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Análises The Legend of Zelda: Twilight Princess HD

The Legend of Zelda: Twilight Princess HD

Mais um Zelda que recebe o tratamento HD, mas será suficiente para manter o jogo relevante?
David Caballero 1 Março 2016

É seguro dizer que cada jogo de The Legend of Zelda costuma deixar impressões nos seus fãs, e Twilight Princess, lançado para Gamecube e Wii em 2016, é sem dúvida um dos que mais marcou os jogadores - embora nem todos de forma positiva. Enquanto alguns recordam com nostalgia este lado mais sombrio de The Legend of Zelda, outros não apreciaram o tom e o ritmo lento. Pela parte que nos toca, estamos em sintonia com o primeiro grupo, sobretudo depois de passarmos 60 horas com uma versão remasterizada muito superior.

Como tem acontecido com outros relançamentos de The Legend of Zelda, Twilight Princess HD não é um remake completo, já que aproveita a maioria dos materiais utilizados na versão original, mas vai um pouco mais longe que a remasterização tradicional. O grafismo foi melhorado, os controlos refinados, a acessibilidade aumentada e ainda existem surpresas novas para encontrarem. Twilight Princess HD não é um jogo completamente novo, mas é superior ao original em praticamente todos os campos. Mais, dos vários títulos Zelda que a Nintendo relançou nos últimos anos, Twilight Princess HD é provavelmente o mais trabalhado.

Em termos de controlos e interface, beneficia claramente do trabalho que foi feito nas adaptações anteriores. Elementos como o segundo ecrã do GamePad, os controlos táteis, a deteção de movimentos, e a acessibilidade de menus e inventário, são introduções muito bem vindas. Visualmente, também parece superior ao que vimos antes, com texturas muito superiores. As cores, a iluminação, e a definição são todos campos que foram reforçados e atualizados, tornando Twilight Princess HD numa experiência muito mais suave para apreciação num grande ecrã que o original.

Com uma atualização gráfica tão notória, acaba por ser desapontante que o som não tenha sido tratado com o mesmo cuidado. Não nos interpretem mal, a banda sonora é sempre deliciosa, mas a qualidade do som em si deixa um pouco a desejar para os padrões atuais, à semelhança do que também aconteceu com Wind Waker HD.

Os jogos de The Legend of Zelda pertencem quase a um sub-género só seu. Não existem muitas séries capazes de apresentar uma combinação de combate, história, exploração, fantasia e puzzles, como Zelda, sobretudo nos dias que correm. É por isso que, mesmo com alguns elementos datados, um jogo como Twilight Princess HD reserva ainda hoje muitos encantos para o jogador aventureiro. A qualidade no design das masmorras, as situações caricatas em que Link se encontra, os itens criativos que tem de utilizar, e o elenco memorável de personagens, são elementos que se destacam mesmo passados todos estes anos.

Se as masmorras são o elemento de The Legend of Zelda que mais apreciam, então têm muitos motivos para sorrir com Twilight Princess. Embora sigam uma fórmula que tem barbas, a excelência de design da equipa da Nintendo mostrou várias ideias engraçadas e surpreendentes com este jogo. Claro que a estrutura é sempre a mesma, e precisam de obter itens que depois serão usados nos bosses das masmorras, mas é uma fórmula que continua a dar resultados.

Twilight Princess também ficou na história como um dos jogos mais sombrios de The Legend of Zelda, e inclui alguns momentos bastante negros para um jogo da saga. Essa história é enriquecida com várias personagens que perduraram na memória dos jogadores, como a irritante Midna, o arrepiante Zant, e a própria Zelda. Até Link, que retém todo o seu carisma e bondade típicas, atravessa um período negro na forma de Wolf Link, uma transformação em lobo que podem controlar.

Existem muitos motivos para reviver The Legend of Zelda: Twilight Princess nesta nova versão, ou se for o caso, para experienciarem esta aventura pela primeira vez. Contudo, devem também ficar avisados de alguns pontos menos favoráveis, a maioria causados por um envelhecimento de 10 anos, e outros que já estavam presentes na versão original.

Midna, uma personagem que vos acompanhará a partir de bem cedo, tem o hábito irritante de bocejar, mas é provável que façam o mesmo durante as primeiras horas. O ritmo de Twilight Princess está longe de ser perfeito, com algumas secções e caminhadas francamente aborrecidas. A Nintendo parece ter ficado obcecada pela criação de um novo Ocarina, mas em grande escala, e isso acabou por resultar em algumas áreas com menos vida e alma do que é natural na série. Outras tarefas que Link tem de cumprir são igualmente aborrecidas, e todos estes elementos significam que Twilight Princess HD tem um arranque dolorosamente lento. Felizmente o ritmo eventualmente apanha o passo, e Twilight Princess HD acaba por compensar o início pachorrento.

Outro problema surge no combate, que não envelheceu assim tão bem como isso, mesmo considerando a qualidade da deteção de movimentos se optarem por esse esquema de controlos. A sequela Skyward Sword melhorou muitos elementos do combate, que infelizmente não são evidentes neste jogo. As secções a cavalo também causam alguns momentos de frustração, mas para tudo isto é preciso considerar a idade de Twilight Princess HD.

São aspetos negativos, sem dúvida, mas olhando para a experiência de 60 horas como um todo, esses elementos perdem importância. É uma aventura grandiosa, que apesar de ter alguns problemas, ainda tem capacidade para oferecer uma experiência de jogo encantadora. A restauração beneficiou tremendamente o jogo, sobretudo ao nível da acessibilidade e no campo gráfico, pelo que Twilight Princess HD é uma recomendação obrigatória para qualquer aventureiro com uma Wii U.

9
Excecional em 10 · Gamereactor Portugal
Prós Melhorias tornam a experiência mais agradável. Texturas muito superiores. Excelente design geral e das masmorras.
Contras Qualidade sonora não evoluiu tão bem. Arranque lento e ritmo desequilibrado. É a fórmula do costume e pode cansar.
Nota da rede Média de 6 edições da Gamereactor
8,7 amplitude 8–9
Gamereactor 9
Gamereactor Norge 8
Gamereactor Deutschland 9
Gamereactor España 9
Gamereactor Italia 8
Gamereactor Portugal 9
Editor-in-Chief Spain David Caballero was editor-in-chief of Gamereactor Spain, writing for the site from 2011. He covered video games alongside film, tech and wider culture, and interviewed developers at events across Europe.
Perfil completo Autor da Gamereactor desde 2011 · 1.385 artigos publicados
9
Excecional Nota da rede em 6 edições
Dados do jogo
Produtora Nintendo, Tantalus
Editora Nintendo
Data de lançamento 3 Março 2016
Género Adventure
Plataformas
Wii U
Porquê confiar na Gamereactor
23 Edições Cada uma com a sua redação e as suas notas.
1998 A publicar desde De propriedade independente desde o início.
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