Trump congela pagamentos para a indústria de defesa para forçar uma produção mais rápida de armas
A decisão da Casa Branca abala os mercados, já que os contratados são informados de que os lucros devem acompanhar o desempenho.
Donald Trump ordenou um congelamento de dividendos e recompras de ações em toda a indústria de defesa dos EUA até que as empresas acelerem dramaticamente a produção de armas, marcando uma das intervenções mais agressivas de um presidente no setor militar-industrial em décadas.
Em uma ordem executiva emitida na quarta-feira, Trump acusou grandes contratadas de priorizarem os acionistas em detrimento dos soldados, argumentando que atrasos e estouros de custos deixaram os EUA e seus aliados sem equipamentos militares críticos. A diretriz proíbe pagamentos a menos que as empresas entreguem armas no prazo e dentro do orçamento, com o Pentágono encarregado de identificar fornecedores com desempenho inferior em até 30 dias.
A medida abalou os mercados, fazendo as ações das principais empresas de defesa caírem enquanto os investidores assimilavam a possibilidade de um controle governamental mais rígido. Trump destacou a Raytheon como um exemplo de lenta reatividade, apesar de seu papel central na produção de sistemas de mísseis Patriot e outras armas de alta demanda.
Além das restrições financeiras, a ordem sinaliza uma reestruturação mais ampla. Os bônus executivos devem estar atrelados à velocidade de produção, e não aos lucros, e as empresas podem ser pressionadas a construir novas fábricas para expandir a capacidade. Trump também propôs limites à remuneração dos executivos, chamando os níveis atuais de remuneração excessivos.
A repressão ocorre enquanto Washington aumenta os gastos militares em meio ao aumento das tensões globais, com a Casa Branca deixando claro que os futuros recursos de defesa serão concedidos não pelo desempenho do balanço, mas pela rapidez com que as armas chegam ao campo de batalha.
