, que tem localizações de todo o mundo.

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Mesmo com o orçamento limitado e um leque de personagens reduzido, acham que existe conteúdo suficiente para agarrar os fãs?

Se olharmos para os últimos filmes de Street Fighter, nota-se que Ryu e Ken têm uma presença muito limitada. No primeiro filme até são relegados para papéis quase terciários.

Por isso pensamos que os fãs estão desesperados para verem Ryu e Ken em ação. A sua história é das mais entusiasmantes e desenvolvidas. Considerando os prelúdios e os epílogos dos jogos e as animações japonesas, é de longe a história que desenvolve melhor. Mesmo que eventualmente produzamos uma série com as 12 personagens, ainda precisamos dos protagonistas principais. E Ryu e Ken são os nossos protagonistas.

Avançando para World Warriors, Guile e Chun Li teriam também de ser protagonistas. Porque é assim que a história global se desenrola. Com Guile a trabalhar para a C.I.A e Chun Li para a Interpol - ambos com o mesmo objetivo. É fácil perceber porque o protagonismo teria de ser repartido pelos quatro.

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Esta primeira série terá quantos episódios de que duração? E quando é que vai para o ar?

Ainda não podemos anunciar os planos de distribuição. Estão a decorrer algumas ações, mas só vamos anunciar os nossos parceiros em breve [já foram anunciados e a Lusomundo tem os direitos para Portugal]. No total serão duas horas de conteúdo. Apesar de ter a estrutura de uma série, eu sempre quis que fosse um filme, por isso podem pensar em Assassin's Fist como um filme por capítulos.

Tudo foi definido de início, com argumentos e painéis ilustrativos ou estão a fazer tudo conforme filmam?

Com Legacy utilizámos muitos painéis, porque era algo curto, mas para isto, não. Não estamos a usar painéis.

Mas estamos a utilizar um bom argumento e ao contrário de muitos filmes, tivemos bastante tempo para o trabalhar. Três anos, aliás. Já foi redesenhado várias vezes. Eu e o Christian Howard [co-argumentista e o ator que interpreta o papel de Ken] conhecemos o argumento como a palma da mão. A maior parte dos filmes - e como também sou ator já trabalhei em vários - têm o argumento reescrito várias vezes conforme avançam as filmagens.

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A história atravessa várias gerações, como vai funcionar?

Por onde começar?... Queríamos criar a história de origem definitiva para Street Fighter. A história é demasiado fraturada. Existe o Street Fighter original, onde Ryu vence Sagat no final. A animação depois acrescenta que Sagat ficou com a cicatriz por causa de Ryu. Depois, em Super Street Fighter II Turbo, introduziram Akuma. Aí descobrimos que Akuma é irmão do mestre de Ryu e Ken e que o matou. Só muito tempo depois é que o mestre recebeu um nome oficial, Gouken. A história tem sido basicamente encaixada com o lançamento de jogos novos.

Por isso baseamos-nos em tudo o que é considerado oficialmente como a história de Street Fighter, nomeadamente os prelúdios e os epílogos dos jogos. As animações que foram entretanto libertadas são oficiais, suportadas pela Capcom, mas não são consideradas para a história.

Penso que desta forma encontrámos uma forma de unir todas essas narrativas e de criar a história de origem definitiva, por isso esperamos que passe a ser a verdadeira história de Ryu e Ken.

Mais especificamente em relação a Ryu, como qualquer personagem que tem um conflito interno, mental... Ryu, como sabemos não conhece realmente os seus pais, e foi criado e adotado por Gouken. Também sabemos que Ryu, enquanto crescia, sempre pareceu não dar tudo de si. Parece que existe algo que o impede de atingir todo o seu potencial. Penso que é uma boa analogia pensar que Ryu não está efetivamente a lutar contra os seus oponentes, mas consigo próprio.

Já Ken é muito motivado pela competição. Sem querer deixar pormenores sobre a série, vão finalmente saber o que faz Ken no Japão com uma idade tão nova, porquê está com Gouken em vez de estar nos EUA com os pais.

Estão a basear-se na era Alpha dos jogos? Isso quer dizer que as personagens vão respeitar o aspeto que tinham nesses jogos?

Sem querer falar demasiado, posso dizer que os fãs vão ficar contentes com o que vão ver - e sim estamos a basearmos-nos na era Alpha, inclusive para o aspeto das personagens.

Isso quer dizer que o Christian está a deixar crescer o cabelo, ou vai usar uma peruca?

Acreditem em mim, ele parece-se exatamente com o Alpha Ken. E hm... sim. [risos]

Se estão a pensar algo como "será que vão ser corajosos o suficiente para fazer isso, e fazer o cabelo de Ken assim tão comprido..." sim. Não nos vamos afastar de seguir tudo isso à letra. É apenas uma questão de encontrar uma forma de fazer com que tudo funcione.

Outra coisa boa é que o Legacy também serviu como uma espécie de ensaio para o guarda-roupa. Por exemplo, da última vez se calhar exageramos nas sobrancelhas. Queremos ser fiéis ao material, mas existem coisas que podemos reduzir. Olhamos para tudo. Acho que os fatos já estavam bastante bons, mas olhamos para tudo - as luvas, a fita - tudo. Não fizemos qualquer compromisso.

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Como vão lidar com os poderes e os efeitos especiais

Queremos ser tão práticos quanto possível. Sou um grande fã de efeitos práticos à antiga. Cresci a ver os filmes de Jackie Chan e Bruce Lee... tudo real. E é isso que captura a nossa imaginação e queremos o mesmo aqui. Quando estiverem a ver alguém fazer um Shoryuken a cinco metros do solo, eles estão mesmo a fazer isso - na localização, debaixo de uma árvore, sem ecrãs verdes ou efeitos de computador. A pessoa, com ou sem fios, está mesmo a fazer aquilo.

As bolas de fogo são obviamente feitas em computador, são melhoradas, mas sem querer explicar como, estamos mesmo a atirar uma bola de fogo nos cenários para representar os Hadouken no ecrã, que é fantástico de ver ao vivo.

Quem está a fazer a banda sonora?

Patrick Gill, que também fez para o Legacy, está a trabalhar em Assassin's Fist. E ele é um compositor a ter em conta. Muitos fãs manifestaram o seu agrado para as duas músicas que fizemos para Legacy. O meu irmão, que também é um músico e um fantástico guitarrista, também está a trabalhar na banda sonora. E vamos mantermos-nos próximos dos temas dos jogos.

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