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Análises Tropico 5

Tropico 5

El Presidente regressa para comandar os seus fiéis súbitos, mas existe muito para o comandante fazer no novo jogo de Tropico.
GR Staff Testado em Multi 30 Maio 2014

Então mas... já perdemos? Com duas horas de jogo? Num Tropico? É verdade. Ainda na primeira ilha, quando estávamos prestes a livrarmo-nos da opressão - boom! Um "You Lose", seguido de um bilhete só de ida para o menu principal. Isto é algo de completamente novo - a hipótese de falhanço nunca tinha entrado na equação enquanto jogávamos Tropico.

No entanto, ali estávamos nós, humilhados e confusos, mas acima de tudo, impressionados. O nosso falhanço, por humilhante que tenha sido, representa a nova filosofia de design da Hamemimont Games. Mais jogabilidade, menos alarido e mais desafio. Os antecessores, especialmente Tropico 4, pareceram quase uma espécie de férias virtuais, em vez de expressarem os problemas de uma república das bananas enfiada entre nações poderosas. Tropico 5 é completamente diferente.

À primeira vista tudo será muito familiar para os jogadores mais experientes. Uma ilha, um presidente, uma população para explorar ou mimar, fações que exigem influência e algumas super-potências esquizofrénicas. Ou seja, tudo o que precisam para viverem felizes como um ditador das Caraíbas. Mas, como a história nos tem mostrado vezes sem conta, a coisa não costuma acabar bem para o pobre ditador. Através das várias eras (a adição mais importante ao jogo), vão encontrar desafios para o El Presidente resolver.

O primeiro, e o que acabou por nos envergonhar, está relacionado com a fundação da própria nação. O país do Tropico só se torna uma realidade depois de se livrarem do comando britânico. A primeira hora de jogo é um equilíbrio precário entre agradar o monarca de forma a manter o mandato e angariar apoios entre a revolução. Quando conseguirem fundar o país Tropico, acaba a era colonial e começa a era da guerra mundial.

Isto não só torna o jogo mais dinâmico como oferece ao jogador objetivos claros que deve tentar cumprir em cada era, algo de que os anteriores precisavam desesperadamente. As eras apresentaram também a oportunidade perfeita para a equipa redesenhar o sistema de avatares. Em vez de controlar um único ditador, o jogador vai agora assumir uma dinastia inteira. Os membros da dinastia podem ser moldados de forma semelhante ao passado, cada um pode ter uma especialidade e vão receber várias tarefas que se ajustam às suas habilidades.

Para aumentar ainda mais as opções de personalização da dinastia, podem recorrer à conta secreta no banco suíço, uma função que já existe desde Tropico 3 mas que agora tem uma função real. Enquanto no passado servia sobretudo como do que um sistema de pontos glorificado, em Tropico 5 permite "comprar" atualizações para os membros da dinastia e melhorar as suas relações com a sociedade.

A construção de estruturas está essencialmente inalterada desde o anterior, contando apenas com algumas adições e optimizações. Também a economia funciona da mesma forma; à semelhança da felicidade dos súbitos. Ocasionalmente surgem pequenas missões que podem cumprir, mas as maiores receitas resultam da agricultura, indústria, turismo e comércio. É mais simples que a maioria dos outros jogos do género, mas enquadra-se bem na abordagem mais descontraída de Tropico.

A filosofia de design de melhorar e reforçar a jogabilidade resultou num jogo mais estável e interessante, mas também causou alguma perca de personalidade, que tem sido um dos pontos fortes da série. As alternativas algo limitadas na criação dos membros da dinastia, juntamente com um traço bastante genérico do seu caráter reduziu o nosso interesse nos membros da família.

Nem os habitantes escaparam a essa perca de personalidade, agora mais próximos de um símbolo da estrutura que governa o jogo do que exatamente a fonte de entretenimento que foram nos antecessores. Os habitantes em Tropico 5 parecem androídes sem personalidade comparando com o que vimos no passado.

Por outro lado, a verdade é que com todas as novidades, desafios e mecânicas de jogo, torna-se difícil tomar atenção a esse tipo de pormenores. Além disso falta ainda o muito antecipado multijogador, que infelizmente não tivemos a oportunidade de experimentar, mas que deverá acrescentar horas a um pacote já bem recheado. Tropico 5 é o jogo que Tropico 4 deveria ter sido - uma evolução considerável da série. Com uma base sólida, rodeada de adições interessantes e divertidas, é o jogo perfeito para satisfazer um ditador virtual ambicioso.

8
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Humor fantástico. As diferentes eras acrescentam variedade e objetivos. Bom desafio. Economia equilibrada.
Contras Os habitantes e os membros da dinastia têm menos personalidade. Construído a pensar em DLC.
Nota da rede Média de 5 edições da Gamereactor
8,0
Gamereactor 8
Gamereactor Deutschland 8
Gamereactor España 8
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Portugal 8
Editorial Team Articles published under the Gamereactor byline are the work of the site's editorial team, covering news, releases and the wider industry across Gamereactor's European editions.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 1998 · 745 artigos publicados
8
Bom Nota da rede em 5 edições
Dados do jogo
Produtora Haemimont Games
Editora Kalypso Media
Data de lançamento 22 Maio 2014
Testado em Multi
Género Simulation
Plataformas
PC Xbox 360 Linux Mac PS4 Xbox One
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
100% Jogado por nós Escrito a partir do tempo passado com o jogo, nunca de material de imprensa.
1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.