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Gamereactor Análises Tokyo Mirage Sessions #FE
Análises Tokyo Mirage Sessions #FE

Tokyo Mirage Sessions #FE Encore

Um "Persona" exclusivo da Nintendo, que depois de um lançamento na Wii U surge melhorado na Switch.
Stefan Briesenick 17 Janeiro 2020

Em Tokyo Mirage Sessions #FE vai assumir o controlo de Itsuki Aoi, um jovem que foi apanhado num misterioso incidente causado por seres mágicos de outra dimensão. Pouco depois disto, Aoi ganha controlo de uma entidade chamada Mirage, que por sua vez o leva até Maiko Shimazaki, uma tipa disfarçada de caçadora de talentos que na verdade sabe o que se passa, e que nos torna no líder da sua força anti-Mirage. Isto leva-nos ao lado social/artístico do jogo, já que para agir sem levantar suspeitas, o jogador terá de entrar no mundo do entretenimento japonês.

Tokyo Mirage Sessions #FE foi produzido pela Atlus, o que justifica as suas várias semelhanças aos jogos Shin Megami Tensei e Persona. O jogo foi originalmente lançado na Wii U em 2015, e agora chega à Switch com alguns melhoramentos, também com o auxílio dos criadores de Fire Emblem, a Intelligent Systems.

O que distingue #FE dos outros jogos da Atlus é precisamente o lado artístico, já que em vez de estar numa escola a conviver com estudantes, irá participar em espetáculos e interagir com artistas. Juntamente com esse grupo irá ganhar fama e adoração, e quanto melhor se saírem nas suas prestações, melhores serão as suas características para os combates nas masmorras de outra dimensão. É uma experiência de jogo separada em dois, tal como Persona, em que uma envolve realizar uma série de tarefas e interações no mundo real, e a outra envolve exploração e combates por turnos. As missões principais tendem a mostrar grande detalhe, conforme realiza concertos, trabalhos de fotografia, e participações em programas, enquanto que as missões secundárias envolvem trabalho mais duro ou algumas situações mais preocupantes que é preciso resolver.

Os tais seres chamados Mirage costumam vir até à nossa dimensão para roubarem a vontade de viver das pessoas, e o objetivo do grupo passa precisamente por travá-los. Isso significa que terá de os combates em combates por turnos, onde achar a fraqueza dos adversários é de particular importância. Tem acesso a vários tipos de ataques e habilidades, e caso acerte num inimigo com o tipo ao qual é fraco, não só vai causar mais dano, como irá jogar mais um turno.

Durante as batalhas vai ganhar recursos, que pode utilizar para melhorar o grupo e as suas armas. Também vai adquirir dinheiro, que pode usar para comprar consumíveis. Pode ainda fundir certos itens com as armas, alterando os seus efeitos e adquirindo novas habilidades, e melhorar três características de cada membro do grupo, nomeadamente comandos de combate, atributos passivos, e habilidades diretas. Existem também ações muito específicas que são possíveis em certas condições e com a cooperação de determinados membros do grupo, que causam um efeito mais poderoso.

Tudo isto resulta numa experiência de jogabilidade capaz de agarrar o jogador durante horas a fio, e isso deve-se à forma como o lado social, a história, e o combate, acabam por estar tão bem interligados. Existem no entanto alguns defeitos, como o facto de se notar que é um jogo datado. A versão Switch inclui alguns melhoramentos, incluindo um grafismo mais definido e loadings mais rápidos, mas não é uma superioridade assim tão assinalável quanto isso. A verdade é que mesmo quando saiu, em 2015, apresenta já um aspeto datado, e a situação não é melhor cinco anos depois, Vale a qualidade do design visual, que é bastante chamativo e até corajoso.

Esta versão inclui também os DLC da versão Wii U, que se resumem a masmorras que pode repetir vezes sem conta para ganhar mais níveis e recursos. Mais interessante é a nova área, que embora pequena, tem a sua própria história paralela, e encaixa bem nos eventos do jogo e da narrativa. Também existem mais personagens de suporte, fatos, e itens, para encontrar na versão Switch.

Tokyo Mirage é um RPG japonês divertido e entusiasmante, com particularidades suficientes para se distinguir de outros jogos da Atlus, mesmo que também existam várias semelhanças. Se está entre os melhores trabalhos do estúdio? Não, mas é uma boa alternativa quando não existe Persona, sobretudo enquanto esperamos pelo promissor Shin Megami Tensei V.

7
Bom em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Tem uma identidade visual distinta. Músicas coerentes. Boa integração de combate e lado social dos artistas. Melhorias na Switch.
Contras Distinção óbvia entre conteúdo principal e secundário. Design antiquado das masmorras. Esperávamos mais novidades.
Nota da rede Média de 7 edições da Gamereactor
7,0 amplitude 6–8
Gamereactor 7
Gamereactor Norge 6
Gamereactor Deutschland 7
Gamereactor España 8
Gamereactor France 7
Gamereactor Italia 7
Gamereactor Portugal 7
Perfil completo 385 artigos publicados
7
Bom Nota da rede em 7 edições
Dados do jogo
Produtora Intelligent Systems, Atlus Persona Team
Editora Nintendo
Data de lançamento 23 Junho 2016
Género RPG
Plataformas
Wii U Nintendo Switch
Porquê confiar na Gamereactor
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1–10 Nota da rede A nota de cada edição, com média feita e à vista.