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Total War Saga: Troy

Total War Saga: Troy

A narrativa em torno da Guerra de Tróia e um novo sistema de recursos, são os destaques de mais um Total War Saga muito sólido.

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Com Total War Saga: Troy, a Creative Assembly apresenta uma série de novidades e mexidas à fórmula da saga, incluindo um novo sistema de recursos, um misto de elementos mitológicos com históricos, e uma narrativa em torno de um período raramente abordado em videojogos - o da Guerra de Tróia. Dedicámos uma boa semana e muitas horas à versão final do jogo, e estamos finalmente prontos para partilhar consigo a nossa opinião, mas trata-se de um jogo tão vasto, com turnos tão detalhados, que sentimos que ainda temos muito para ver.

Total War Saga: Troy inclui oito fações jogáveis, cada uma com a sua própria história e mecânicas. Para a nossa primeira campanha escolhemos Agamenão de Micenas, irmão do rei de Esparta, cuja mulher foi roubada pelo príncipe de Tróia, Paris. Como é natural, isto alinha-o de imediato com os Aqueus, que estão determinados a arrazar Tróia. Como a fação sénior entre os Aqueus, Micenas tem a habilidade para obrigar vassalagem a outras fações, recrutar unidades de uma enorme lista, e atribuir heróis à corte, o que irá dar benefícios para todos os membros da fação.

Não é a primeira vez que Total War apresenta fações com mecânicas próprias, mas funcionam particularmente bem em Troy. Pode jogar com fações focadas em comércio, navegação, ou guerra, e no nosso caso, tentámos sempre desempenhar bem o papel que nos tinha sido atribuído, o que ajudou a apreciar a narrativa. A campanha segue sempre num único sentido - o da guerra entre Aqueus e Troianos - e ao longo do caminho terá de escolher lados nos momentos mais importantes. Depois de alcançar um certo nível de poder, até pode vir a gerar um antagonista para a história, que pode estar determinado a destruí-lo. Apreciamos o facto de diplomacia e da campanha serem um pouco mais linear do que é habitual na série, mas o motivo para a diplomacia funcionar tão bem deve-se ao novo sistema de recursos.

Em vez de apenas ouro, Troy inclui cinco tipos de recursos: comida, madeira, pedra, bronze, e ouro. Na nossa opinião, esta é a melhor novidade que a Creative Assembly introduziu em Total War Saga: Troy, por vários motivos. Em primeiro lugar, porque agora pode concentrar recursos diferentes na construção do seu exército e na construção da sua economia, já que as tropas requerem sobretudo comida, enquanto a economia vive de madeira e pedra. Isto permite jogabilidade mais variada e resolve esse velho dilema dos Total War, em que era necessário optar entre construir ou lutar.

Total War Saga: Troy

Em segundo lugar, cada província fornece recursos diferentes, e isso acrescenta um novo detalhe a ponderar na expansão do império. E também é preciso referir que só áreas muito específicas permitem recrutar criaturas míticas, como centauros, por exemplo. E para terminar, o novo sistema de recursos torna a diplomacia ainda mais importante, já que precisámos de reforçar ligações com outras fações para recebermos os recursos de que necessitávamos.

O elemento de construção e expansão do império está excelente em Total War: Troy, e cativou-nos durante imenso tempo, sempre com novos desafios e conquistas no horizonte. É também um processo ligeiramente diferente do que era no passado, e vai obrigá-lo a mudar um pouco as suas abordagens, já que ficar sem recursos é o mesmo que perder em Troy. Os limites de comida também implicam que não pode ter tantas unidades ou heróis como poderia desejar. Isto significa que terá de mover rapidamente o seu exército pelo mapa para salvar aldeias em perigo, e se falhar, isso terá grandes custos. O oponente pode devastar por completo áreas, e se isso acontecer, essa área ficará neutra e aberta à colonização por qualquer fação. E ainda uma curiosidade acerca desta componente do jogo - agora é possível mudar o nome das cidades.

Como já deve ter percebido, gostámos do tempo que passámos com Total War Saga: Troy, e pretendemos passar ainda mais, mas nem tudo foi positivo na nossa experiência. A nova mecânica de Vontade Divina, por exemplo, é algo que não apreciamos. Em teoria, a Vontade Divina permite receber benefícios se construir templos aos deuses, como Ares, que pode reforçar o seu exército, mas estávamos normalmente demasiado ocupados para ligarmos à vontade dos deuses. Ignorar os deuses também nunca pareceu resultar em nada de muito negativo, excepto alguns eventos raros, como um terramoto, ou perder uma colheita aqui ou ali. Pela nossa experiência, é bem mais prático tomar atenção a espiões e assassinos, já que esses podem fazer danos a sério, como assassinar os heróis.

Por falar em heróis, pareceu-nos que a Creative Assembly exagerou na sua força e poder. É verdade que estamos a falar de lendas como Aquiles e Hector, altamente detalhados e personalizados, mas a forma como podem fazer a diferença - no nosso caso e no do inimigo -, é excessiva. Por último há que falar dos vários problemas técnicos que encontrámos, alguns com grande gravidade. Num caso o nosso exército ficou preso no mapa e obrigou-nos a carregar um save mais antigo, noutro, todas as ações de um agente causavam que o jogo parasse de funcionar, o que nos obrigou a ignorá-lo. Por norma, a Creative Assembly é veloz a resolver estas questões, mas de momento, ainda estão presentes, e não podemos simplesmente ignorá-las, mesmo na consideração da nota.

É uma pena que estes problemas tenham afetado o nosso divertimento, já que estamos a falar de Total War muito sólido. O mapa é enorme, as fações introduzem grande variedade, o novo sistema de recursos é extremamente importante, e a diplomacia foi melhorada. É uma aposta segura para qualquer fã da série, sobretudo depois dos problemas serem resolvidos, e ainda vale a pena referir em novembro será introduzido um modo online. Agora perdoe-nos, porque é preciso acabar o turno.

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07 Gamereactor Portugal
7 / 10
+
Boa variedade de fações. Mapa é enorme. Novo sistema de recursos é uma excelente adição.
-
Mecânica de Vontade Divina pareceu-nos supérflua. Heróis são demasiado poderosos. Muitos erros técnicos.
overall score
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