Trump corta a linha de vida da Venezuela com Cuba
O presidente promete interromper todos os fluxos de petróleo e dinheiro venezuelanos para a ilha, provocando uma resposta desafiadora dos líderes cubanos.
Donald Trump disse no domingo que nenhum apoio petrolífero ou financeiro venezuelano seria permitido chegar a Cuba, aumentando drasticamente a pressão sobre a ilha controlada pelos comunistas e instando seus líderes a fecharem um acordo com Washington. A medida segue um rigoroso bloqueio petrolífero dos EUA à Venezuela após a captura do presidente Nicolás Maduro no início deste mês.
A Venezuela tem sido o maior fornecedor de energia de Cuba, fornecendo cerca de 26.500 barris por dia de petróleo bruto e combustível no ano passado, aproximadamente metade da escassez de petróleo da ilha. Dados de navegação mostram que nenhuma carga venezuelana partiu para Cuba desde a intervenção dos EUA, aumentando o temor de agravamento de cortes de energia e escassez de combustível.
O presidente cubano Miguel Díaz-Canel rejeitou o alerta de Trump, insistindo que Cuba não seria coagida. "Cuba é uma nação livre, independente e soberana", disse ele, acrescentando que o país estava disposto a "defender a pátria até a última gota de sangue." O ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, afirmou que Havana tem o direito de importar combustível de qualquer fornecedor disposto.
À medida que os suprimentos da Venezuela se esgotam, o México emergiu como uma fonte alternativa limitada de petróleo, embora os volumes ainda sejam pequenos. A ameaça de perder o apoio venezuelano ocorre enquanto Cuba enfrenta severos apagões, escassez de alimentos e remédios, e uma crise econômica crescente que impulsionou uma migração recorde da ilha.
