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Gamereactor Análises TowerFall Ascension
Análises TowerFall Ascension

TowerFall Ascension

Como foi divertido passar horas a matar os nossos amigos pelas costas.
Mike Holmes Testado em PC/PS4 26 Março 2014

Jogar TowerFall Ascension sozinho é como estar a chutar uma bola contra a parede. É divertido, e até pode distrair durante uma hora ou duas, mas não é substituto para uma boa partida com amigos.

É assim que devem abordar o modo a solo de TowerFall, como uma espécie de treino divertido. Apreciamos a sua presença no jogo, e é divertido, mas a verdadeira experiência necessita de quatro jogadores, enquanto se enfrentam numa arena com personagens pixelizadas que se perfuram com setas bem colocadas e não perdem uma oportunidade para esmagar a cabeça uns dos outros.

A melhor coisa de Towerfall - ou pelo menos o nosso elemento favorito - é o arco e flecha. É uma arma que tem gozado de muita popularidade ultimamente, inclusive em jogos contemporâneos ou futuristas, como Crysis 3, Tomb Raider e Far Cry 3, entre outros, mas é normalmente uma peça indispensável de qualquer jogo de fantasia.

Towerfall encaixa melhor nessa última categoria, com um cenário de fantasia detalhado com gráficos de 8 bits. Existem quatro personagens à escolha, com visuais e cores distintas, mas que funcionam essencialmente da mesma maneira - basicamente disparam flechas uns aos outros enquanto eliminam espíritos e demónios pelo meio. O arco é central para a maioria da ação e aprender a dominá-lo não é uma tarefa fácil. As flechas perdem força durante o trajeto, descendo progressivamente depois de serem disparadas; isto não é o mesmo que andar aos tiros, mas algo muito mais orgânico.

O jogo atinge claramente o seu potencial máximo quando estão quatro jogadores em confronto. Cada personagem começa no seu canto do ecrã, e depois devem trepar plataformas para tentarem ganhar ângulos favoráveis para eliminarem os seus oponentes. Existem aberturas nos quatro lados da arena, que permitem passar de um lado para o outro (como Pacman). Excelente para algumas técnicas de fuga ou ataques rápidos.

As arenas em si foram maravilhosamente realizadas, em toda a sua magnífica simplicidade. Existe uma boa variedade entre os cenários, e a decoração é apelativa. É tudo muito pixelizado, mas extremamente bem desenhado e construído. É também a prova de que às vezes, menos pode ser mais. Outro exemplo disso vem com o número de flechas ao dispôr de cada jogador, limitado a três no início de cada ronda. Isto implica que terão de ter bastante cuidado com as flechas que disparam. Em alternativa podem tentar recolhê-las, tentar apanhar as dos inimigos, ou simplesmente esmagar o crânio do oponente, se não tiverem flechas.

Em algumas arenas aparecem tesouros, que podem ser bastante benéficos para quem os apanhar primeiro. Estes "power-ups" incluem asas, escudos e invisibilidade, que oferecem uma vantagem estratégica sobre os inimigos. Também existem tipos de setas diferentes que podem tentar recolher, como umas que perfuram o cenário e outras que explodem, potencialmente eliminando vários inimigos.

Os controlos são bastante simples, mas ao mesmo tempo existe uma subtileza que só se torna aparente depois de algumas horas de jogo. As personagens conseguem saltar e disparar, e também existe um botão de "dash", que se carregarem no momento certo, permite agarrar na seta do inimigo e atirá-la de volta. Este movimento pode ser utilizado a meio de um salto, permitindo alguns movimentos aéreos interessantes, até porque também é possível utilizar as paredes para ganhar ímpeto.

Com quatro jogadores no ecrã em simultâneo e estas mecânicas de jogo, é caos garantido. É o tipo de jogo que motiva rivalidades e que pode fazer esquecer amizades de infância em poucos segundos. Às vezes, tudo depende de um golpe de sorte, noutros momentos ganha quem é realmente mais habilidoso. De uma forma ou de outra, é sempre divertido, tal como o é assistir às repetições das mortes ao estilo de Call of Duty.

Também existem alguns modos a solo, como mencionámos no início do texto. Não serão provavelmente suficientes para motivar a compra, mas apreciamos a sua inclusão. Foram incluídos vários desafios que ajudam a dominar os controlos do jogo e as suas nuances, bem como um modo Quest (que pode ser jogado cooperativamente com dois jogadores), onde vão enfrentar vagas de inimigos.

Em resumo, TowerFall Ascension é facilmente recomendável, seja na sua plataforma original, a Ouya, ou no PC e PS4 (onde foi testado). Existem algumas distrações engraçadas para quem quiser jogar a solo, mas este é um jogo claramente focado no multijogador. Não existem qualquer opção online, estão limitados ao multijogador local, mas sinceramente, é assim que o jogo deve ser desfrutado - com vários amigos na mesma sala.

9
Excecional em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Soberbo modo multijogador, sobretudo local. Tem um estilo visual encantador. Excelentes controlos.
Contras Não tem muito interesse a solo. Precisamos de comprar mais comandos DualShock 4.
Nota da rede Média de 6 edições da Gamereactor
8,7 amplitude 7–9
Gamereactor 9
Gamereactor Norge 7
Gamereactor Deutschland 9
Gamereactor España 9
Gamereactor Italia 9
Gamereactor Portugal 9
Perfil completo 2.869 artigos publicados
9
Excecional Nota da rede em 6 edições
Dados do jogo
Produtora Matt Thorson
Editora Matt Makes Games
Data de lançamento 18 Março 2014
Testado em PC/PS4
Género Action, Platform
Plataformas
PC PS4
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1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.